PROJETO DE MICRORREATOR BRASILEIRO É DESTAQUE NA COP 30 COMO SOLUÇÃO PARA REGIÕES REMOTAS
Um projeto brasileiro para desenvolvimento de microrreatores, liderado pela empresa Diamante Energia, foi um dos destaques desta semana na COP 30, em Belém. A iniciativa foi apresentado pelo Gerente de projeto da empresa Terminus, parceira da Diamante na iniciativa, Horus Orlandi, que deu detalhes do desenvolvimento das tecnologias críticas para microrreatores portáteis de 1-5 MW, adaptando tecnologia espacial para gerar eletricidade limpa e sustentável, com potencial de atender regiões remotas e reduzir emissões.
As primeiras unidades, com potência de 5 MW, contidas em um container de 40 pés selado, têm previsão de entrarem em operação entre oito e dez anos, com execução no Instituto de Energia Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro, e no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. O projeto contará com apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O projeto contempla ainda a fabricação de novas ligas usando materiais estratégicos e abundantes no Brasil, como o Urânio, Berílio e Nióbio, e o estado da arte em técnicas de fabricação por manufatura aditiva.
Além disso, a iniciativa prevê o desenvolvimento da cadeia de suprimento, que permitirá que o microrreator brasileiro seja competitivo, e que promoverá um grande efeito multiplicador de projetos dessa natureza nas universidades e indústrias. Serão realizados estudos sobre a utilização dessa tecnologia em municípios com menos de 20.000 habitantes no Brasil. Isso corresponde a 68% das cidades do país, somando cerca de 30 milhões de habitantes, de forma a demonstrar que eles são uma opção segura, sustentável e de baixo impacto socioambiental para uma transição energética justa.
Recentemente, o programa do microrreator nuclear conquistou o 1º lugar na categoria Descarbonização do Prêmio InovaClima Brasil 2025, promovido pelo CIETEC – Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia. é uma grande competição nacional de ciência, tecnologia e inovação, e surgiu da ideia da CIETEC aproveitar a oportunidade da COP 30 ser realizada em Belém e a entidade levar pesquisas que têm potencial de inovação além de startups que desenvolvem tecnologias para apoiar as questões de emergências climáticas. O programa iniciou em abril e contou com mais de cem inscritos, entre várias soluções desenvolvidas por pesquisadores do Brasil inteiro.
Em entrevista concedida em setembro ao Petronotícias, coordenador do projeto, Adolfo Braid, A versatilidade dos microrreatores nucleares permite uma ampla gama de aplicações, que vão muito além da geração de energia elétrica. Suas principais utilidades incluem aplicações offshore para plataformas de exploração de petróleo e gás; mobilidade elétrica; usos industriais; data centers; estabilizações de microrredes; entre outros.
Projetos de microrreatores estão em desenvolvimento em diversos países. Enquanto os reatores modulares pequenos (SMRs) são definidos pela Agência Internacional de Energia Atômica como unidades de até cerca de 300 MW, os microrreatores operam até aproximadamente 20 MW, sendo os modelos conteinerizados os mais indicados para transporte e uso em áreas isoladas.

publicada em 14 de novembro de 2025 às 5:00 





Tecnologia nuclear é uma arte que se desenvolve lentamente, passos pequenos mas contínuos. O investimento é grande, os riscos significativos, a regulação é pesada, a cadeia de suprimento rivaliza com a tecnologia espacial. Tudo junto resulta em algo onde saltos, by passes, rabos de arraia e ziriguiduns não funcionam, são sonhos de noites de verão. Todos os líderes começaram comprando reatores americanos, principalmente da Westinghouse, operando, mantendo e então dando seus passos sozinhos. Eventualmente, décadas e bilhões depois, ficaram maduros. O Brasil pensa em quebrar esta realidade. O salto quântico. Reator de submarino, de pesquisa, de potência, e outros são… Leia mais »