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EMPRESA MEXICANA DE AVIAÇÃO RECEBE SINAL VERDE DA ANAC PARA FAZER TRANSPORTE DE CARGAS NO BRASIL

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para que ela opere no transporte aéreo internacional regular de cargas, com origem ou destino no Brasil. Com isso, ela vai  ampliar a conectividade logística do país e fortalecer sua integração às cadeias globais de comércio. A permissão foi concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A decisão foi tomada após a companhia cumprir os requisitos regulatórios exigidos pela agência. Com a autorização, a empresa passa a poder operar rotas internacionais de transporte de cargas envolvendo o território brasileiro, ampliando as opções logísticas para o envio e recebimento de mercadorias. O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico no comércio exterior brasileiro, especialmente para mercadorias de alto valor agregado ou que exigem rapidez na entrega.

Em 2025, os aeroportos do país movimentaram 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando voos domésticos e internacionais, segundo dados do Relatório de Oferta e Demanda, da Anac. Desse total, 881,7 milhões de quilos foram transportados em voos entre o Brasil e outros países, o equivalente a 65,4% de toda a carga aérea movimentada no período. Já as operações domésticas responderam por 465,4 milhões de quilos, cerca de 34,6% do total. Entre os principais parceiros comerciais do Brasil no transporte aéreo de cargas estão Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram parte significativa das operações logísticas internacionais realizadas pelos aeroportos brasileiros.

A ampliação das rotas de carga aérea ocorre em um momento de crescimento do setor em escala global. De acordo com relatório da International Air Transport Association (IATA), de dezembro de 2025, a demanda mundial por transporte aéreo de cargas cresceu 4,3% em 2025, com destaque para as operações internacionais, que avançaram 5,5% no período. O levantamento aponta que a expansão do setor tem sido impulsionada por fatores como o crescimento do comércio eletrônico, a reorganização das cadeias globais de suprimento e a necessidade de transporte rápido para mercadorias de alto valor e sensíveis ao tempo. Nesse contexto, a entrada de novos operadores internacionais no mercado brasileiro tende a ampliar as rotas disponíveis e a fortalecer a infraestrutura logística do país, contribuindo para a competitividade do comércio exterior.

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