EVENTO EM HOUSTON DESTACA POTENCIAL DE AUMENTO NA OFERTA DE BLOCOS EXPLORATÓRIOS NO BRASIL AINDA EM 2026
As oportunidades no setor de óleo e gás do Brasil ganharam destaque nesta semana em Houston, em agenda paralela à OTC. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizaram o seminário técnico Brazil Upstream Opportunities in 2026, destacando oportunidades de exploração e produção no país. Na abertura, o diretor-geral da ANP, Artur Watt, a diretora técnica da PPSA, Tabita Loureiro, e a diretora da EPE, Heloisa Borges, destacaram que o Brasil segue entre os mercados mais atrativos para investimentos em exploração e produção de petróleo e gás, apoiado por um ambiente regulatório considerado estável e previsível. Segundo eles, esse cenário abre espaço para uma ampliação significativa da oferta de blocos exploratórios, com previsão de lançamento ainda em 2026.
Já a diretora da ANP, Symone Araújo, abordou a expectativa em torno da próxima rodada de áreas, que poderá reunir uma oferta recorde de blocos nos regimes de partilha e concessão. Ela também destacou a agenda de modernização das licitações, desenvolvida em parceria com a B3, com a adoção de uma plataforma digital voltada a dar mais agilidade e competitividade aos processos.
Na parte técnica do seminário, Rudy Ferreira e Jair Soares, da Superintendência de Exploração da PPSA, apresentaram uma avaliação geológica das áreas que poderão ser ofertadas em regime de partilha. Segundo eles, o pré-sal brasileiro segue sustentando o avanço da produção e das exportações, apoiado por poços de elevada produtividade e menor intensidade de carbono em comparação com outras províncias petrolíferas. Os especialistas também chamaram atenção para a infraestrutura já instalada no offshore brasileiro, com ampla base logística, além de um ambiente regulatório consolidado, hoje com mais de 420 contratos ativos.
Durante o evento, o diretor de Finanças e Comercialização da PPSA, Samir Awad, também revelou que o 6º Leilão de Petróleo da União poderá ter aumento no volume inicialmente previsto. O certame, que estava programado para julho na B3, em São Paulo, foi adiado para agosto, em meio à expectativa de um ambiente de mercado mais estável.
Segundo Awad, a oferta inicialmente estimada em 106 milhões de barris poderá ser ampliada para algo entre 110 milhões e 115 milhões de barris. Ele também afirmou que a PPSA avalia a possibilidade de dividir a oferta em dois leilões. Os embarques estão previstos para ocorrer entre março de 2027 e fevereiro de 2028, com exceção de Bacalhau, cujo início está previsto para novembro de 2026

publicada em 7 de maio de 2026 às 14:00 




