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A NASA VAI USAR A ENERGIA NUCLEAR PARA IMPULSIONAR SEUS PRÓXIMOS VOOS PARA A LUA E MARTE EM 2028

A agência espacial americana NASA estabeleceu uma série de metas ambiciosas para suas missões, que incluem o retorno à Lua no início de 2028, bem como uma missão a Marte no mesmo ano, utilizando tecnologia de propulsão nuclear. O administrador da NASA, Jared Isaacman, falando no evento “Ignition” da agência, disse que “Se concentrarmos os extraordinários recursos da NASA nos objetivos da Política Espacial Nacional, eliminarmos os obstáculos desnecessários que impedem o progresso e liberarmos a força de trabalho e o poderio industrial de nossa nação e parceiros, então retornar à Lua e construir uma base parecerá insignificante em comparação com o que seremos capazes de realizar nos próximos anos.”

Os anúncios incluíram “um grande passo em frente para levar a energia e a propulsão nuclear do laboratório para o espaço. A NASA lançará o Reator Espacial 1 Freedom, a primeira espaçonave interplanetária movida a energia nuclear, para Marte antes do final de 2028, demonstrando propulsão elétrica nuclear avançada no espaço profundo. A propulsão elétrica nuclear proporciona uma capacidade extraordinária para o transporte eficiente de massa no espaço profundo e permite missões de alta potência além de Júpiter, onde os painéis solares não são eficazes”.

O plano anunciado é que, quando a espaçonave chegar a Marte, “ela implantará a carga útil Skyfall, composta por helicópteros da classe Ingenuity, para continuar a exploração do Planeta Vermelho”. A NASA afirmou que a missão “estabelecerá um histórico de voos espaciais com equipamentos nucleares, definirá precedentes regulatórios e de lançamento e ativará a base industrial para futuros sistemas de energia de fissão em missões de propulsão, de superfície e de longa duração. A NASA e seu parceiro, o Departamento de Energia dos EUA, desbloquearão as capacidades necessárias para a exploração sustentada além da Lua e para eventuais viagens a Marte e ao sistema solar externo”.

Os planos para o retorno de pessoas à superfície da Lua continuam. A NASA anunciou que as equipes do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, seguem preparando o foguete SLS (Space Launch System) e a espaçonave Orion para o lançamento tripulado, previsto para quarta-feira, 1º de abril. O objetivo do lançamento é levar os quatro tripulantes ao redor da Lua e de volta à Terra, como parte do programa em desenvolvimento para o pouso de astronautas na Lua em 2028. Em janeiro, a NASA e o Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciaram a assinatura de um memorando de entendimento para consolidar sua colaboração e avançar na “visão de superioridade espacial americana” estabelecida em um Ordem Executiva assinada pelo Presidente Donald Trump, no dia 18 de dezembro de 2025.    Além de “levar americanos de volta à Lua até 2028″ — por meio do Programa Artemis —, essa ordem inclui, como prioridade, a implantação de reatores nucleares na Lua e em órbita, incluindo o desenvolvimento de um reator na superfície lunar até 2030.

As agências,  que têm uma longa história de colaboração de 50 anos,  afirmaram que “preveem implantar um sistema de energia de superfície por fissão capaz de produzir energia elétrica segura, eficiente e abundante, que poderá operar por anos sem a necessidade de reabastecimento. A implantação de um reator na superfície lunar possibilitará futuras missões lunares sustentadas, fornecendo energia contínua e abundante, independentemente da luz solar ou da temperatura”. Steven Sinacore, que também supervisionará a missão SR-1 Freedom para a NASA, afirmou que será necessário um programa de informação para dissipar quaisquer preocupações públicas sobre o uso da propulsão nuclear: “Em última análise, é seguro. Em terra, o reator está desligado. Não há radiação proveniente dele. Ele só é ativado quando se chega ao espaço.” Sinacore afirmou que a SR-1 Freedom utilizará um reator nuclear que a NASA planeja desenvolver internamente, gerando 20 quilowatts de energia elétrica a partir de urânio pouco enriquecido de alta concentração (HALEU). A viagem até Marte está prevista para durar cerca de um ano, e a NASA afirmou que pretende compartilhar o projeto do reator da SR-1 Freedom com a indústria.

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