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A ROSATOM DEVE COLOCAR EM OPERAÇÕES EM 2026 NOVAS USINAS NUCLEARES NA TURQUIA, CHINA, HUNGRIA E BANGLADESH

As primeiras unidades nucleares em Bangladesh e na Turquia, além das de Tianwan e Xudabao, na China, poderão entrar em operação já em 2026. A informação é do diretor-geral da Rosatom, Alexei Likhachev.  Ele afirmou que, em 2025, as metas da empresa estatal foram superadas “apesar de todas as dificuldades”. Isso incluiu o impacto das sanções aos projetos de energia nuclear russos propostos para a Hungria e a Turquia. Sobre o projeto Paks II na Hungria, ele observou que “no final do ano, tivemos a oportunidade de acelerar a implementação do projeto húngaro“, com a primeira concretagem prevista para fevereiro. O projeto da

Usina nuclear na Hungria

usina nuclear de Akkuyu, na Turquia, “estava sob pressão, com a Siemens se recusando a fornecer componentes e investimentos de US$ 2 bilhões congelados,  mas não paramos por um minuto e faremos de tudo para seguir em frente”, disse Likhachev, acrescentando que os preparativos para o início das operações estão em andamento. “Faremos tudo para que a energia nuclear da Turquia se torne realidade ainda este ano.”

A primeira unidade em Rooppur(direita), Bangladesh, segundo informou o diretor da companhia,  está quase pronta para iniciar as operações. Muito dependerá agora da organização operadora e do órgão regulador nacional.  Ele disse ainda que na sétima

Turquia

unidade da usina nuclear de Tianwan e na terceira unidade da usina nuclear de Xudabao,  também conhecida como Xudapu, aguarda-se o início das operações físicas. Sobre o financiamento de novas usinas nucleares,  embora o órgão regulador possa confirmar a operação por 60 anos, “estamos confiantes de que cada uma das unidades que estamos construindo hoje funcionará por até 100 anos. Portanto, os modelos financeiros e econômicos são complexos, com um período de retorno do investimento muito longo. Ele disse que a Rosatom está trabalhando “para atrair financiamento em yuan, no mercado internacional, emitindo títulos. Esse trabalho está em andamento com o órgão regulador. Há conversas sobre atrair investidores para o projeto Akkuyu e para nossos projetos relacionados ao desenvolvimento da Rota Marítima do Norte”.

A empresa está com seus planos prontos para continuar a desenvolver a Rota Marítima do Norte  e a sua frota associada de quebra-gelos de propulsão nuclear,  bem como complexos de energia nuclear de quarta geração com ciclos de combustível fechados e a criação de um sistema distribuído por todo o país para o reprocessamento e refabricação de todos os resíduos do ciclo do combustível nuclear, todo o combustível usado, aumentando também o nível de segurança dos reatores.

Sobre a questão da Usina Nuclear de Zaporizhzhia(esquerda), que fica próxima à linha de frente das forças russas e ucranianas e que está sob controle militar russo desde o início de março de 2022, ele afirmou que as licenças foram emitidas em 2025, inclusive para a operação da primeira unidade. Ela poderá começar a gerar eletricidade “assim que a situação permitir”, disse ele, acrescentando que  “Podemos falar sobre cooperação internacional no aspecto comercial da usina, mas a segurança e a operação devem, obviamente, ser garantidas pela organização operadora russa, atuando em conformidade com a legislação russa”.

Além das metas para  2026,  Likhachev enfatizou o desafio de longo prazo de criar na Rússia, até 2042, a mesma capacidade nuclear existente atualmente. O ano de 2025, disse,  foi desafiador. “Mas ainda assim foi um ano de triunfo. A Rosatom atingiu seus objetivos. Se houve algum problema que não resolvemos pelo menos criamos uma plataforma para avançarmos ainda mais e para iniciarmos uma trajetória de desenvolvimento sustentável.”

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Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
3 meses atrás

A Rosatom e a Rússia têm forte identidade com o Deus Hindu, Shiva, aquele que destrói para depois construir. Não se sabe o que faz melhor, construir ou destruir. Constrói usinas nucleares ao redor do mundo, enquanto destrói unidades nucleares na Ucrânia, paradoxalmente feita por ela mesma. O interesse nuclear russo no Brasil é uma busca clara por mercado. Um mercado ocidental no meio das Américas. Alguns pensam que as Américas são dos americanos.

marcellu
marcellu
3 meses atrás
Responder para  Drausio Lima Atalla

nos apoiamos a chegado dos russos ,queremos ajudar a destruir o planeta não podemos ,fica de fora…