PETROLEIROS REJEITAM PROPOSTA DA PETROBRÁS, APROVAM ESTADO DE GREVE E PROMETEM MOBILIZAÇÕES NAS REFINARIAS NESTA TERÇA
A nem sempre serena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobrás está começando com o pé esquerdo. Os petroleiros rejeitaram uma contraproposta apresentada pela companhia. Além disso, a categoria aprovou estado de greve e assembleia permanente. A decisão foi tomada durante assembleias realizadas pelos 14 sindicatos que compõem a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Uma nova reunião entre representantes dos trabalhadores e a direção da petroleira está agendada para amanhã (11), quando serão retomadas as negociações do ACT. Além disso, a Petrobrás deverá apresentar respostas sobre o recém anunciado Plano de Desligamento Voluntário (PDV) e as mudanças unilaterais nas jornadas de trabalho de médicos e odontologistas – medidas criticadas pela FUP.
Ao mesmo tempo em que as negociações aconteceram durante a reunião, serão realizados atos nas refinarias de Minas Gerais (Regap), de Duque de Caxias/RJ (Reduc), de Campinas/SP (Replan) e de Pernambuco (Refinaria Abreu e Lima/Rnest). Durante as mobilizações nessas unidades, estão previstas paralisações e atrasos.
Os petroleiros afiram que sua pauta de reinvindicações gira em torno de três eixos: solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que penalizam aposentados e pensionistas; distribuição da riqueza gerada pela categoria, com garantia de condições dignas de trabalho, saúde e segurança, sem ajuste fiscal sobre salários e carreiras; e defesa da Pauta pelo Brasil soberano, contra privatizações e o novo modelo de negócios da Petrobrás.
A FUP também tem reiterado que a recomposição dos efetivos e a convocação dos cadastros de reserva de concursos públicos são temas urgentes da pauta, diretamente ligados à saúde e segurança no trabalho e à transição energética justa e participativa.

publicada em 10 de novembro de 2025 às 16:00 





