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A GRÉCIA JÁ REALIZA ESTUDOS PARA CONSTRUIR UMA PRIMEIRA USINA NUCLEAR FLUTUANTE PARA GERAR ENERGIA

O que já é uma realidade na Rússia, começa a ser estudada seriamente pela Grécia: as usinas nucleares  flutuantes. O relatório do Deon Policy Institute não identificou barreiras fundamentais à implementação de usinas nucleares flutuantes na Grécia, embora ainda seja necessário superar questões políticas, regulatórias, financeiras e de aceitação social. O estudo baseia suas conclusões políticas em um programa de pesquisa conduzido pela CORE POWER, pela Athlos Energy,  uma empresa nuclear grega fundada em 2024,  e pelo American Bureau of Shipping. A pesquisa, resultante de um workshop de dois dias realizado em Atenas, concentrou-se em discussões para avaliar os fatores políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, legais e ambientais que moldariam a potencial implantação de usinas nucleares flutuantes (FNPPs) em um país europeu como a Grécia. Isso também é conhecido como análise PESTLE.

Historicamente, a Grécia não implantou energia nuclear, mas em março deste ano, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis anunciou na 2ª Cúpula de Energia Nuclear em Paris que examinaria o papel potencial de pequenos reatores modulares em sua matriz energética e estabeleceria um comitê ministerial específico para apresentar propostas ao governo: “Considerando a longa tradição marítima da Grécia, a infraestrutura portuária desenvolvida e a revitalizada indústria naval, o potencial para a implantação de usinas nucleares flutuantes merece ser analisado. Essas usinas também são compatíveis com a geografia e os mercados de energia da Grécia, dada a grande quantidade de ilhas habitadas, a crescente necessidade de dessalinização e as metas climáticas do país.” O estudo aponta que as políticas, os marcos legais e regulatórios na Grécia ainda não abordam de forma substancial a energia nuclear ou a implantação de usinas nucleares flutuantes, o que reflete uma lacuna mais ampla nos debates europeus sobre políticas energéticas e marítimas. No entanto, não foram identificadas barreiras fundamentais à implementação, “o que sugere que o desafio não reside na viabilidade, mas sim no desenvolvimento de um arcabouço regulatório”.

A realidade russa: a usina nuclear flutuante gerando para cidades do Ártico

O estudo destaca a necessidade de vias de avaliação e regulamentação mais claras, incluindo a coordenação entre as autoridades marítimas, nucleares e de energia, e – embora as centrais nucleares sejam percebidas positivamente – a aceitação social da energia nuclear permanece baixa na Grécia em comparação com outros países, o que implica a necessidade de maior educação e envolvimento tanto do público em geral quanto das principais partes interessadas. . As “barreiras mais decisivas são institucionais e temporais. Isto pode ser atribuído à falta de um compromisso político duradouro, à preparação regulamentar e institucional incompleta e ao envolvimento insuficiente da sociedade“, diz o relatório. Ele diz ainda que  “ações sistemáticas e coordenadas e a uma comunicação credível, através das quais a Grécia possa aproveitar a experiência internacional, desenvolver gradualmente o seu próprio programa nuclear e implementá-lo através de aplicações marítimas que demonstrem níveis mais elevados de aceitação social e política. As centrais nucleares marítimas só podem representar uma opção realista para a Grécia como resultado de uma estratégia gradual, institucionalmente organizada e socialmente preparada”.

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