AITOLÁ KHAMENEI ORDENA MAIS FORÇA CONTRA PROTESTOS NO IRÃ QUE ESPERA POR UMA AJUDA PROMETIDA QUE NÃO VEIO
Iranian Lives Matter. Esta frase deveria ser a bandeira mundial no momento. Há milhares de pessoas mortas e outras vão sucumbir a violência e ao massacre de um Estado Terrorista comandado por líderes religiosos sob o regime de Aitolás sanguinários. Em nada difere do venezuelano Maduro, do cubano Miguel Dias-Canel, do Nicaraguense Daniel Ortega ou do norte-coreano, Kim Jong-Um. Como Ali Khamenei, no Irã, apenas a perversidade e a sede de poder os une e aproxima nos métodos. Khamenei ordenou ”quebrar as costas dos manifestantes.” Oficialmente o número de mortos é de 5 mil, mas passa e muito disso. Até a semana passada se falava em 12 mil, mas este número cresce numa progressão quase geométrica. Fala-se hoje em mais de 20 mil mortos. Há centenas de corpos espalhados pelas 31 províncias iranianas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, soprou um ar de esperança aos manifestantes, incentivando-os, inclusive, a aumentarem os protestos e tomares as instituições, prometendo com a frase “a ajuda está chegando.” Mas ela não apareceu. Pelo menos até agora, dia em que comemora um ano de seu governo neste segundo mandato. Resta aos iranianos lutarem, enfrentando a violência da Guarda Revolucionária Iraniana apenas por discordarem de quem comanda o país, desviando
dinheiro para armar e financiar a exportação do terrorismo através de grupos como o Hamas, o Hezbolah e os Houthis. A frustração que os manifestantes estão sentindo, esperando a ajuda que não veio, talvez tenha o mesmo paralelo quando os brasileiros viram a suspensão da Lei Magnistsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, tornando-o um “desviolador” dos Direitos Humanos. Foi um banho de água fria em muita gente.
Embora tenham negado, relatos via Star Link, liberado por Elon Musk para acesso pelas redes sociais, estão havendo execuções sumárias. Não por enforcamento, mas a tiros. Tudo como ferramenta de intimidação. As Organizações de direitos humanos alertaram que o regime intensificou estas execuções em resposta aos protestos do movimento Mulheres, Vida e Liberdade. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk(direita), disse que “Meu gabinete monitorou um aumento alarmante no uso da pena de morte em 2025, especialmente para crimes que não atingem o limiar de ‘crimes mais graves’ exigido pelo direito internacional, a execução contínua de pessoas condenadas por crimes cometidos quando crianças, bem como o sigilo persistente em torno das execuções.”
A Anistia Internacional alertou que Teerã usa acusações ambíguas ao buscar a pena de morte. Aqueles que enfrentam condenações
por moharebeh (“inimizade contra Deus”), efsad-e fel-arz (corrupção na Terra) e bagha (rebelião armada contra o Estado) não recebem julgamentos justos, acrescentou o grupo, observando que comparecem perante os Tribunais Revolucionários a portas fechadas, em uma quebra do procedimento padrão. “A pena de morte não é uma ferramenta eficaz para o controle da criminalidade e pode levar à execução de pessoas inocentes”, disse Türk. “Na prática, a pena de morte também é frequentemente aplicada de forma arbitrária e discriminatória, violando os princípios fundamentais da igualdade perante a lei.”
O príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, exilado nos Estados Unidos, criticou a liderança iraniana e o líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei enquanto o bloqueio da internet no país entrava em seu décimo segundo dia e as forças de segurança mantinham o que os moradores descrevem como condições próximas à lei marcial nas ruas. Em uma mensagem de vídeo publicada nas redes sociais, Pahlavi dirigiu-se tanto à liderança do Irã quanto ao público, acusando Khamenei, e o sistema governante de serem responsáveis pelo derramamento de sangue durante as semanas de agitação, e instando os iranianos a não permitirem que a dor e o medo interrompam o movimento de protesto: “Minha mensagem é para Ali Khamenei, o líder do regime de ocupação do Irã: você é um criminoso anti-iraniano”, disse o príncipe herdeiro. “Você não tem honra nem humanidade. Suas mãos estão manchadas com o sangue de dezenas de milhares de iranianos – o
sangue de crianças, de jovens, de inocentes. Você, seu regime e todos os seus mercenários serão responsabilizados por cada gota de sangue derramada, sem exceção. Assim como os criminosos nazistas foram julgados e punidos em Nuremberg, você e seus cúmplices também serão julgados e punidos no tribunal do povo iraniano”
Em sua mensagem, o príncipe herdeiro também fez um novo apelo aos iranianos para que continuem protestando contra a República Islâmica, afirmando: “A dor de perder os melhores filhos e filhas do Irã é imensa. Mas transformaremos essa dor em indignação consciente e em uma vontade inabalável contra Khamenei e todos os seus cúmplices, internos e externos. Estejam preparados. O momento de voltar às ruas chegará mais amplo, mais forte, mais determinado do que nunca; para tomar Teerã; para reconquistar o Irã.” A mensagem surgiu em um momento em que as manifestações em todo o Irã diminuíram drasticamente nos últimos dias, em meio a uma ampla repressão de segurança, com forças armadas mobilizadas nas principais cidades e relatos de prisões em massa.
A interrupção da internet no Irã, uma das mais longas impostas nos últimos anos, limitou severamente a comunicação dentro do país e dificultou a verificação independente dos acontecimentos no terreno. Grupos de monitoramento da internet relataram apenas conectividade intermitente desde o início do bloqueio, há quase duas semanas. Muitas pessoas que acompanham os protestos fora do Irã disseram que conseguem falar com familiares dentro do país apenas por alguns minutos, quando conseguem.
Um funcionário iraniano informou que as autoridades haviam verificado pelo menos 5.000 mortes durante os protestos, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança. O funcionário atribuiu os assassinatos a “terroristas e manifestantes armados“, acusando-os de atacar civis e infraestrutura pública. Organizações de direitos humanos e grupos de oposição contestaram o número, afirmando que os números reais são muito maiores e podem ultrapassar 20.000, embora os números precisos permaneçam difíceis de confirmar devido às restrições de acesso. Com as comunicações restritas e os protestos reprimidos, ativistas e figuras da oposição afirmam que os próximos dias serão cruciais para determinar se o movimento conseguirá se reagrupar ou se a repressão policial terá sucesso em restabelecer o controle.

publicada em 20 de janeiro de 2026 às 11:00 







