ANGRAMON DECIDE DESISTIR OFICIALMENTE DE ANGRA 3, MAS A EBE AINDA QUER MANTER O CONTRATO COM A ELETRONUCLEAR | PetroNotícias





ANGRAMON DECIDE DESISTIR OFICIALMENTE DE ANGRA 3, MAS A EBE AINDA QUER MANTER O CONTRATO COM A ELETRONUCLEAR

massaDepois de receber em doses homeopáticas  a desistência de seis das sete empresas que venceram a licitação da montagem da Usina Nuclear Angra 3, a Eletronuclear terá mais uma surpresa nesta terça-feira (20) . O Consórcio Angramon, que uniu as empresas vencedoras das montagens nuclear e não nuclear da usina, vai entregar uma carta à estatal ainda hoje, rompendo oficialmente o contrato. O problema se agrava porque uma das empresas que compõe o consórcio, a EBE, a única que não havia desistido, está em negociações avançadas com outras empresas  para que o contrato seja respeitado e façam a obra de montagem da parte nuclear da usina.

A EBE, que montou sozinha Angra 1 e fez parte do consórcio de Angra 2, está disposta a manter sua posição no contrato. A empresa deverá enviar até amanhã (21) uma carta apresentando uma posição dissidente do consórcio Angramon, buscando honrar o compromisso assumido.

O Presidente da EBE, Paulo Massa (foto), ainda busca um entendimento para que não haja um rompimento definitivo do contrato:

“Sabemos que é uma situação muito difícil, mas precisamos esgotar todas as alternativas e buscar um entendimento. Não posso falar muito sobre isso, porque ainda estamos tentando este entendimento. A EBE tem uma tradição no setor nuclear, uma equipe de profissionais que já viveu a experiência de montagem nuclear desde Angra 1. Precisamos aproveitar isso. Seria uma desperdício. Há um propósito das outras empresas em deixar o contrato. Por isso também estamos buscando parcerias para seguir adiante. Caso contrário a entrega da usina ficará ainda mais postergada. Se houver uma outra licitação o atraso será de pelo menos mais dois anos. Isso seria péssimo para o Brasil, que está precisando de geração de energia firme.”

A Eletronuclear passa por muitas dificuldades e deixou de fazer o pagamento das parcelas do contrato de montagem, o que originou a desistência das outras empresas que participam do consórcio: Odebrecht, Techint, Camargo Corrêa, UTC e Andrade Gutierrez, que também é responsável pelas obras civil. Assim que assumiu a presidência da empresa, Pedro Figueiredo, decidiu suspender temporariamente o trabalho da construção civil da usina, o que resultou em milhares de demissões de trabalhadores. A Andrade Gutierrez também na estava recebendo as parcelas de pagamentos por seu contrato de trabalho, desgastando bastante a relação com a empresa estatal.

O Petronotícias procurou o Consórcio Angramon, que não quis fazer qualquer comentário.

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Jucao
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Jucao

Lamentável para as demais !!! Parabens EBE por fazer acreditar na superação desta crise que se encontra o Brasil,mundo…. Precisamos de emprego , esta atitude com certeza vai acelerar o processo de retomada e mostar a mais empresas que é possível continuar a obra.

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[…] do consórcio Angramon, buscando honrar o compromisso assumido. A informação é do site Petronotícias, que informou ainda que procurou o Consórcio Angramon, que não quis fazer qualquer […]