O MINISTÉRIO DA DEFESA SURPREENDE A TODOS E ANUNCIA QUE O BRASIL PODE COMPRAR MAIS 20 CAÇAS GRIPEN-E DA SUÉCIA
Surpresa geral. Do nada, em pelo pleno feriado de Corpus Christi, o Brasil anunciou nesta que irá comprar até mais 20 caças Saab Gripen E, modelo de um lugar produzido tanto na Suécia quanto em São Paulo, na Embraer, Agora, a frota do avião encomendado em 2014 subirá para 56 aeronaves, mas ainda não há um acordo fechado, de martelo batido. A revelação pegou de surpresa pessoas ligadas ao programa, apesar da falta de orçamento. O ministério foi o mais atingido pelo bloqueio de gastos anunciados na semana passada, perdendo R$ 4,36 bilhões neste ano. O Ministro José Mucio Monteiro, ouviu do seu homólogo sueco que “Sabemos que o Brasil está muito satisfeito com o Gripen. Ainda não foram assinados contratos, mas estamos prontos para iniciar negociações.”
A Força Aérea Brasileira quando desenhou o programa de renovação de sua aviação de combate no fim dos anos 1990, queria ter
120 caças avançados. Mas assinou a compra de 36 aças. Menos do que um porta-aviões americano pode transportar. De lá para cá, foi negociada uma venda casada de mais 14 Gripen, enquanto a Suécia compraria 4 aviões de transporte Millenium 390. Até aqui, os suecos cumpriram a parte deles, anunciando a aquisição dos aviões, enquanto o Brasil ainda não definiu como fará a compra dos novos caças. O contrato é avaliado em R$ 29,5 bilhões.
O governo Lula, é bom lembrar, já foi acusado de receber propina pela compra dos primeiros 36 Gripens. O processo ainda está em andamento, mas tem recebido os mesmos favores dos processos da lava jato, onde mesmo confessando e pagando por isso, as empresas foram inocentadas pelo juiz Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O orçamento original do programa atual já teve 57% do dinheiro previsto gasto até março, mas só entregou 11 dos 36 aviões para operação. Até 2025 houve 12 aditivos ao contrato que, segundo a FAB, aumentaram o gasto para o equivalente a mais seis aviões. Outro fator determinante é o tempo e o custo do desenvolvimento do Gripen E, de dois lugares. São aviões quase todos novos em relação à geração anterior do caça. Houve um programa inédito de transferência tecnológica envolvida, o que também aumenta as dificuldades. Mucio disse que o 20 Gripen-E deverão ser feitos no Brasil, o que implicaria uma expansão da capacidade produtiva. Antes, a Saab havia dito que isso aconteceria da demanda geral do Gripen, que recebeu na semana passada uma encomenda de 20 aviões pela Ucrânia, ainda que o foco da linha brasileira seria a América Latina.

publicada em 4 de junho de 2026 às 14:13 




