OS ESTADOS UNIDOS SANCIONAM PESSOAS, EMPRESAS E PETROLEIROS CHINESES QUE IMPORTAVAM O PETRÓLEO DA VENEZUELA
O governo Trump intensificou a campanha de pressão contra as exportações de petróleo da Venezuela, sancionando empresas sediadas em Hong Kong e na China continental, juntamente com navios petroleiros acusados de burlar as restrições. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro adicionou quatro empresas com ligações à indústria petrolífera da Venezuela: a Corniola, sediada em Zhejiang, e as empresas Aries Global Investment, Krape Myrtle Co. e a Winky International, todas sediadas em Hong Kong, aumentando a sua lista de pessoas e empresas bloqueadas. Também foram sancionadas quatro embarcações ligadas a estas empresas: Della, Nord Star, Rosalind e Valiant.
Os EUA já possuem uma lista de embarcações e empresas sob sanções por suas ligações com o comércio de petróleo da Venezuela. Mas visar empresas chinesas que fazem

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi (à direita), e o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil
negócios lá é raro e pode ser um sinal para Pequim se manter afastada do impasse entre o governo Trump e o regime do ditador sanguinário e usurpador Nicolás Maduro. A China é o maior comprador de petróleo da Venezuela, que representa cerca de 95% da receita do país. “Essas embarcações, algumas das quais fazem parte da frota paralela a serviço da Venezuela, continuam a fornecer recursos financeiros que alimentam o regime narcoterrorista ilegítimo de Maduro”, afirmou o Departamento do Tesouro em um comunicado. “O regime de Maduro depende cada vez mais de uma frota paralela de embarcações ao redor do mundo para facilitar atividades passíveis de sanções, incluindo a evasão de sanções, e para gerar receita para suas operações desestabilizadoras.”
Dos navios identificados pelo Departamento do Tesouro, apenas um esteve perto da Venezuela recentemente, de acordo com dados de rastreamento de navios: o Rosalind, que normalmente realiza viagens de curta distância conhecidas como cabotagem. Mas é possível que outros tenham viajado sem enviar dados de transponder. As sanções representam a mais recente medida na campanha de pressão do presidente Donald Trump contra o ditador Maduro por supostas operações de tráfico de drogas. O Departamento do Tesouro também impôs sanções a 10 indivíduos e empresas sediadas no Irã e na Venezuela por seu suposto envolvimento no comércio de armas.
As forças americanas interceptaram dois navios petroleiros nas últimas semanas. Um terceiro se afastou da Venezuela e
recuou para o Oceano Atlântico após ser perseguido pelas forças americanas. Os EUA também lançaram ataques contra barcos de narcotráfico na costa da Venezuela e implementaram um bloqueio a petroleiros sancionados para interromper as exportações energéticas cruciais do país. O Comando Sul dos EUA informou que atingiu mais três embarcações afundando-as e matando três pessoas. Outros ocupantes de duas das embarcações pularam na água e nadaram para longe antes que seus barcos fossem afundados em um ataque subsequente. Em uma mudança significativo em relação ao controverso confronto de setembro no Caribe, quando os EUA lançaram um segundo ataque matando pessoas que sobreviveram ao primeiro, o Comando Sul afirma ter notificado a Guarda Costeira para ativar as operações de busca e resgate. O destino daqueles que pularam no mar não foi divulgado no anúncio do ataque. O Comando Sul também afirmou ter realizado um outro ataque separado na quarta-feira (31) contra mais duas embarcações, matando cinco pessoas.
A China criticou a quarentena imposta pelos EUA aos portos venezuelanos, classificando-a como “intimidação unilateral,” afirmando que as apreensões de navios constituem uma violação do direito internacional. As refinarias privadas chinesas, conhecidas como “bules de chá”, que representam até um quinto da capacidade total de refino do país, têm sido compradoras confiáveis de petróleo bruto venezuelano há anos, apesar das sanções americanas. Para lembrar, a China suspendeu oficialmente as importações de petróleo bruto venezuelano por um período após as sanções dos EUA em 2019, retomando-as apenas em fevereiro de 2024. No entanto, por meio de canais não oficiais, o maior importador mundial de petróleo bruto nunca interrompeu suas compras, com o petróleo venezuelano sendo frequentemente disfarçado como mistura de betume, de acordo com comerciantes e fornecedores de dados de terceiros. Na segunda-feira(29), Trump confirmou que os EUA também atacaram uma instalação dentro da Venezuela, visando docas de carga usadas por barcos do narcotráfico da gangue Tren de Aragua.

publicada em 2 de janeiro de 2026 às 19:30 





Quanto mais grana pros EUA melhor para a sua máquina, e o mundo pagando gasolina e diesel caro. Viva a terra da liberdade.