FRACASSAM AS NEGOCIAÇÕES DE PAZ ENTRE ESTADOS UNIDOS E IRÃ JÁ NA PRIMEIRA RODADA. FIM DO CESSAR-FOGO PARECE PRÓXIMO
Para surpresa de ninguém, deu água no tabuleiro das primeiras negociações de paz entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã que estavam sendo realizadas em Islamabad, no Paquistão. As propostas de cada um pareciam intransponíveis de lado a lado. Com isso, o cessar-fogo previsto para duas semanas, pode ser rompido a qualquer momento. Durante as negociações, os Estados Unidos se anteciparam dois Destroieres nas águas do Estreito de Ormuz com o objetivo de defender os petroleiros que queiram passar e caçar minas que tenham sido colocadas pela Guarda Iraniana. O vice-presidente americano, JD Vance, disse à imprensa na manhã deste
domingo(12), após a terceira rodada de negociações entre os dois países, que não houve avanço nas negociações e que tudo estava como começou. Segundo Vance, o Irã optou por não aceitar os termos dos EUA, apesar de os EUA serem “bastante flexíveis”. A principal preocupação dos EUA era o potencial do Irã desenvolver uma arma nuclear, disse Vance, acrescentando que os ataques dos EUA e de Israel destruíram as atuais capacidades nucleares do Irã, mas o país ainda não demonstrou um compromisso de longo prazo em não reconstruí-las.
JD Vance após as negociações. “Veremos se os iranianos aceitam.” O Paquistão, país que atualmente lidera os esforços de mediação, divulgou um comunicado expressando gratidão a ambos os lados pela sua disposição em negociar e instando-os a manter o cessar-fogo até que um acordo possa ser alcançado. Segundo relatos, as negociações foram tensas e as
autoridades quase chegaram às vias de fato. Na manhã deste domingo, tanto a delegação americana quanto a iraniana deixaram a mesa de negociações insatisfeitas. A mídia turca noticiou que as negociações em torno de certos temas-chave estavam tão tensas — principalmente a gestão do Estreito de Ormuz — que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, quase chegaram às vias de fato. Além do desarmamento nuclear, o Estreito de Ormuz continua sendo o ponto central das negociações entre os EUA e o Irã. O Irã tenha nega as informações de que os navios americanos tenham entrada em Ormuz e ameaça atacar qualquer embarcação não autorizada no estreito.
A PALAVRA DOS IRANIANOS
Os iranianos afirmam que as negociações terminaram por hoje(12), depois das duas delegações concluírem a terceira rodada
de conversações após 14 horas. Os encontros terminaram na madrugada deste domingo(horário local), informou a mídia iraniana. O governo do Irã anunciou que uma nova rodada de negociações começaria ainda neste domingo, mas ainda sem confirmação. O Paquistão tentou convencer o Irã a abandonar suas pré-condições para as negociações de paz com os Estados Unidos, mas não conseguiu êxito. Segundo uma autoridade paquistanesa, os mediadores instaram a delegação iraniana a entrar nas negociações em curso em Islamabad “com um novo espírito”, e a delegação teria demonstrado “sinais positivos”. No entanto, a delegação iraniana insistiu que os EUA primeiro anunciassem a implementação completa do cessar-fogo antes de iniciarem negociações formais, mas a informação que receberam em Islamabad era a de que dois navios de guerra dos Estados Unidos, entraram no Estreito de Ormuz para defender a passagem dos petroleiros.
O PAPEL DO PAQUISTÃO
Antes do início das negociações, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reuniu-se com membros da delegação americana, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner, informaram a Casa Branca e o gabinete de Sharif. Anteriormente, a delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também se reuniu com Sharif para determinar o momento e a forma de possíveis negociações, de acordo com a mídia local. Segundo a agência de notícias Mehr, patrocinada pelo governo iraniano, Araghchi conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, antes das negociações, dizendo a Wadephul que o Irã iniciava as conversas com “completa desconfiança” em relação aos Estados Unidos.
A ESTRATÉGIA DOS ESTADOS UNIDOS
Quando o presidente Donald Trump anuncio “ o fim de uma civilização no Irã”, pareceu mais uma estratégia militar. O Irã fez diversas movimentações de suas tropas e
obrigou a população a ficar em volta de possíveis alvos estratégicos, tentando demover as forças armadas americanas de um ataque em massa. Com isso, a inteligência militar americana pode registrar toda estratégia militar iraniana. Enquanto as negociações de paz seguiam em Islamabad, a Marinha dos Estados Unidos posicionou dois navios de guerra no estreito. Trump cogita um bloqueio naval do Canal de Ormuz. Após os Estados Unidos e o Irã relatarem o fracasso em se chegara um acordo, Donald Trump compartilhou um artigo sugerindo que ele “superaria o bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz”. Ele disse que poderia reaproveitar a estratégia que usou contra a Venezuela e que “seria muito fácil para a Marinha dos EUA exercer controle total sobre o que entra e o que não entra no Estreito atualmente”.

publicada em 12 de abril de 2026 às 10:43 




