SIEMENS ENERGY DEFENDE PREVISIBILIDADE REGULATÓRIA E MAIS ESTÍMULOS PARA ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS EM NOVAS ENERGIAS
Na entrevista de hoje (16) da nossa série especial Perspectivas 2026, vamos conversar com o vice-presidente sênior da Siemens Energy para América Latina, André Clark. O executivo está passando por um momento de transição de carreira, saindo do setor de energia para assumir, em janeiro, o comando da farmacêutica Viveo. Com uma trajetória consolidada no setor de energia, Clark faz uma avaliação geral do mercado, destacando que as pautas da transição energética e da descarbonização estão bem estabelecidas como eixo estruturante do Brasil. Contudo, o executivo enxerga que o país ainda precisa de um ambiente regulatório mais robusto e previsível, além de estímulos econômicos para o desenvolvimento de novas energias, tais como hidrogênio verde, combustíveis sintéticos e tecnologias de armazenamento. “Avançamos bastante, mas reputo que o diálogo permanente entre governo e setor privado precisa ser aprofundado ainda mais, pois a cooperação é o caminho para transformar o enorme potencial do Brasil em competitividade global”, declarou. Por fim, Clark reforça que a Siemens Energy vê o novo ano que se aproxima com otimismo: “As perspectivas são positivas: enxergamos 2026 como um ano de consolidação de mercados, e novas oportunidades de inovação industrial vinculadas à transição energética”, concluiu.
Como foi o ano de 2025 para sua empresa e seu setor?
Um cenário geopolítico profundamente convoluto, com intensa busca por segurança e eficiência energética, aliado ao protagonismo conquistado pelo Brasil globalmente como sede de fóruns multilaterais de extrema importância, como o BRICS Summit e a COP30, consolidaram a pauta da transição energética e da descarbonização como eixo estruturante da nossa sociedade, e a Siemens Energy avançou de forma decisiva nesse ambiente.
Fortalecemos nosso papel como parceira tecnológica de indústrias estratégicas, ampliando investimentos em eletrificação, digitalização das redes, eficiência energética e expansão das renováveis. Internamente, mantivemos nossa trajetória consistente rumo às metas globais de emissões zero, com redução das emissões e ampliação do uso de eletricidade renovável em nossas operações. Foi um ano de avanços reais, guiados por inovação, responsabilidade social e climática e adaptação a desafios externos com profunda resiliência e flexibilidade.
Se fosse consultado, que sugestões daria ao governo ou ao mercado para melhorar o ambiente de negócios em seu setor?
Um passo importante é a criação de um ambiente regulatório mais robusto e previsível, capaz de destravar investimentos e oferecer segurança jurídica para soluções de longo prazo. Mercados como o de hidrogênio verde, combustíveis sintéticos e tecnologias de armazenamento dependem fortemente de marcos regulatórios claros e estímulos econômicos que alinhem governos, investidores e indústria. Além disso, políticas industriais modernas voltadas à reindustrialização verde, ao financiamento de inovação e à ampliação da infraestrutura elétrica, são fundamentais para acelerar a transição energética. Avançamos bastante, mas reputo que o diálogo permanente entre governo e setor privado precisa ser aprofundado ainda mais, pois a cooperação é o caminho para transformar o enorme potencial do Brasil em competitividade global, com geração de empregos qualificados e cadeias produtivas de baixo carbono.
Quais são as perspectivas de sua empresa para 2026?
Foco é a palavra de ordem. Entramos em 2026 com o mesmo propósito de continuarmos investindo em parcerias que ajudem a ampliar a participação das energias renováveis, consolidem mercados voltados à economia verde e apoiem nossos clientes em suas trajetórias de descarbonização com confiabilidade e eficiência. As perspectivas são positivas: enxergamos 2026 como um ano de consolidação de mercados, e novas oportunidades de inovação industrial vinculadas à transição energética.

publicada em 16 de dezembro de 2025 às 5:00 




