FAFEN BAHIA JÁ OPERA COM 90% DE SUA CAPACIDADE E ATENDE A 5% DA DEMANDA NACIONAL DE FERTILIZANTES
Depois de receber R$ 100 milhões em investimentos, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) já está operando com 90% de sua capacidade, sendo capaz de atender 5% da demanda nacional de fertilizantes. Nesta quinta-feira (14), o presidente Lula e a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, fizeram uma visita à planta para realizar uma cerimônia simbólica em alusão à retomada das atividades na unidade.
Para lembrar, a fábrica voltou a operar em janeiro, após a Petrobrás contratar a empresa pernambucana Engeman para realizar a operação e manutenção da planta. A Fafen-BA é capaz de produzir 1.300 toneladas diárias (t/d) de ureia, 1.300 t/d de amônia, além de 178 t/d de Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).
“A Petrobrás jamais saiu da Bahia. A Bahia é importante para a companhia. Por meio de nossas operações no estado, estamos entregando mais fertilizantes e retomando uma exploração e produção mais intensa para entregar o que prometemos: mais petróleo, mais gás, mais fertilizantes e mais biocombustíveis”, disse Magda Chambriard.
Em março de 2018, durante o período de desinvestimentos e saída da Petrobras do setor de fertilizantes, foi anunciado o fechamento das FAFENs da Bahia e de Sergipe. Em janeiro de 2019, as unidades foram hibernadas e, em 2020, arrendadas à Unigel. As plantas foram operadas pela empresa até 2023, quando houve paralisação sob a justificativa de inviabilidade econômica associada ao preço do gás natural.
A partir de 2023, a Petrobrás decidiu retomar o segmento de fertilizantes. Após acordo com a Unigel, reassumiu as Fafens. A Fafen-SE teve sua operação retomada em dezembro de 2025 e a Fafen-BA em janeiro de 2026.
A Petrobrás também está conduzindo outras frentes de investimentos na área de fertilizantes. Em abril, a empresa anunciou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas (MS). O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão e o início das operações comerciais está previsto para 2029.
Ainda em abril deste ano, a petroleira iniciou a primeira produção de ureia desde a retomada das operações da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná. A unidade, que estava hibernada desde 2020, contou com investimentos da ordem de R$ 870 milhões e integra o plano da companhia de retorno ao segmento de fertilizantes.

publicada em 14 de maio de 2026 às 17:00 




