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A ORGANON AMPLIA O SEU PARQUE DE GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR NO COMPLEXO INDUSTRIAL DE CAMPINAS

Um programa bem-sucedido de preservação ambiental e sustentabilidade, o complexo industrial verde da Organon, em Campinas (SP), mostra que a aposta da empresa em energia renovável e na preservação de uma área de proteção ambiental em volta da fábrica não foi só acertada, como será aumentada. Planejado em 2023, o parque solar da unidade fabril conta com 3.120 placas fotovoltaicas e será ampliado para suprir 22% do seu consumo. Para isso, serão instaladas mais 600, com produção de 522MWh por ano. Hoje, a farmacêutica gera 2.786MWh — o correspondente a 19,2% da sua demanda energética e suficiente para abastecer cerca de 1.500 residências, superando a expectativa inicial de 18%.   A geração de energia solar é um dos aspectos do projeto, que tem como carro-chefe um cinturão verde formado e protegido ao redor da fábrica, no bairro de Nova Souzas. No ano passado, a Organon havia identificado 90 espécies de aves nativas da região em atividades de observação no parque ecológico. Em 2026, esse número subiu para 128, com aumento de 42,2%, com destaque para o pica-pau-do-campo, o periquitão-maracanã e o tucanuçu — o maior tucano do mundo.

“Apostamos na geração de energia solar com preocupação em preservar a área verde no entorno da nossa fábrica de maneira a evitar que as placas fotovoltaicas interferissem no habitat das aves. A proteção desse ecossistema pode ser medida pela quantidade de aves nativas da região, em quantidade cada vez maior, o que mostra o acerto da nossa política de sustentabilidade. Ao mesmo tempo que ampliamos a nossa matriz de energia renovável, zelamos ainda mais pela proteção do habitat das aves”, explica Leonardo Gonçalves, diretor-associado de meio ambiente da Organon Brasil.  Além disso, o entorno da reserva foi reforçado com o plantio de 481 mudas de árvores nativas para recuperar a mata ciliar do Rio Atibaia. Há um ano, eram 415. Ou seja, a Organon aumentou essa cobertura vegetal em 15,9% com espécimes como cedro-rosa, ipê-felpudo e louro-branco entre 2025 e 2026. A elas,  somam-se outras 350 na pequena floresta mantida pela farmacêutica.  “Temos uma diretriz verdadeiramente sustentável e acreditamos que estamos colaborando para a preservação do microclima local, recuperando a flora e protegendo a fauna e, assim, a própria saúde humana. E isso ficará como legado para Campinas“, conta Leonardo Gonçalves.

Esse legado também inclui a redução da emissão de gás carbônico pela Organon, na casa de 290 toneladas por ano, a partir da geração própria de energia solar. A meta é zerá-la a longo prazo.  A política de sustentabilidade da companhia ainda abrange a eficiência de seus processos industriais. Entre 2020 e 2026, o consumo de água na fábrica caiu 12% graças ao reuso e melhorias no sistema de efluente tratado, com uma economia de 4,8 milhões de litros por ano; e o de energia, 11% a partir da otimização de equipamentos de produção, evitando-se gastos de 15.400MWh anuais — o bastante para abastecer cerca de 8 mil residências, ou um município de aproximadamente 20 mil habitantes. Já a geração de rejeitos foi reduzida em 3 milhões de litros.

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