DIRETORIA DA PETROBRÁS VAI DAR UMA ENTREVISTA COLETIVA PARA EXPLICAR AS RAZÕES DO PREJUÍZO DE R$ 17 BILHÕES EM 4 MESES
A insistência da Petrobrás em “abrasileirar” os preços dos combustíveis e evitar mais desgastes para o governo Lula, com inflação quase saindo do controle e uma tendência de alta dos alimentos, foi a principal consequência para o prejuízo apurado nos últimos quatro meses de 2024. E isto teve um preço pesado para a Petrobrás e para os seus acionistas. O prejuízo bilionário sacudiu o mercado de ações. Não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na Alemanha. As ADRS (recibos de ações) da companhia já caíram mais de 7% no pré-mercado de Nova York na manhã de hoje (27). É uma reação aos resultados da empresa anunciados ontem (26). Na Alemanha, os papéis recuavam 5%. No quarto trimestre, a estatal obteve prejuízo de R$ 17,044 bilhões, ante o lucro de R$ 31,043 bilhões no mesmo período 2023. A distribuição de dividendos sobre capital próprio de R$ 73,9 bilhões em relação ao ano de 2024. Ainda assim, a leitura do mercado foi negativa.
Daqui a pouco, haverá uma entrevista coletiva da presidente da empresa, Magda Chambriard, e de alguns diretores. Mesmo ainda não tendo um ano à frente da empresa, foi o primeiro resultado anual de Magda. A Petrobras atribuiu o prejuízo a uma “deterioração do ambiente externo com a redução do preço do petróleo e das margens internacionais do segmento de refino, além de menores volumes de produção de petróleo”. Pode até ter tido uma influência, mas o mercado aponta mesmo para a insistência da empresa não se alinhar aos preços internacionais, como fizeram as distribuidoras, mesmo tendo preços maiores do que a Petrobrás. Além dos impactos no lucro, a produção e as vendas menores afetaram as receitas em 2024.
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