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PDE 2035 PREVÊ EXPANSÃO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA E AVANÇO DAS BATERIAS ATÉ 2035

bateriasO Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram o novo Caderno de Micro e Minigeração Distribuída e Baterias Atrás do Medidor, como parte dos estudos do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035).  De acordo com o estudo, a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída (MMGD) pode chegar a até 97,8 gigawatts (GW) até 2035. No cenário de referência, a expectativa é de que 9,5 milhões de consumidores adotem o modelo, com 78,1 GW de capacidade instalada e contribuição de 12,1 GW médios à geração elétrica nacional.

A fonte solar distribuída foi, pelo quarto ano consecutivo, a principal responsável pela expansão da capacidade instalada em 2024. A MMGD já responde por cerca de 5,6% da energia gerada no Brasil e representa 13% do consumo cativo. O segmento residencial continua liderando o crescimento, impulsionado por maior competitividade e pelo marco legal estabelecido pela Lei 14.300/2022.

Outro destaque da publicação é a análise sobre o avanço das baterias instaladas atrás do medidor — sistemas que armazenam energia nas próprias unidades consumidoras. A queda nos preços das baterias de íon-lítio em 2024 abriu caminho para aplicações mais amplas no país, especialmente em substituição a geradores a diesel durante horários de ponta.

Simulações da EPE indicam que o armazenamento já pode ser economicamente viável no Brasil, especialmente quando o custo do sistema ficar abaixo de R$ 2.000 por kWh – em substituição, por exemplo, ao uso de geradores a diesel em horários de ponta. As baterias também são vistas como solução estratégica para ampliar o autoconsumo de energia solar, permitindo o uso de excedentes gerados durante o dia em horários de menor geração.

Embora o tempo de retorno ainda seja um desafio em alguns casos, a expectativa de novas reduções de preço e possíveis mudanças regulatórias a partir de 2029 tornam o segmento cada vez mais promissor. Em um cenário otimista, o mercado acumulado de baterias residenciais pode ultrapassar R$ 200 bilhões em investimentos até 2035.

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