DE HOUSTON DIRETO PARA OMÃ, A ALTAVE LEVA SUAS TECNOLOGIAS AGORA PARA APRESENTAR NA OMAN PETROLEUM & ENERGY
Depois de passar com brilho pela OTC, em Houston, no Texas, a ALTAVE já busca um novo mercado no Oriente Médio. A empresa está em Mascate, capital de Omã, bem pertinho da Arábia Saudita e do Irã, participando dos debates sobre o uso de inteligência artificial em operações offshore, que avançou bastante. O foco deixou de ser a viabilidade da tecnologia e passou a ser a capacidade de operar em escala, em ambientes de alto risco. A ALTAVE participa da OPES (Oman Petroleum & Energy Show 2026) com histórico operacional consolidado: 44 clientes, 166 sites ativos em seis países e três anos consecutivos de crescimento de ARR acima de 70%. Fundada por engenheiros formados pelo ITA, a empresa localizada no parque de inovação de São José dos Campos, desenvolve sistemas baseados em visão computacional com IA que transformam vídeo em dado operacional em tempo real. A base de clientes inclui Petrobrás, ARO Drilling, TotalEnergies, Transocean, Valaris, Expro, em operações onde confiabilidade é pré-requisito.
À medida que os operadores offshore avançam de projetos-piloto para implantações contínuas, o foco se volta para o desempenho desses sistemas nas operações do dia a dia — onde o tempo de resposta, a visibilidade e o cumprimento dos protocolos de segurança impactam diretamente os resultados. “O que vemos em campo é que o desempenho não é definido apenas pela tecnologia, mas pela forma como ela é incorporada às rotinas operacionais. É aí que os resultados consistentes começam a surgir,“ afirma Bruno Avena, CEO da ALTAVE.
Entre as aplicações apresentadas está
o sistema de gestão de áreas restritas (Red Zone Management), que utiliza visão computacional com IA para identificar a presença de pessoas em zonas de risco e gerar alertas em tempo real. Em ambientes offshore, onde segundos influenciam diretamente o desfecho de um incidente, o monitoramento contínuo substitui a inspeção intermitente. Os dados gerados permitem mapear tempo de exposição, recorrência de desvios e períodos críticos, apoiando decisões baseadas em padrão operacional.
A empresa também apresenta sua solução de monitoramento de cargas suspensas, desenvolvida para um dos riscos mais recorrentes na indústria. Segundo o Crane Inspection and Certification Bureau (CICB), 90% dos incidentes com guindastes envolvem erro humano. A solução identifica cargas em movimento, define perímetros dinâmicos de risco e gera alertas em caso de violação, além de monitorar o cumprimento de procedimentos operacionais. As informações estruturadas permitem ajustes contínuos nos protocolos de segurança. A ALTAVE desenvolve sistemas de monitoramento contínuo baseados em visão computacional com IA para operações industriais. Sua tecnologia é utilizada para identificar padrões de risco, reduzir tempo de resposta e gerar dados estruturados para tomada de decisão em setores como óleo e gás, mineração e logística.

publicada em 19 de maio de 2026 às 12:00 




