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O PRESIDENTE DO SERVIÇO GEOLÓGICO BRASILEIRO DEFENDE NA CÂMARA QUE O PAÍS INVISTA NA CADEIA DE TERRAS RARAS, QUE É SUPERIOR A US$ 8 BILHÕES

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões, participou da audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados destinada ao debate sobre a construção de uma Política Nacional de Terras Raras, Minerais Críticos e Estratégicos. O encontro foi realizado no Anexo II, em Brasília. Durante o debate, foram discutidos temas relacionados ao potencial mineral brasileiro, à importância estratégica das terras raras e minerais críticos para a transição energética e ao desenvolvimento tecnológico, além da necessidade de ampliação do conhecimento geológico e da atração de investimentos para o setor. Vilmar Simões ressaltou o potencial geológico brasileiro e defendeu a necessidade de o país aproveitar o atual momento estratégico para ampliar o conhecimento sobre seus recursos minerais.

Segundo ele, o SGB tem atuado para transformar informação geológica em oportunidade para o Brasil, por meio de iniciativas que utilizam as mais diversas metodologias, como levantamentos aerogeofísicos, análises geoquímicas e mapeamento geológico, ferramentas essenciais para atrair investimentos, impulsionar a transição energética e fortalecer a soberania mineral do país: “O Serviço Geológico do Brasil tem a missão de desenvolver, integrar e disseminar o conhecimento geológico do país e, desde a década de 1980, realiza pesquisas relacionadas às terras raras, acumulando avanços importantes ao longo dos anos. Diante da crescente relevância geopolítica dos minerais críticos, entendemos que o Brasil precisa avançar na regulamentação de políticas voltadas ao setor e aproveitar a oportunidade estratégica de fortalecer sua posição global.”

Ele disse ainda  que, hoje, a cadeia verticalizada das terras raras movimenta cerca de US$ 8 bilhões e o desafio do país é deixar de atuar apenas como exportador de commodities minerais para agregar valor por meio da mineração, da metalurgia e da integração com institutos de pesquisa. “Nesse contexto, o Serviço Geológico do Brasil tem muito a contribuir para o desenvolvimento da pesquisa geológica nacional, em um esforço conjunto com o Executivo, a academia e instituições de pesquisa para desenvolver tecnologia brasileira e consolidar uma cadeia produtiva verticalizada no país“, concluiu. A audiência reuniu representantes do Poder Executivo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil organizada para subsidiar o debate legislativo, contribuir para a formulação de políticas públicas e discutir alternativas institucionais e econômicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva mineral no Brasil, alinhadas ao desenvolvimento nacional.

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