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FALTA DE COMBUSTÍVEIS PARA AVIÕES NA EUROPA PODE FAZER A OTAN SE MEXER E AJUDAR AMERICANOS A TOMAR ORMUZ DE VEZ

A realidade do mundo está batendo forte na porta da União Europeia, a mesma que forma como aliados da OTAN – Aliança do Tratado do Atlêntico Norte, tendo os Estados  Unos como o maior conribuinte. Com o fechamento do Estreito de Ormuz e a interrupção do petróleo vindo do Oriente Médio, grande parte dos países europeus, podem ficar sem combustível de aviação em mais dois meses. O alerta foi feto pelo Diretor Geral da Agência Internacional de Energia,  Fatih Birol. Depois de seis semanas, a situação entraria num período crítico. Como a crise bateu no próprio bolso, dificilmente os países da  OTAN dexarão de apoiar os Estados Unidos para abrir de vez a passagem dos petroleiro pelo Estreito de Ormuz. Na semana passada, o Conselho Internacional de Aeroportos da Europa (ACI) escreveu à Comissão Europeia, afirmando que a escassez de combustível de aviação poderia começar no início de maio se os navios-tanque não começarem a passar pelo Estreito de Ormuz. A Europa tem “talvez combustível de aviação suficiente para cerca de seis semanas“, disse o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), alertando para possíveis cancelamentos de voos “em breve” se o fornecimento de petróleo continuar bloqueado pela guerra com o Irã.

Fatih Birol  pintou um quadro preocupante das repercussões globais do que chamou de “a maior crise energética que já enfrentamos”, decorrente do corte no fornecimento de petróleo, gás e outros recursos vitais através do Estreito de Ormuz. “ Agora, estamos em uma situação crítica, e isso terá grandes implicações para a economia global. E quanto mais tempo durar, pior será para o crescimento econômico e a inflação em todo o mundo. Os preços mais altos da gasolina, preços mais altos do gás, preços altos da eletricidade.” O impacto econômico será sentido de forma desigual, com alguns países “sendo mais afetados do que outros“, disse ele, citando Japão, Coreia do Sul, Índia, China, Paquistão e Bangladesh como estando na linha de frente da crise energética. “Os países que mais sofrerão não serão aqueles cujas vozes são mais ouvidas. Serão principalmente os países em desenvolvimento. Países mais pobres da Ásia, da África e da América Latina. Depois, chegará a Europa e às Américas. Se o Estreito de Ormuz não for reaberto, posso afirmar que em breve ouviremos notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível de aviação“.

Birol se manifestou contra o chamado sistema de “pedágio” que Teerã teria implementado para alguns navios, permitindo-lhes atravessar o estreito mediante o pagamento de uma taxa. Ele afirmou que transformar isso em uma regra permanente correria o risco de criar um precedente que poderia ser aplicado a outras vias navegáveis. “Se mudarmos isso uma vez, pode ser difícil reverter a situação. Será difícil ter um sistema de pedágio aplicado aqui, mas não ali. Gostaria de ver o petróleo fluir incondicionalmente do ponto A ao ponto B“, afirmou. Na semana passada, o Conselho Internacional de Aeroportos da Europa (ACIEE) escreveu à Comissão Europeia dizendo que a escassez de combustível de aviação poderia começar no início de maio, caso os navios-tanque não comecem a navegar pelo Estreito de Ormuz. O tráfego pela via navegável, por onde transitava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra, está praticamente bloqueado desde o início da guerra com o Irã, com os ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel em 28 de fevereiro.

Para a Grã-Bretanha, Islândia e Holanda, é o oposto. A França está em uma situação intermediária. E o impacto não será o mesmo para todos os aeroportos e companhias aéreas. “Aeroportos menores, localizados no interior, estarão em uma posição mais frágil do que os principais hubs“, disse o economista do banco ING, Rico Luman.Não se trata de uma paralisação total, mas de cancelamentos parciais em algumas companhias aéreas e aeroportos. Problemas sérios de abastecimento.  As companhias aéreas têm pouca visibilidade para planejar seus horários de voos.

A Airlines for Europe, uma associação comercial que inclui Air France-KLM, Lufthansa e Ryanair, tem pressionado a União Europeia para que comece a fornecer informações em tempo real sobre os estoques de combustível de aviação nos aeroportos. Os dados teriam que vir dos fornecedores de combustível, que não estão muito dispostos a entregar dados comerciais sensíveis aos seus principais clientes. A TotalEnergies alertou que, se o fornecimento de petróleo do Golfo continuar bloqueado em junho, não conseguirá abastecer todos os seus clientes. “Se esta guerra e este bloqueio durarem mais de três meses, começaremos a enfrentar sérios problemas de abastecimento de alguns produtos, como o combustível de aviação.”

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