RUBIO MANDA PRENDER IRMÃ DE LÍDER CUBANA E DIZ QUE “NÃO HAVERÁ LUGAR NA TERRA ONDE ESTRANGEIROS QUE AMEAÇEM A NOSSA SEGURANÇA POSSAM VIVER NO LUXO”
Um diário sobre a situação real que Cuba está vivendo envergonha mesmo os esquerdistas que fizeram da ditadura de Castro um exemplo de progresso e liberdade. Depois do indiciamento por assassinato feito pelos Estados Unidos, do maior líder da ditadura cubana atual, Raul Castro, hoje com 95 anos, irmão de outro sanguinário perverso, como Fidel Castro, considerado o maior líder da história de Cuba, o país fervilha no caos. O governo da ditadura disse que o indiciamento de Raul foi “um ato desprezível e infame de provocação política.” Ao mesmo tempo, dois presos políticos eram mortos nos porões dos presídios de Havana: Ernesto Brieva Sempé e José Ricardo Montero Ávila. O menino, de 16 anos, Jonathan Muir Burgos, preso por protestar contra os apagões e falta de alimento em Matanzas, doente, está em estado delicado na penitenciária.
As autoridades cubanas aumentam a repressão, defendem a democracia, apesar dos apagões de mais de 30 anos, sem água em muitas cidades, lixo espalhado pelas ruas, sem alimentos, remédios ou assistência. Menos para a cúpula da ditadura, que vivem em regiões especiais, protegidos por soldados do Exército regular.
Depois de terem suas fortunas em dólar identificadas em bancos panamenhos pela inteligência americana, os líderes da GAESA, a empresa formada pela cúpula da ditadura comandada por Raul Castro, tiveram um golpe que aponta para os objetivos do Secretário de Estado Marco Rúbio. Ele revogou a residência nos EUA de Adys Lastres Morera, irmã da Brigadeiro-General Ania Guillermina Lastres Morera (esquerda), atual chefe do conglomerado militar Grupo de Administración Empresarial SA (GAESA), que é responsável por toda e qualquer negociação feita em dólar dentro do território cubano, com boa pare dos lucros desviados para contas pessoais dos líderes da ditadura, em bancos panamenhos. São os lucros de se ter lutado por uma ditadura sanguinária, que matou milhares de pessoas em sua implantação e que ainda mata, 60 anos depois. Agora, Adys Lastres Morera, presa, está sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, e enfrentará um processo de deportação.
Rubio fez o anúncio em sua conta na rede social X, após chamar a atenção de que a GAESA “é um conglomerado financeiro controlado pelos militares que desvia milhões de dólares em ajuda destinada ao povo cubano a mando do regime.”
Além de reter uma porcentagem das remessas enviadas por emigrantes cubanos para suas famílias na ilha, a fim de ajudá-las a sobreviver, a GAESA controla setores estratégicos como turismo, comércio de câmbio, infraestrutura e logística portuária. Para lembrar, em maio de 2024, a então Controladora-Geral da República, Gladys Bejerano, que o império empresarial dos militares cubanos não estava sob a jurisdição do órgão estatal que chefiava e, portanto, não podia ser auditado. Ela foi substituída dois meses depois. A general Ania Guillermina Lastres Morera assumiu a gestão da GAESA em 2022, após a morte de Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, genro de Raul Castro, considerado o principal arquiteto do império empresarial militar. “Adys administrava ativos imobiliários e morava na Flórida, enquanto ajudava o regime comunista em Havana, até que eu revoguei seu status de residente permanente.“, disse Rubio.
O secretário disse ainda que “Tenho o prazer de anunciar que ela foi presa hoje e está agora sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.” A mensagem transmitida pela ação tomada contra Lastres Morera é clara: “Não haverá lugar algum na Terra, muito menos em nosso país, onde estrangeiros que ameaçam nossa segurança nacional possam viver no luxo“, declarou Rubio. O Secretário de Estado dos EUA anunciou o cancelamento da residência permanente de Lastres Morera e sua prisão 15 dias após o departamento que ele chefia ter sancionado diretamente sua irmã, Annia. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) a adicionou à sua lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas, limitando significativamente suas atividades comerciais.
SEM ACORDO DIPLOMÁTICO

O neto e segurança de Raul Castro, conhecido como Coronel Cangrejo, é quem controla as contas da ditadura nos bancos do Panamá
Marco Rubio considera improvável um “acordo diplomático negociado” com o regime cubano. “Eles se acostumaram a ganhar tempo e esperar que desistamos, mas desta vez estamos muito determinados”, diz ele, definindo Raúl Castro como “um fugitivo da justiça. A Nossa preferência em Cuba é um acordo diplomático negociado. No entanto, a probabilidade disso acontecer, considerando com quem estamos lidando, não é alta. Se eles mudarem de ideia, sabem que estamos aqui. Eles se acostumaram, ao longo de muitos anos, a ganhar tempo e esperar que nos rendamos. Desta vez estamos muito determinados e focados, disse antes de embarcar em uma viagem oficial à Suécia e à Índia. Sobre Raul Castro, disse que “Não vou falar sobre como o traríamos para cá, se é que o traríamos. Por que eu revelaria nossos planos à imprensa? No fim das contas, ele se tornou um fugitivo da justiça americana, e se houver algum anúncio a respeito, avisaremos vocês depois, não antes.”
O Secretário de Estado enfatizou que as provas contra o neto de Castro “são claras “, uma vez que ele próprio “admite abertamente e se vangloria de ter abatido aviões civis e de ter dado a ordem para o fazer”. Rubio reiterou que “Cuba não apenas possui armas adquiridas da Rússia e da China ao longo dos anos, mas também abriga uma presença de inteligência russa e chinesa em seu território, não muito longe de onde estamos neste momento.” A este respeito, ele disse que o regime de Havana “é um dos principais patrocinadores estatais do terrorismo em toda a região e, portanto, “representa uma ameaça constante à segurança nacional dos EUA”. Rubio insistiu em descrever a ilha como um “estado falido, governado por amigos de nossos adversários”, enfatizando que “não vamos entregar ajuda humanitária apenas para que ela caia nas mãos do conglomerado militar, que eles possuem, e então peguem essa mercadoria, vendam em suas lojas por dólares e coloquem esse dinheiro nos bolsos”.
PROTESTOS CONTINUAM
Mais de 40% dos entrevistados em Cuba permanecem em silêncio como estratégia de sobrevivência enquanto os protestos aumentam. O pesquisador principal da
Cubadata, Arístides Vara(direita), explica a aparente contradição entre uma descoberta do segundo estudo do jornal Diário de Cuba e os protestos registrados no país. 44,5% dos cubanos entrevistados na ilha pelo jornal acreditam que é melhor ficar calado sobre o que pensam para evitar problemas. Esta é constatação do estudo ” Condições de vida, serviços, segurança e adaptação diária”, o segundo de dez realizados e implementados pela Cubadata, aparentemente contradiz o aumento dos protestos na ilha relatado por diversas organizações. A pesquisa incluiu 1.807 cubanos com acesso à internet de todas as províncias, aos quais a Cubadata perguntou se é melhor evitar falar sobre assuntos públicos.
Menos de um quarto respondeu que não, se somarmos aqueles que discordaram fortemente (9,8%) e discordaram (13,3%). O objetivo da pergunta era “medir não apenas o grau de concordância com essa ideia, mas também qual tipo de linguagem ativa com mais força o autocontrole”, explica o pesquisador principal do projeto, Arístides Vara Horna. Por esse motivo, diferentes versões da mesma pergunta foram apresentadas a quatro grupos aleatórios. As respostas
revelaram que a contenção aumenta quando a pergunta menciona consequências práticas ou complicações. “Os dados sugerem que a autocontenção não se explica principalmente pela apatia, cansaço ou desinteresse, mas sim por uma avaliação prática de riscos. Para muitos cidadãos, permanecer em silêncio não significa não ter opinião; pode significar gerir os custos de a expressar “, salienta Vara Horna. No entanto, Cuba vivenciou protestos por pelo menos 1’2 dias seguidos em março e agora volaram com muita força. O grupo de consultoria jurídica Cubalex, registrou 229 protestos, média de sete por dia, em seu relatório sobre direitos humanos em Cuba.

publicada em 22 de maio de 2026 às 11:08 








