FORÇAS AMERICANAS APREENDEM MAIS UM PETROLEIRO SANCIONADO NO OCEANO ÍNDICO E LIGAÇÕES COM VENEZUELA E CUBA
Forças militares dos Estados Unidos interceptaram no Oceano Índico mais um navio petroleiro acusado de violar o bloqueio imposto pela Casa Branca às operações de petróleo relacionadas à Venezuela e a Cuba. O anúncio foi feito pelo Departamento de Guerra, que declarou que a embarcação tentou escapar, mas não conseguiu. O Pentágono publicou na rede social X que as forças americanas realizaram “visita de direito de inspeção, interdição marítima e abordagem” do navio Veronica III, sem incidentes, dentro da área de responsabilidade do Comando Indo-Pacífico.
De acordo com as Forças Armadas dos Estados Unidos, “o navio tentou desafiar a quarentena ordenada pelo presidente Trump, na esperança de escapar.
Nós o seguimos desde o Caribe até o Oceano Índico, encurtamos a distância e o neutralizamos. Nenhuma outra nação tem o alcance, a resistência ou a vontade para fazer algo assim. As águas internacionais não são um santuário. Por terra, mar ou ar, nós o encontraremos e faremos justiça.” O Veronica III, identificado como navio de bandeira panamenha pelo site de rastreamento Marine Traffic, está entre cerca de 16 petroleiros sancionados que teriam tentado contornar o bloqueio dos EUA. Entre eles está o Aquila II, interceptado no último dia 9 de fevereiro, também no Índico.
O Veronica III teria mudado de nome para “DS Vector” e falsificado suas coordenadas para simular que estava na costa da Nigéria, em tentativa de escapar do monitoramento americano. Desde dezembro de 2025, os Estados Unidos aplicam uma “quarentena” marítima sobre petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, no âmbito da Operação Lança do Sul. Segundo informações oficiais, ao menos oito navios já foram abordados ou apreendidos. As restrições também atingem remessas de petróleo destinadas a Cuba. Trump determinou ainda a aplicação de tarifas a países que enviam petróleo para Cuba, mecanismo descrito como parte da estratégia de pressão que busca restringir receitas consideradas aliadas da Rússia, do Irã ou de Cuba.

publicada em 16 de fevereiro de 2026 às 10:15 




