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COMANDO DESCONEXO DOS IRANIANOS DETERMINA O FECHAMENTO DO ESTREITO DE ORMUZ HORAS DEPOIS DE SUA ABERTURA

A falta de comando no Irã está provocando ondas de ordens desconexas que comprometem ainda mais a segurança do acordo de cessar fogo que está sendo mediado pelo Paquistão, envolvendo Estados Unidos, Irã e a Israel. Agora há pouco os iranianos voltaram a fechar o estreito de Ormuz, horas depois de liberar a passagem de petroleiros pela região. A desculpa agora é que as Forças de Defesa de Israel estão bombardeando o sul do Líbano, região onde o Exército de terroristas do Hezbollah, financiado e armado pelo Irã, concentra as suas forças. Diversas embarcações receberam uma mensagem da Marinha iraniana declarando: “qualquer embarcação que tentar navegar no mar será alvejada e destruída…” A informação  é da agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo diversas fontes do setor marítimo, petroleiros que tentavam transitar pelo estreito receberam mensagens ameaçadoras da Marinha iraniana.

As Forças de Defesa de Israel realizaram o “maior ataque coordenado” no Líbano em meio à incerteza sobre o alcance do cessar-fogo. Um representante do Hezbollah afirmou que, se Israel não respeitar o cessar-fogo, nenhuma das partes se sentirá obrigada a cumpri-lo, após as Forças de Defesa de Israel confirmarem a continuidade da campanha militar contra o grupo terrorista no sul do Líbano. A  IDF afirmou na tarde desta quarta-feira(8) que realizaram o que chamaram de “a maior onda de ataques em todo o Líbano” desde o início da Operação Leão Rugidor, visando mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah em Beirute, em meio a relatos conflitantes sobre o alcance de uma trégua de duas semanas.

Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.

“Este é o maior golpe concentrado que o Hezbollah sofreu desde a Operação Beeper“, disse o Ministro da Defesa, Israel Katz.Naim Qassem não entendeu o que Nasrallah entendeu nos últimos momentos de sua vida: que o Israel pós-7 de outubro não é o mesmo Israel do passado e não aceitará nenhuma ameaça ou dano aos seus cidadãos, nem do Irã nem do Líbano.” Os ataques concentraram-se nos quartéis-generais, centros de inteligência e comando do Hezbollah, bem como na infraestrutura ligada às suas unidades de mísseis, navais, de elite Radwan e aéreas, num grande esforço para interromper as capacidades operacionais do grupo, disseram os militares. A extensa operação foi baseada em informações de inteligência e planejada ao longo de várias semanas, informou a IDF, acrescentando que muitos dos alvos estavam localizados em áreas civis e ressaltando que medidas foram tomadas para minimizar os danos aos civis.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram anteriormente que estavam realizando ataques contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano, sinalizando que as operações militares no território libanês continuam em andamento, em meio a certa confusão sobre o alcance do cessar-fogo. Há também relatos de um ataque da IDF a Tiro, no Líbano, ainda nesta quarta-feira, segundo a mídia israelense.  “Em conformidade com as diretrizes da liderança política, as Forças de Defesa de Israel (IDF) cessaram fogo na campanha contra o Irã e permanecem em alto nível de alerta defensivo, preparadas para responder a quaisquer violações”, diz um comunicado da IDF, acrescentando que “as IDF continuam as operações de combate e atividades terrestres contra a organização terrorista Hezbollah no Líbano”.

O Hezbollah, por sua vez, emitiu um alerta aos civis libaneses, instando-os a não retornarem às aldeias e cidades do sul do Líbano que ainda estão sob ataque, enquanto simultaneamente tenta apresentar o cessar-fogo como uma vitória. “O inimigo bárbaro está tentando desviar a atenção de sua derrota e pode realizar ataques para criar uma falsa imagem de conquistas“, afirmou o grupo. O deputado libanês e membro do Hezbollah, Ibrahim Moussawi, emitiu posteriormente uma declaração alertando que, se Israel não respeitar o cessar-fogo, nenhuma das partes se sentirá obrigada a cumpri-lo. Ele reiterou a exigência do Irã de que o cessar-fogo acordado inclua o Líbano, algo que Israel refutou.

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