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A ROSATOM RETIROU 600 FUNCIONÁRIOS RUSSOS QUE TRABALHAVAM NA USINA NUCLEAR DO IRÃ DEPOIS DE SOFRER 4 ATAQUES

O agravamento da situação entre os Estados Unidos e o Irã, com poucas perspectivas para o fim do conflito, foi a razão que determinou a opção da Rosatom pela retirada de pelo menos 600 funcionários da companhia que estavam trabalhando na Usina Nuclear de Bushehr, no Irã. O diretor da empresa estatal russa, Alexey  Likhachev, usou o bom senso porque os Estados Unidos já estavam ameaçando atingir todas as usinas de geração de energia. Manter um contingente numeroso trabalhando na usina nuclear iraniana elevava os riscos para as vidas dos funcionários. Ficaram apenas 24 funcionários russos, essenciais para manter a operação de Bushehr, mesmo assim sob orientações especiais de proteção e defesa.

A retirada  dos funcionários da Rosatom já foi concluída, segundo as informações de Likhachev: “Concluímos, de forma justificada, a evacuação. Mais de 600 pessoas foram evacuadas desde o início das operações militares e transportadas para a Rússia. Apenas voluntários permanecem no local: 20 em Bushehr e quatro diretamente em Teerã. O trabalho deles é manter a infraestrutura e manter contato com a empreiteira local, que interrompeu todas as atividades de construção.” Segundo Likhachev, os animais de estimação dos funcionários também foram evacuados da Usina Nuclear de Bushehr. “Os funcionários levaram alguns de seus animais de estimação, incluindo gatos e cachorros. Os animais não podem ser abandonados e, apesar destes tempos difíceis, cumpriremos todas as nossas obrigações para com eles“, acrescentou o chefe da Rosatom.

A usina nuclear de Bushehr foi atacada quatro vezes: em 7 de março, 24 de março, 27 de março e 4 de abril. O ataque mais recente, segundo Likhachev, “efetivamente rompeu o perímetro de segurança física da usina”; um agente de segurança iraniano foi morto. A primeira unidade geradora da usina nuclear de Bushehr, com capacidade de 1.000 MW, foi entregue ao cliente iraniano em 2013. Em 2016, teve início a construção da segunda fase (a capacidade combinada das unidades geradoras II e III é de 2.100 MW).

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