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EMANUEL MACRON E GIORGIA MELONI BATEM O PÉ E FRUSTRAM ACORDO ENTRE O MERCOSUL E A UNIÃO EUROPEIA

Lula comemorou a vitória antes do tempo e foi “traído” por seu amigo Emanuel Macron, presidente da França, e por sua desafeta italiana Giorgia Meloni, a primeira ministra. O acordo entre o Merecosul e a União Europeia que deveria ser concluído no Brasil neste sábado (20), não vai ser assinado. Já foi decidido por influência dessas duas lideranças europeias. Macron antecipou que a França fará oposição a qualquer tentativa de forçar a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano. Ele disse hoje (18), em Bruxelas, que seu país não apoiará o acordo comercial sem outras salvaguardas: “Quero dizer aos nossos agricultores, que manifestam claramente a posição francesa desde o início: consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado.”

A maioria dos agricultores da França vê o acordo com o Mercosul como um risco, por considerar que produtores da América Latina seguem regras ambientais menos rigorosas. A França obteve da Comissão Europeia garantias de salvaguardas para os setores mais ameaçados. Mas, para os produtores, as barreiras são insuficientes. Os trechos abrem portas para a aplicação de tarifas em caso de desestabilização do mercado no bloco. Os eurodeputados desejam que a Comissão Europeia intervenha se o preço de um produto latino-americano for ao menos 5% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%. Macron pediu o adiamento da assinatura do acordo.

A Itália de Meloni deve escolher o alinhamento com Paris. Os dois países formariam uma maioria qualificada de estados-membros, junto com Polônia e Hungria, que seria suficiente para bloquear o pacto. A primeira-ministra da Itália, afirmou que seria prematuro firmar o acordo comercial com o  bloco de países latino-americanos. Em discurso no Parlamento italiano, na véspera de uma cúpula da UE, disse que o acordo exige garantias de reciprocidade suficientes para proteger o setor agrícola. Ela acrescentou estar confiante de que as condições necessárias para a assinatura do acordo comercial poderão ser atendidas no início do próximo ano. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deveria viajar ao Brasil no fim desta semana para assinar o acordo, concluído há um ano após mais de duas décadas de negociações com o bloco formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Poderá até vir, mas não vai assinar nada.

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