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O DITADOR VENEZUELANO ACUSA OS ESTADOS UNIDOS DE ATAQUE CIBERNÉTICO CONTRA A ESTATAL DO PETRÓLEO PDVSA

A estatal venezuelana do petróleo PDVSA está acusando os Estados Unidos de executar operações cibernéticas atacando a empresa, mas afirmou que os dados da companhia não foram afetados. A empresa revelou que “foi  alvo de um ataque cibernético orquestrado pelos Estados Unidos e por conspiradores domésticos”, segundo disseram a estatal e autoridades do Ministério do Petróleo do país em um comunicado nesta segunda-feira (15). As acusações foram feitas em meio a altas tensões entre os governos dos EUA e da Venezuela, que costuma culpar conspiradores da oposição e entidades estrangeiras, como a Agência Central de Inteligência dos EUA, por problemas como apagões, sem apresentar provas. O ditador sanguinário, Nicolás Maduro, continua encurralado com poucas opções de retaliação após governo Trump apreender petroleiro venezuelano que iria abastecer Cuba.

A mais recente ofensiva do governo Trump contra a Venezuela, a apreensão de um petroleiro carregado com petróleo sancionado pelos EUA, provocou a previsível indignação do governo do ditador. Mas, por trás da retórica inflamada, analistas afirmam que o regime tem poucas maneiras práticas de retaliar sem causar ainda mais danos a si mesmo. Estrategistas militares venezuelanos dizem que o ditador poderia atacar os interesses petrolíferos dos EUA na Venezuela, como as instalações da Chevron, a única empresa americana de petróleo que atua no país, mas ao fazê-lo quase certamente infligiria em mais prejuízos ao seu próprio regime, já fragilizado financeiramente, do que aos Estados Unidos.

sede da PDVSA atacada ciberneticamente

As empresas petrolíferas ocidentais reduziram significativamente sua presença na Venezuela, país que abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, nos últimos anos devido às sanções. Mas a Chevron, empresa americana, ainda mantém uma licença para operar no país, sob a condição de que o regime de Maduro não lucre financeiramente com suas operações. Em vez disso, a Chevron repassa a Maduro metade de sua produção de petróleo como pagamento, segundo disseram fontes norte-americanas às agências de notícias. “As operações da Chevron na Venezuela continuam em total conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis ​​aos seus negócios, bem como com as sanções impostas pelo governo dos EUA.” disse um porta-voz da Chevron à Fox News Digital.

As importações de petróleo bruto venezuelano caíram para cerca de 130.000 a 150.000 barris por dia (bpd) nos últimos meses, abaixo dos quase 300.000 bpd importados sob o regime anterior de licenciamento de petróleo, implementado pelo governo Biden. A maior parte das exportações venezuelanas agora é destinada à Ásia, com a maior parte  chegando à China por meio de intermediários, de acordo com dados da Kpler. “Apesar desse fluxo de petróleo bruto, analistas afirmam que a ideia de Caracas retaliar contra a Chevron é mais um argumento de guerra do que uma opção política viável.”

Lancha iraniana com lançador de foguetes

Paralisar ou apreender as operações da empresa cortaria instantaneamente uma das poucas fontes de suprimento que ainda alimentam o setor petrolífero venezuelano quase em colapso. Também correria o risco de desencadear uma resposta americana rápida e politicamente difícil, incluindo a reintegração total do alívio das sanções do qual o regime tem se apoiado discretamente, afirmam os especialistas que acompanham o caso para a Casa Branca. O governo Maduro tem sido “muito favorável à continuidade das operações da Chevron” porque o acordo fornece dezenas de milhares de barris de petróleo por dia com investimento mínimo da Petróleos de Venezuela.  A Chevron importa Nafta para processar o petróleo pesado venezuelano.

A Venezuela recebeu pequenas lanchas de ataque rápido de fabricação iraniana equipadas com mísseis antinavio, um fato que alimentou especulações de que Maduro poderia ameaçar embarcações americanas ou de seus aliados. Mas a Marinha venezuelana sofre com anos de falhas de manutenção e não tem capacidade para sustentar operações contra as forças americanas posicionadas no Caribe. Qualquer movimento agressivo no mar quase certamente provocaria uma resposta militar americana que o regime não tem condições de absorver.

Diplomaticamente, Caracas poderia suspender os canais restantes com Washington ou apresentar contestações legais em tribunais americanos ou fóruns internacionais. No entanto, esforços anteriores para contestar apreensões relacionadas a sanções não tiveram sucesso, e as relações da Venezuela no hemisfério oferecem pouca influência. Órgãos regionais têm pouca influência sobre a legislação de sanções dos EUA, e mesmo governos favoráveis ​​como Rússia, China ou Irã dificilmente intervirão além de emitir declarações críticas. Pequim, agora o principal destino do petróleo bruto venezuelano, tem interesses econômicos em jogo, mas poucas vias práticas para contestar as ações coercitivas dos EUA. Na ausência de ataques militares diretos, reprimir as exportações de petróleo sancionadas é uma das maneiras mais eficazes de os EUA enfraquecerem o regime.

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Alberto Passos
Alberto Passos
4 meses atrás

Alguém no mundo acredita em uma palavra que esse idiota fala?