A ÍNDIA CEDE ÀS PRESSÕES DE DONALD TRUMP, PÁRA DE IMPORTAR GÁS DA RÚSSIA E PASSA A ADQUIRIR DOS ESTADOS UNIDOS
Se alguém no Brasil ainda tem dúvidas sobre a política “American First” estabelecida pelo Presidente Donald Trump está dando certo para os Estados Unidos, mude de opinião. Por enquanto, os únicos que resistem a ela são membros do governo Lula, que insistem em desafiarem os Estados Unidos e a fingir que as exigências passam exatamente pelo comportamento fora da constituição do STF, com foco nas ações do ministro Alexandre de Moraes, acusado e punido por violar direitos humanos. Se esta condição não mudar, as tarifas americanas poderão aumentar além dos 40% e ainda termos mais ministros punidos com a Lei Magnistsky. O exemplo de hoje (17) vem da Índia, a economia que mais cresce no mundo. Ela anunciou nesta segunda-feira a assinatura de um acordo que prevê o fornecimento de quase 10% de gás liquefeito de petróleo (GLP) pelos Estados Unidos, em uma iniciativa para diversificar a origem de suas fontes de energia.
Para lembrar, as relações entre os dois países deterioraram-se drasticamente em agosto, depois de o Presidente Trump ter autorizado o aumento das tarifas sobre a
Índia para 50%, com as autoridades americanas acusando o país de financiar a guerra da Rússia na Ucrânia ao comprar petróleo russo a preços reduzidos. O mesmo alerta foi dado ao Brasil, em relação ao óleo diesel. Trump afirmou na ocasião que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, concordou em reduzir as importações de petróleo russo como parte de um possível acordo comercial, o que a Índia não chegou a confirmar.
Mas hoje, o Ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri, afirmou que a Índia assinou um acordo de um ano para o fornecimento de 2,2 milhões de toneladas anuais de GLP, provenientes da Costa do Golfo dos EUA, o que representa quase 10% das importações anuais desse combustível no país. “Foi o primeiro contrato estruturado de GLP dos EUA para o
mercado indiano em nosso esforço para fornecer suprimentos de GLP seguros e acessíveis ao povo da Índia. Temos diversificado nossas fontes de fornecimento de GLP. Um dos maiores e mais dinâmicos mercados de GLP do mundo se abre para os Estados Unidos.” disse Puri em um comunicado.
A refinaria estatal indiana HPCL-Mittal Energy já havia interrompido as compras de petróleo bruto russo no mês passado, após as sanções às duas maiores companhias petrolíferas de Moscou. A Reliance Industries, principal compradora indiana de petróleo bruto russo, de capital privado, também afirmou estar avaliando as implicações das restrições impostas pelos EUA, bem como as da União Europeia. A economia da Índia, a quinta maior do mundo, cresceu no ritmo mais acelerado em cinco trimestres nos três meses encerrados em 30 de junho.
CAPITAL DA ÍNDIA PARALISA POR FALTA DE GÁS
Mumbai sofreu transtornos generalizados nesta segunda-feira(17), quando um grave dano a um gasoduto praticamente paralisou o fornecimento de Gás Natural Comprimido (GNC) da cidade. Longas filas se formaram nos postos de GNC por toda a metrópole, afetando milhares de riquixás, táxis e alguns ônibus que dependem desse combustível. Uma grande parte dos riquixás e táxis de Mumbai, incluindo veículos operados por empresas de transporte por aplicativo como Ola e Uber, depende inteiramente do GNV fornecido pela Mahanagar Gas Limited (MGL). A escassez de combustível, portanto, causou transtornos significativos no deslocamento diário, principalmente nos horários de pico.
Em comunicado divulgado pela MGL afirmou que a interrupção foi causada por danos de terceiros ao gasoduto principal da GAIL, localizado dentro do complexo da Rashtriya Chemicals and Fertilisers (RCF). Isso afetou o fluxo para a Estação City Gate (CGS) da MGL em Wadala, um ponto de entrada crucial para o fornecimento de gás à cidade. Os danos levaram à redução da pressão do gás em toda a rede, forçando muitos postos de GNV em Mumbai, Thane e Navi Mumbai a operar com capacidade limitada ou a fechar temporariamente. Como resultado, os passageiros enfrentaram longos tempos de espera nas bombas, enquanto os táxis e veículos de aluguel com motorista lutavam para se manter em operação. O transporte escolar foi particularmente afetado. A MGL declarou que os consumidores residenciais estão sendo priorizados para garantir o fornecimento ininterrupto de gás natural canalizado (GNC) às residências. Os consumidores industriais e comerciais foram aconselhados a utilizar combustíveis alternativos até que o gasoduto seja restaurado.

publicada em 17 de novembro de 2025 às 12:00 




