GOVERNO FAZ ACORDO COM ALGUNS LÍDERES DE CAMINHONEIROS E ESPERA QUE A CATEGORIA ACEITE O FIM DOS PROTESTOS
O governo do Presidente Temer e as entidades que representam os caminhoneiros entraram num acordo visando parar os protestos depois de sete horas de reunião, em Brasília. O governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram acordo para suspender, por 15 dias, a paralisação que afetava estradas de 25 estados e do Distrito Federal. O acordo foi anunciado pelo ministro Eliseu Padilha na noite desta quinta-feira (24). De acordo com ele, das 11 entidades que participaram das negociações, apenas a União Nacional dos Caminhoneiros não concordou com os termos. Na noite de quarta-feira (23), o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, havia anunciado a redução do preço por 15 dias. De acordo com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a União se comprometeu a ressarcir a petroleira a partir do 16º dia, com subsídios pagos pelo tesouro. “Não haverá nenhum prejuízo para a Petrobrás”, afirmou. Os caminhoneiros também reivindicaram a não cobrança de pedágios, quando estivessem vazios e a suspensão de multa. Esses dois detalhes serão estudados amanhã. O acordo foi feito, mas se toda categoria irá aceitar, só saberemos na manhã desta sexta-feira (25). Logo depois de anunciado o acordo, a Petrobrás divulgou uma nota afirmando que:
“Considera o acordo realizado entre o governo e os representantes dos caminhoneiros altamente positivo e um ganho inquestionável para o país. Do ponto de vista da empresa, o ressarcimento proposto pela União preserva integralmente a política de preços da companhia ao mesmo tempo em que viabiliza maior previsibilidade para os consumidores”.
A Abcam – Associação Brasileira dos Caminhoneiros- confirmou que também não concorda com a política do governo. Mais cedo, a associação, que reivindica que a redução dos impostos se transforme em lei, abandonou a reunião com o governo. Como resultado da reunião, além de zerar a Cide sobre o diesel, já anunciada na terça-feira (22), o governo se comprometeu a ressarcir a Petrobrás para que a estatal estenda por um mês o desconto de 10% sobre o preço do diesel na bomba e não apenas por quinze dias. A cada 30 dias, o valor do diesel na refinaria seria avaliado num acordo que durará até o dia 31 de dezembro, quando termina o governo Temer, segundo afirmou o Ministro Carlos Marun, que também participou da reunião e da entrevista coletiva. Não foi anunciado nenhuma vantagem para os consumidores de gasolina porque, segundo ministro Eliseu Padilha, não estava na pauta de reivindicações.

publicada em 24 de maio de 2018 às 22:29 




