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MÊS DE FEVEREIRO VAI COMEÇAR COM EXPECTATIVA SOBRE RETOMADA DA PERFURAÇÃO NA BACIA DA FOZ DO AMAZONAS

A perfuração do poço pioneiro do bloco FZA-M-059, na Bacia da Foz do Amazonas, permanece suspensa há quase um mês. A atividade foi interrompida após a identificação de perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda ODN-II, o que levou a Petrobrás a paralisar os trabalhos enquanto aguarda a conclusão dos reparos necessários para a retomada da operação. Além disso, o reinício da perfuração dependerá de uma inspeção da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Técnicos do órgão regulador devem realizar duas auditorias no equipamento. A primeira, de caráter presencial, está prevista para a primeira semana de fevereiro, entre os dias 2 e 7. A segunda auditoria será conduzida de forma remota, entre os dias 9 e 13. As inspeções fazem parte do processo de liberação para a retomada da perfuração, interrompida em 4 de janeiro.

A auditoria presencial terá como foco o sistema de gerenciamento da segurança operacional da estatal. Os técnicos da ANP também irão levantar informações sobre o vazamento ocorrido e acompanhar os trabalhos de investigação das causas, além de eventuais adequações realizadas na sonda.

Na semana passada, a Petrobrás informou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que as causas da perda de fluido ainda estão sendo apuradas. A companhia comunicou também que iniciou os reparos em duas linhas responsáveis pelo transporte do fluido de perfuração da sonda até o poço.

O fluido de perfuração é utilizado para manter a pressão adequada no interior do poço, evitando o colapso de suas paredes. Ele também atua na lubrificação e no resfriamento da broca, além de ajudar a conter a ascensão de gás ou petróleo em caso de descoberta.

A Margem Equatorial é considerada uma nova fronteira exploratória de petróleo no país e tem papel relevante tanto para a segurança energética do Brasil quanto para a geração de recursos destinados à transição energética. A região abrange áreas marítimas ao largo dos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. De acordo com estimativas da ANP, o potencial de petróleo da Margem Equatorial pode ultrapassar 30 bilhões de barris. Pelo volume estimado e pelas características do óleo, a região desperta interesse não apenas da indústria brasileira, mas também de companhias internacionais.

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