INCÊNDIO NA REFINARIA DE HAVANA AGRAVA CRISE DE COMBUSTÍVEIS ENQUANTO A FUP QUER ARRASTAR A PETROBRÁS PARA O PROBLEMA CUBANO
Quando a maré não está pra peixe, o homem cai de costa e amassa o peito. A ditadura cubana está vivenciando esta fase. Um incêndio destruiu uma unidade importante na única refinaria do país, que quase não tem reservas de petróleo para transformar em combustível para atender às forças armadas e as autoridades do governo central. O incêndio na Refinaria Nico Lopez, em Havana, agrava ainda mais a crise energética num momento em que o país enfrenta um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos. O serviço de inteligência cubano está investigando para saber se o incêndio foi fruto de uma sabotagem. Ontem (13) no final da tarde, uma grande coluna de fumaça foi vista subindo acima da Baía de Havana, vinda da refinaria chamando a atenção dos moradores da capital. Antes de se dissipar, equipes de bombeiros
lutavam para controlar a situação. O Ministério de Energia e Minas de Cuba informou que o incêndio, que começou em um armazém da refinaria, foi extinto e que “a causa está sendo investigada”. Não houve feridos e o fogo não se alastrou para áreas próximas, afirmou o ministério em uma publicação nas redes sociais. “A jornada de trabalho na Refinaria Nico Lopez continua com total normalidade”, afirmou o ministério. Mas, evidentemente, não está. O incêndio ocorreu próximo ao local onde dois navios-tanques estavam atracados no porto de Havana, mas sem combustível ou petróleo.
Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica há anos, dependia fortemente das importações de petróleo da Venezuela, que foram interrompidas depois da prisão de Nicolás Maduro, líder narcotraficante que comandava a Venezuela com mão de ferro depois de uma eleição fraudada. O país sofreu extensos cortes de energia devido à falta de combustível. Os serviços de ônibus e trem foram interrompidos, alguns hotéis fecharam, escolas e universidades tiveram suas atividades restritas e os
funcionários do setor público estão trabalhando apenas quatro dias por semana. O quadro de funcionários dos hospitais também foi reduzido. O país vive apagões diários e sem energia, as bombas de água não abastecem ninguém, apenas os quartéis e as casas das autoridades do governo. Não há gás e as pessoas estão usando madeira para cozinhar. Algumas pessoas em Havana estão destruindo janelas e portas para que cozinhar os alimentos que ainda restam. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou na semana passada para um “colapso” humanitário em Cuba caso suas necessidades energéticas não sejam atendidas. Dois navios mexicanos desafiando as ordens de Donald Trump transportando mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, chegaram a Havana, ressaltando a crescente necessidade de assistência humanitária no país em meio ao aperto do controle dos EUA sobre o combustível. Nenhum navio-tanque estrangeiro de combustível ou petróleo chegou a Cuba nas últimas semanas.
O regime cubano continua a falar mal do regime capitalista americano, mas pede socorro ao capitalismo americano e depende dele. O vice-ministro das Relações
Exteriores de Cuba, Carlos de Cossio, acusou os Estados Unidos de infligir “punição em massa” ao povo cubano em uma publicação nas redes sociais. Cuba precisa importar combustível e “os EUA estão aplicando ameaças e medidas coercitivas contra qualquer país que o forneça”, disse o vice-ministro. “A falta de combustível prejudica o transporte, os serviços médicos, a educação, a energia, a produção de alimentos e o padrão de vida”, disse ele. “Punições severas são um crime”, acrescentou, esquecendo-se do que o regime cubano está fazendo atualmente com quem reclama da situação política no país.
FUP QUER ARRASTAR A PETROBRÁS PARA O PROBLEMA CUBANO
Estava demorando. Durante mais de 60 anos a ditadura cubana, primeiramente comandada por Fidel Castro, e atualmente sob as ordens de Miguel Diaz-Canel, vem tratando a população cubana sem liberdade, com prisões políticas arbitrárias, com restrições de viagens, prendendo quem queria fugir da tortura e das agruras proporcionadas pelo governo, com racionamento de alimentos e falta de quase tudo. Quem reclamasse, era contra a “Revolução de Fidel” e levado para os cárceres da ditadura. Com todo este sofrimento e massacre, a Federação Nacional dos Petroleiros, jamais se manifestou em solidariedade humanitária ao povo cubano. O silêncio foi a escolha. Agora, com a reação do governo americano contra o regime ditatorial, expondo uma realidade absurda para o ser humano, embargando a entrega do petróleo venezuelano e mexicano para forçar uma mudança do regime político na ilha, a FUP levanta uma bandeira humanitária e quer arrastar a Petrobrás para esta política suicida.
Um dos diretores da FUP, Paulo Neves, fez chegar à imprensa a seguinte nota: “A FUP se solidariza com o povo cubano, contra o embargo econômico e
energético promovido pelo governo Trump. A diplomacia brasileira já se manifestou acertadamente sobre o tema. Contudo, precisamos de ações concretas, urgentes, e de caráter humanitário. A Petrobrás, na condição de empresa pública de um país soberano, precisa se envolver para garantir o abastecimento de petróleo para o país caribenho.”
A diretoria da Federação Única dos Petroleiros (FUP) também enviou um ofício à Diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobrás, chefiada por Claudio Romeo Schlosser, solicitando reunião para tratar da possibilidade de envio emergencial de combustível a Cuba. A FUP aguarda retorno com a indicação de datas, justificando que
“Diante do agravamento recente das restrições comerciais e energéticas que têm impactado diretamente o abastecimento daquele país, gerando riscos humanitários e comprometendo serviços essenciais, entendemos que é fundamental dialogar institucionalmente sobre alternativas viáveis, aspectos regulatórios e operacionais, bem como eventuais caminhos de cooperação que possam ser construídos com base em princípios de solidariedade, soberania e responsabilidade social“, destaca o documento. Claramente o que a FUP quer é aliviar a ditadura cubana e não defender o fim do caos da sociedade cubana. Se o objetivo fosse realmente este, a federação teria o apoio de quem defende a liberdade e a democracia real.
A FUP diz que organizações sociais, movimentos populares e petroleiros articulam a campanha Petróleo para Cuba, a fim de pressionar o governo brasileiro e a
Petrobrás pelo envio emergencial de combustível ao país caribenho. Com o apoio de federações nacionais dos petroleiros, a iniciativa reúne o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba e às Causas Justas, a Associação Cultural José Martí, entidades populares, centrais sindicais e partidos políticos. No final de janeiro último, os Estados Unidos aprovaram decreto que impõe tarifas contra países que forneçam petróleo a Cuba, ampliando, assim, o cerco econômico ao regime cubano, comprometendo o abastecimento de energia na ilha.
Desde a captura do ditador sanguinário, líder do Narcotráfico na Venezuela, Nicolás Maduro, os Estados Unidos determinaram um embargo total de petróleo e dinheiro para a ditadura comandada por Diaz-Canel. O governo também de esquerda de
Claudia Scheibaum, presidente do México, prometeu enviar petróleo, mas recebeu uma comunicação direta de Donald Trump. Todo país que quiser enviar petróleo para Cuba, receberá uma sobretaxa de 50%. Cerca de 80% das exportações mexicanas tem os Estados Unidos como destino. Scheibaum enfiou a viola no saco, como se diz. Mas fez um novo teste ao desafiar os Estados Unidos, enviando um navio com “ajuda humanitária” ao governo cubano. Qual serão as consequências? As empresas mexicanas poderão sentir na pele e no bolso.
A relação de Cuba com os governos de esquerda do Brasil sempre foram próximas. O Brasil mandava dinheiro diretamente
para o governo da ditadura cubana através do Programa Mais Médicos. Os profissionais mesmos quase não recebiam dinheiro no Brasil. No caso do Porto de Mariel, O Brasil financiou cerca de US$ 638 milhões em dinheiro de impostos de brasileiros, para a construção em Cuba, entre 2009 e 2014, via BNDES. Devido a inadimplências desde 2018, Cuba acumula uma dívida vencida superior a US$ 538 milhões com o Brasil até 2023, com o governo brasileiro cobrindo os calotes com dinheiro dos mesmos impostos de brasileiros. O Valor da Dívida (Atualizado) até meados de 2023/2024, a estava acumulada e vencida, incluindo o porto e outras operações, superava US$ 538 milhões, quase R$ 2,9 bilhões. O governo brasileiro tem coberto o calote utilizando recursos do Tesouro, pois o banco estatal (BNDES) não pode assumir prejuízos de seguros. Lula já falou em “perdoar a dívida” quem tem Charutos como garantia.
RÚSSIA SUSPENDE VOOS
A Rússia suspenderá temporariamente os voos para Cuba depois que as companhias aéreas relataram dificuldades no reabastecimento de aeronaves na ilha. A Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia, Rosaviatsia, afirmou em um comunicado publicado no Telegram que as companhias aéreas Rossiya, parte do Grupo Aeroflot, e Nordwind foram obrigadas a ajustar seus programas de voos devido a problemas no fornecimento de combustível em Cuba. Nos próximos dias, a Rossiya vai operar vários voos de saída de Havana e Varadero para Moscou para repatriar turistas russos antes de suspender o serviço. Após a conclusão desses voos de repatriação, o programa da companhia aérea para Cuba será suspenso até que a situação melhore, disse a agência, alegando que a decisão foi tomada “no interesse dos passageiros”.
A Rosaviatsia afirmou estar mantendo contato próximo com as autoridades de aviação cubanas e explorando opções
alternativas para restabelecer o serviço bidirecional. O anúncio surge semanas depois de o Presidente Trump ter declarado estado de emergência nacional em relação a Cuba e ter autorizado novas medidas destinadas a interromper o fornecimento de petróleo à ilha. Em uma ordem executiva Trump afirmou que Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA e autorizou seu governo a impor tarifas sobre produtos de qualquer país que “direta ou indiretamente venda ou forneça petróleo a Cuba”. A ordem permite tarifas adicionais sobre as importações de países que fornecem petróleo a Havana, parte do que Trump descreveu como uma política de “tolerância zero” em relação ao governo cubano.

publicada em 14 de fevereiro de 2026 às 12:33 




