PUTIN CONSEGUE REVERTER PARTE DO PREJUÍZO COM A SUSPENSÃO DA VENDA DE PETRÓLEO PARA ÍNDIA POR PRESSÃO DE TRUMP
A combinação de duas importantes decisões contra a Rússia poderia ter deixado o presidente Vladimir Putin, como se diz popularmente, no mato sem cachorro. No mesmo dia, a União Europeia anunciou que a partir do dia 25 de abril, todos os contratos de compra do gás russo estariam suspensos até 2027. Ao mesmo tempo, o presidente americano, Donald Trump, reduzia as tarifas alfandegárias da Índia de 50 para 18% e a garantia de que os indianos suspenderiam a compra do petróleo e do gás russo, em troca do petróleo venezuelano vendido pelos Estados Unidos. Mas, Putin, embora identifique um prejuízo superior a 13 bilhões de Libras Esterlinas, tentou e conseguiu contornar o problema com a garantir de um aumento no fornecimento do gás diretamente para a China. Em que circunstâncias este acordo foi realizado, não se sabe ao certo. As exportações de energia para a China irão aumentar, mas não ocuparam o mesmo patamar. Apenas conseguiu reduzir substancialmente o prejuízo. Este foi o resultado de uma ligação de Putin para Xi Jinping.
Vladimir Putin conversou com o presidente por videoconferência feira, pouco depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o primeiro-ministro
indiano, Narendra Modi, havia concordado em interromper as compras de petróleo russo. Durante o encontro, Putin descreveu as relações entre Moscou e Pequim como “um importante fator de estabilização” na “situação internacional” e classificou a parceria energética entre os dois países como “mutuamente benéfica e verdadeiramente estratégica”. Posteriormente, Modi disse que o acordo comercial como um “anúncio maravilhoso” em uma postagem no X, mas não mencionou nenhum compromisso que tivesse assumido para que a Índia parasse de comprar petróleo da Rússia.
Segundo relatos, as refinarias indianas aguardam as orientações formais do governo, enquanto analistas apontam para os desafios práticos na substituição do petróleo bruto russo. Os tipos de petróleo venezuelanos como são simplesmente pesados demais para servirem como substitutos diretos da mistura Urals, da Rússia. A China comprou mais de US$ 230 bilhões em energia russa desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia por Moscou, em 2022. Putin reconheceu uma “ligeira queda” no comércio geral entre a Rússia e a China no ano passado, descrevendo-a como uma correção nos indicadores, mas afirmou que os dois países continuariam a coordenar-se estreitamente em diversas questões.

publicada em 5 de fevereiro de 2026 às 19:00 




