MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA DIVULGA RELATÓRIO SOBRE ALTERNATIVAS PARA FORNECIMENTO DE GÁS ARGENTINO PARA O BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou nesta semana o relatório do Grupo de Trabalho Bilateral (GTB) Brasil-Argentina, que reúne análises sobre a integração do mercado de gás natural entre os dois países. O documento traz conclusões sobre o potencial argentino para fornecer gás natural na modalidade firme aos países vizinhos e em particular ao Brasil (seja através da Bolívia, Paraguai ou Uruguai).
Do lado argentino, o documento destaca o potencial de Vaca Muerta, considerada uma das principais reservas de gás não convencional do mundo. Segundo o relatório, a expansão da produção no país e a necessidade de escala tornam a exportação um eixo relevante para o desenvolvimento do setor, com possibilidade de ampliação da oferta para a região nas próximas décadas.
Já no caso brasileiro, o estudo aponta crescimento da demanda por gás natural, especialmente nos segmentos industrial e de geração de energia. Apesar da elevação da produção doméstica, o relatório indica espaço para importações competitivas como forma de complementar a oferta e contribuir para redução de custos. Iniciativas como o programa Gás para Empregar são citadas como parte da estratégia para ampliar a disponibilidade do insumo no mercado interno.
O documento também avalia diferentes rotas para integração entre os países, incluindo alternativas que passam por Bolívia, Paraguai e Uruguai, além de uma possível conexão direta. As opções envolvem distintos níveis de investimento em infraestrutura e ajustes regulatórios. Entre os projetos analisados estão a ampliação de gasodutos existentes, a reversão de fluxo do Gasbol e a construção de novos corredores de transporte.
Como próximos passos, o relatório indica a necessidade de aprofundar estudos técnicos, avançar na coordenação regulatória e criar condições para viabilizar investimentos. Por fim, o relatório recomenda a prorrogação do trabalho do Grupo de Trabalho Bilateral (GTB) Brasil-Argentina por mais 180 dias, para permitir a realização de estudos aprofundados, envolvendo, se necessário, representantes de outros países e agentes privados interessados.

publicada em 29 de abril de 2026 às 19:00 




