TRUMP ESTUDA O BLOQUEIO TOTAL AO FORNECIMENTO DE PETRÓLEO À CUBA QUE COMEÇA UMA SEMANA DECISIVA PARA O SEU REGIME
A situação econômica de Cuba entra num estágio quase crítico sem o petróleo venezuelano e com a pressão de congressistas republicanos norte-americanos, contrários ao fornecimento de petróleo mexicano. Agora, o próprio governo Trump está avaliando novas táticas para promover uma mudança de regime em Cuba, incluindo a imposição de um bloqueio total às importações de petróleo para o país caribenho. Essa escalada foi buscada por alguns críticos do governo cubano dentro da administração e apoiada pelo Secretário de Estado Marco Rubio. Nenhuma decisão ainda foi tomada para a aprovação dessa medida, mas ela pode estar entre o conjunto de ações possíveis apresentadas ao presidente Donald Trump para forçar o fim do governo comunista de Cuba.
Impedir o envio de petróleo bruto para a ilha seria um passo além da declaração de Trump na semana passada ao suspender as importações de petróleo da Venezuela por Cuba, que era seu principal fornecedor. A perda dos carregamentos de petróleo venezuelano já prejudicou a economia cubana, que vinha apresentando dificuldades. Um bloqueio total das importações de petróleo para Cuba poderia desencadear uma crise humanitária, uma possibilidade que levou alguns membros do governo a se oporem a ela. As discussões, no entanto, mostram até que ponto o governo Trump está considerando depor líderes latino-americanos que consideram adversários.
O esforço seria justificado pela Lei LIBERTAD de 1994, mais conhecida como Lei Helms-Burton, que codifica o embargo dos EUA ao comércio e às transações financeiras cubanas. Cuba importa cerca de 60% do seu suprimento de petróleo, segundo a Agência Internacional de Energia. O país era altamente dependente da Venezuela para essas importações até que o governo Trump começou a confiscar carregamentos sancionados. Mais recentemente, o México se tornou o principal fornecedor, já que os carregamentos de petróleo bruto venezuelano praticamente cessaram. No entanto, o México cobra de Cuba pelo petróleo importado, e não se espera que seus carregamentos aliviem completamente a crescente escassez de energia em Cuba.
Desde a operação americana que capturou o ditador sanguinário venezuelano Nicolás Maduro, o governo voltou sua atenção para Cuba, argumentando que a economia da ilha está em seu ponto mais frágil, tornando-a propensa a uma mudança de regime em breve. Trump e o Secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, expressaram otimismo de que o
governo comunista da ilha cairá em pouco tempo, dada a perda do apoio econômico da Venezuela. Derrubar o regime comunista em Cuba concretizaria um projeto político de quase sete décadas para os exilados cubanos em Miami, que lutam pela democracia na ilha desde que Fidel Castro assumiu o poder após depor a ditadura de Fulgencio Batista, em 1959. Rubio (direita) há muito defende medidas duras contra Havana na esperança de garantir a queda do regime.
As condições na ilha pioraram, provocando apagões, falta d’água, escassez de bens básicos e alimentos. Mas o regime resistiu a duras sanções dos EUA e ao amplo embargo comercial por décadas e sobreviveu à queda da União Soviética após a Guerra Fria. Enquanto isso, persistem as preocupações de que o colapso repentino do governo cubano possa desencadear uma crise migratória regional e desestabilizar o Caribe. Os críticos do governo cubano comemoram a proposta à ser implementada pela Casa Branca. Republicanos linha-dura já haviam abraçado a ideia de bloquear completamente o acesso de Cuba ao petróleo. “Não deveria haver um centavo, nenhum petróleo. Nada jamais deveria chegar a Cuba”, disse o senador Rick Scott (esquerda) (republicano da Flórida). Esta semana parece ser decisiva com as pressões de congressistas republicanos até mesmo sobreo governo mexicano, fornecedor de petróleo ao regime castrista.

publicada em 26 de janeiro de 2026 às 13:30 






