A AXIA ENERGIA LANÇA OPERAÇÃO PARA A EMPRESA OFERECER SERVIÇOS DE DATA CENTERS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO BRASIL
A AXIA Energia lançou uma operação de geração e processamento de bitcoins no Rio de Janeiro e na Bahia, com o objetivo de preparar a empresa para oferecer serviços de energia e gestão de capacidade computacional para data centers e Inteligência Artificial no Brasil. A iniciativa qualifica a companhia para lidar com uma grande quantidade de processamento de dados e os serviços de energia elétrica. A AXIA usará energia renovável para alimentar os circuitos integrados responsáveis pela mineração de blocos dentro do blockchain de bitcoins. O projeto funciona como um teste para a companhia, com vistas aos desafios futuros relacionados à oferta de serviços de tecnologia para data centers e IA, como o fornecimento de energia, a gestão de dados, conectividade e o resfriamento das máquinas. O vice-presidente de Inovação da empresa, Juliano Dantas, disse que “A ideia é que a empresa compreenda as demandas de energia dessas cargas associadas a computação
de alto desempenho, que se assemelham em muito aos sistemas que funcionam nos novos data centers com maior intensidade de IA. Estamos fazendo projetos em menor escala para, no futuro breve, termos uma gama de serviços completos para os nossos clientes nas áreas de data centers e IA.”
A opção pelos chips ASICs (chips de aplicação específica) para bitcoin é porque o custo de investimento por MW que os chips demandam é menor que em chips usados para treinar modelos de IA. Com isso, a AXIA pode testar de forma representativa soluções que servirão para o futuro do mercado, mas com o CAPEX menor. Segundo Dantas, um sistema de IA que demanda o fornecimento de um megawatt de potência custa em média US$ 50 milhões em chips de última geração. Já uma operação de bitcoin que demande a mesma quantidade de energia custa US$ 1 milhão. “Quando a nossa estrutura de bitcoin estiver estabelecida poderemos substituir os sistemas para aplicações em IA, sem demandar maiores investimentos para a mudança para o novo uso“, explicou Dantas.
O primeiro projeto de computação usando esse tipo de chips está instalado na sede da empresa, no Rio de Janeiro, em menor escala. Já na Bahia, a AXIA Energia está com um projeto de pesquisa e desenvolvimento de uma planta de computação como carga em um microgrid (micro rede) no município de Casa Nova, onde a empresa tem
instalado um parque eólico de mesmo nome. A ideia é que essas máquinas (mais de 170) demandem um fornecimento de energia elétrica de aproximadamente 1MW. O investimento total de R$ 90 milhões no projeto de micro rede conta ainda com uma planta solar (1MW), bateria (1MWh) e emulador de outras cargas diversas (1,4MW). No projeto, as máquinas de processamento de dados serão diretamente conectadas à energia gerada pelas plantas eólica e solar e outras cargas, simulando assim o comportamento dos processadores dentro um sistema complexo.
“Estamos criando uma estrutura robusta para atender o potencial crescimento do mercado de data centers, otimizando desde o projeto aspectos como resfriamento de máquinas, sistemas de automação e controle, back up de energia e conectividade. Essa expertise nos posicionará como parceiros ainda mais preparados para oferecer soluções para aos nossos clientes nessa nova era da supercomputação“, afirmou Juliano Dantas. Um outro aspecto importante dos sistemas de data centers, bitcoins e IA é a estabilização do grid. O uso pode ser uma solução para o problema da flutuação na oferta de energia elétrica, que atinge o sistema elétrico brasileiro atualmente. A oferta volátil que hoje é um problema para o sistema pode ser estabilizada com cargas que absorvam essa energia em alguns períodos, com overclocking (uma forma de acelerar o funcionamento das máquinas) dos chips de computação, por exemplo, totalmente alinhado com nossa visão de catalisar soluções e negócios que ajudem a robustecer o sistema com flexibilidade.

publicada em 20 de novembro de 2025 às 12:00 




