CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO TORNA A DEMITIR MARCELO PERILLO NA NUCLEP, QUE VOLTA À NORMALIDADE E RETOMA CONTRATO COM A PETROBRÁS
Depois de um início de ano turbulento, as coisas parecem voltar ao normal na Nuclep, a maior caldeiraria pesada da América do Sul. A volta de Marcelo Perillo para um cargo estratégico na direção da companhia, quase coloca em risco a presidência de Adeilson Teles (foto principal), que assumiu a empresa no final de dezembro. Perillo havia sido demitido meses antes pelo ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e pelo próprio Conselho de Administração, depois que foi aberta uma investigação sobre a conduta dele na empresa, que ainda está em andamento. Ontem (26) o conselho voltou a se reunir e decidiu pela nova demissão de Perillo, deixando o presidente Adeilson Telles mais liberado da imposição política.
E a boa nova não se restringiu apenas pela saída de um dirigente investigado, mas também pela retomada, quase inédita, de um contrato com a Petrobrás, depois de ter sido suspenso por mau desempenho na gestão de Alexandre Vianna Santana, conhecido como “El Niño”, pelo legado de poucos meses à frente da Nuclep. Adeilson Telles conseguiu quase um milagre, retornando o contrato das Estacas com a Petrobrás, que pode levar mais tranquilidade à sua administração e ao desempenho da companhia. Andou três casas pra frente. Perillo (direita), agora, é passado. Os bons ares retornaram.
A Nuclep já está em plena atividade com a fabricação das estacas torpedo destinadas à Petrobrás e pode reafirmar toda a capacidade industrial da companhia e sua posição como fornecedora estratégica para o setor de óleo e gás no Brasil. A produção foi retomada na última sexta-feira (22) e vai atender ao desenvolvimento de campos de petróleo estratégicos da Petrobrás. A previsão é de que 28 estacas torpedo sejam entregues ao longo de 2026. Elas serão destinadas aos campos de revitalização de Marlim, Atapu, Sicar, Roncador, Búzios, Sépia e IPB. As entregas fazem parte de três contratos firmados entre 2023 e 2025, que totalizam 199 estacas torpedo contratadas, das quais 68 já foram entregues, com vigência até 2028.
Para Carlos Vinicius Amaral, gerente de Caldeiraria e Montagem, a retomada da fabricação mobiliza o chão de fábrica em torno de uma entrega industrial de alto grau
de exigência operacional. “A produção das estacas torpedo exige coordenação, precisão e disciplina operacional. Estamos com as equipes preparadas para cumprir prazos e padrões técnicos compatíveis com a criticidade desse projeto.” As estacas torpedo são estruturas fundamentais para a ancoragem de sistemas submarinos em águas profundas e ultra profundas. Fabricadas com rigor técnico elas funcionam como âncoras de penetração por gravidade, utilizando massa, geometria hidrodinâmica e energia cinética para garantir a fixação segura de equipamentos no fundo marinho.
Para o diretor Comercial da Nuclep, Nicola Mirto Neto, a produção em dessas estacas consolida a atuação da Companhia em projetos estruturantes para setor. “Mais do que capacidade industrial, a Petrobrás encontra na NUCLEP uma parceria estratégica baseada em confiança, previsibilidade e responsabilidade técnica. Em um cenário de escassez de fornecedores qualificados, a permanência desses contratos reflete a segurança operacional e a solidez institucional que a Companhia construiu ao longo dos anos.”
Com o piso fabril operando, a fabricação dessas estacas gera impactos positivos diretos e indiretos, como manutenção e geração de empregos,
qualificação de mão de obra especializada e estímulo à cadeia produtiva regional, com reflexos na indústria, no comércio e na economia local. Segundo o presidente da empresa, Adeilson Telles, a produção em curso reforça o papel da Companhia como ativo estratégico do Estado brasileiro. “Colocar o piso fabril da Nuclep em plena atividade é reafirmar o papel da indústria pesada nacional no desenvolvimento do país. A produção de estacas torpedo para a Petrobrás demonstra nossa capacidade técnica, escala industrial e compromisso com projetos estruturantes para a segurança energética do Brasil.”

publicada em 27 de janeiro de 2026 às 12:00 





