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REUNIÃO DA COMUNIDADE CARIBENHA CRESCE DE IMPORTÂNCIA DEPOIS QUE OS ESTADOS UNIDOS RETOMAM ÁREA DE INFLUÊNCIA

A Doutrina Donroe do presidente dos EUA, Donald Trump, é o tema central da cúpula de líderes da Comunidade Caribenha desta semana. O bloco de 15 nações e cinco membros associados iniciaram os trabalhos de quatro dias em São Cristóvão e Névis discutir importantes questões urgentes, incluindo o impacto da política dos EUA na região. Mas com a chegada do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio espera-se que os líderes caribenhos também priorizem a redefinição das relações   com Washington. Durante seu discurso sobre o Estados da União, na noite de terça-feira (24),  madrugada aqui no Brasil, Trump exaltou o sucesso da Doutrina Donroe. A Casa Branca está “restaurando a segurança e a supremacia americana no Hemisfério Ocidental, agindo para garantir nossos interesses nacionais e defender nosso país da violência, das drogas, do terrorismo e da interferência estrangeira“, afirmou. Como parte desta Doutrina, as forças americanas realizaram ataques mortais contra barcos do tráfico de drogas no Caribe, sendo a operação mais recente a que resultou na morte de traficantes na última segunda-feira (23). Além disso, foram bloqueados carregamentos de petróleo para Cuba  e ainda capturaram o então ditador sanguinário e usurpador do poder venezuelano Nicolás Maduro em uma operação pra lá de ousada dentro de Caracas.

Alguns líderes caribenhos elogiaram as ações militares dos Estados Unidos, particularmente a captura de Maduro, que Trump afirmou ter sido  “uma vitória absolutamente colossal para a segurança dos Estados Unidos” e que abre “um novo e brilhante começo para o povo da Venezuela”. Mas muitos líderes temem que a continuidade da intervenção dos EUA na região possa ter consequências humanitárias e econômicas devastadoras. A região “está num momento decisivo”, disse o primeiro-ministro de São Cristóvão e Névis, Terrance Drew(direita), durante o discurso de abertura do evento: “A ordem global está mudando. As cadeias de suprimentos permanecem incertas, os mercados de energia oscilam.”  Entre as  maiores preocupações está a campanha de pressão de Washington sobre Cuba. Com a ameaça de Trump de impor tarifas americanas a qualquer nação que forneça petróleo a Havana, a ilha foi forçada a racionar energia, interromper cirurgias e suspender voos. A Casa Branca também pressionou outros países a rejeitarem missões médicas cubanas, isolando Havana de uma importante fonte de divisas. Tudo isso contribuiu para uma crescente crise humanitária na ilha, que líderes caribenhos temem que possa desestabilizar toda a região. “Deve ficar claro que uma crise prolongada em Cuba não ficará confinada a Cuba”, disse o primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness(esquerda):  “Ela afetará a migração, a segurança e a estabilidade econômica em toda a bacia do Caribe.”

Outras preocupações importantes  das nações caribenhas incluem as exigências dos EUA para que aceitem deportados de terceiros países, considerem permitir a presença de equipamentos militares americanos em seus territórios e reduzam as relações favoráveis ​​com a China. Não está claro quais desses assuntos foram discutidos com Rubio durante a reunião a portas fechadas. No entanto, o ministro das Relações Exteriores das Bahamas, Fred Mitchell(direita), disse  que o bloco planejava enfatizar a importância do “respeito mútuo e de uma ordem baseada em regras”. Durante sua visita a São Cristóvão e Névis, Rubio também planeja se reunir separadamente com Drew e com a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar(esquerda), segundo o Departamento de Estado dos EUA.

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