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AUMENTA A VIOLÊNCIA E O NÚMERO DE MORTES NO IRÃ. TRUMP RECEBE AMEAÇA E DIZ QUE O PAÍS SERÁ DESTRUÍDO SE TENTAREM MATÁ-LO

A escalada da crise no Irã está provocando muitas consequências para o governo dos Estados Unidos, inclusive depois que a inteligência norte-americana falar em ameaças e possíveis  planos de células  terroristas financiadas pelo Irã para matar Donald Trump. “Se o Irã tentar me matar, o país será destruído”, declarou Trump.Aconteça o que acontecer, o país inteiro vai explodir. Eu os atacaria com toda a força. Tenho instruções muito claras.” Os comentários do presidente foram feitos durante uma entrevista com Katie Pavlich Tonightda NewsNation, que marcou o primeiro aniversário de sua posse. O presidente dos EUA, Donald Trump, está pressionando seus assessores para que apresentem o que ele chama de opções militares decisivas contra o Irã, após recuar dos ataques planejados na semana passada. As discussões ocorrem enquanto os Estados Unidos reposicionam seus recursos, com a Casa Branca sinalizando que o ataque pode ser aprovado.

Um porta-aviões, o USS Abraham Lincoln,  caças F-15E e sistemas de defesa aérea estão sendo deslocados para o Oriente Médio enquanto assessores refinam cenários, passando de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica para ações mais abrangentes. Teerã alerta para possíveis represálias enquanto Washington debate objetivos e riscos. Já se fala em mas de 20 mil mortos, embora os números oficiais do governo iraniano confirmam cinco mil pessoas assassinadas pelo regime do Aiatolá Ali Khamenei. O jornal Iran International revelou hoje (21) que um funcionário do Ministério do Interior do Irã desertou e se juntou aos protestos, pedindo ao presidente dos Estados Unidos, que tome medidas contra a República Islâmica. O funcionário, cuja identidade está sendo mantida em sigilo pelo jornal,  por motivos de segurança, atribuiu a sua decisão de desertar ao príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi, que encorajou outros funcionários a participarem da revolta contra o regime.

O caça mortal F-35

“O Irã aguarda o resgate de Trump,” disse o funcionário. Ele considerou os protestos como sem precedentes na história da República Islâmica e apelou diretamente a Trump:  “As pessoas estão esperando por Trump, e se ele não fizer nada, um ódio generalizado contra ele surgirá entre os iranianos”, acrescentando que acreditava que os Estados Unidos acabariam tomando providências, ressaltando que as expectativas entre os manifestantes estavam aumentando à medida que a violência continuava. Para lembrar, o presidente americano ameaçou repetidamente uma intervenção militar depois que autoridades iranianas começaram a reprimir violentamente os manifestantes. À medida que relatos de assassinatos em massa surgiam na mídia, Trump disse que: “A ajuda está a caminho”, o que foi interpretado como uma indicação de ataques iminentes. Na mesma semana, ele cancelou qualquer possível ataque, citando vários motivos, incluindo relatos de que o governo iraniano havia cancelado as execuções planejadas de 800 manifestantes.

Enquanto os próximos passos são discutidos, as forças armadas dos EUA enviaram mais recursos para a região. Caças F-15E americanos pousaram na Jordânia no domingo, e o porta-aviões USS Abraham Lincoln, com destróieres, caças F-35 e outras aeronaves, foi rastreado navegando para oeste, do Mar da China Meridional em direção ao Golfo Pérsico. Estão sendo enviados sistemas adicionais de defesa aérea para a região, incluindo mais sistemas antimísseis Patriot e THAAD. A chegada desses equipamentos adicionais dará aos EUA mais opções de ataque, enquanto a coordenação regional continua. O conselheiro de segurança nacional e secretário de Estado, Marco Rubio (direita), discutiu a situação do Irã com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, cujo apoio seria necessário em uma campanha aérea.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos,  onde também está o presidente Trump,  o secretário do Tesouro, Scott Bessent (foto à esquerda), afirmou que a pressão financeira dos EUA contribuiu para o colapso econômico do Irã em dezembro, o que, segundo ele, ajudou a impulsionar os protestos. Teerã alertou que atacará cidadãos americanos caso os EUA bombardeiem o Irã, especialmente se a liderança for atacada. “Qualquer agressão contra o Líder Supremo do nosso país equivale a uma guerra total contra a nação iraniana”, disse o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Uma grande campanha aérea dentro do Irã provavelmente envolveria aeronaves furtivas, como caças F-35 e bombardeiros B-2, bem como submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro. Até o momento, nenhum F-35 da Força Aérea dos EUA foi observado se dirigindo ao Oriente Médio.

Grupos de direitos humanos afirmam que o Irã está usando o bloqueio da internet para isolar famílias em meio a protestos. O Irã está “tentando impedir a única maneira pela qual as pessoas recebem informações de fora do Irã, que são as antenas parabólicas. Eles também estão derrubando-as”, informou o The Jerusalem Post. O fluxo de informações para fora do Irã está fortemente prejudicado pelo bloqueio, embora as restrições tenham limitado o que chega ao mundo exterior, seu impacto mais imediato e severo foi sentido por aqueles que estão dentro do país, de acordo com Rebin Rahmani (foto à direita), da Rede de Direitos Humanos do Curdistão. As famílias ficaram sem poder confirmar se seus entes queridos estavam em segurança. As plataformas de mídia social foram bloqueadas, as chamadas telefônicas foram interrompidas e as autoridades começaram a remover antenas parabólicas de residências particulares.

Segundo Rahmani, algumas famílias também foram solicitadas a pagar entre 700 milhões e um bilhão de tomans iranianos para recuperar os corpos dos mortos. Em alguns casos, não se sabe se os detidos ainda estão vivos ou se estão entre os milhares de corpos não reclamados. Entre os 200 desaparecidos, há pelo menos 18 crianças, algumas das quais teriam sido retiradas de leitos hospitalares após serem brutalmente espancadas durante protestos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos já se queixou de que Teerã utiliza execuções “como instrumento de intimidação estatal, com um impacto desproporcional sobre minorias étnicas e migrantes. Milhares de pessoas estão sendo mortas. É algo tão generalizado, sem precedentes no Irã, e é por isso que o regime está cortando a internet”, disse Rahmani.O bloqueio da internet é porque eles querem impedir o vazamento desses vídeos, filmagens e imagens para fora do Irã pela internet. Está ocorrendo um massacre.”

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