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PETROBRÁS, VIBRA E BUNGE SE UNEM PARA PRODUZIR E DISTRIBUIR COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL PARA AVIAÇÃO A PARTIR DE SOJA CERTIFICADA

Três grandes empresas, gigantes da cadeia produtiva anunciaram o primeiro Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido a partir de soja brasileira com certificação ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk. A iniciativa inédita é uma parceria entre a Bunge — empresa líder global que conecta agricultores a consumidores para fornecer alimentos, ingredientes e combustíveis essenciais para o mundo —, a Petrobrás, maior empresa brasileira e primeiro produtor de SAF na América Latina a obter a certificação internacional de sustentabilidade CORSIA para o SAF, e a Vibra, maior distribuidora de combustíveis do Brasil e líder no setor de aviação, que estão prontas para comercializar o produto para as companhias aéreas. A utilização de SAF pode ajudar o setor aéreo mundial a cumprir suas metas climáticas, impulsionando uma grande demanda por matérias-primas renováveis de baixa emissão de carbono. Esta iniciativa evidencia que a soja brasileira tem potencial de ser uma solução de matéria prima sustentável em escala para viabilizar o cumprimento de mandatos de descarbonização locais e internacionais.

Na parceria, a Bunge é responsável pela originação e certificação da soja e pela produção do óleo vegetal em sua unidade de esmagamento de Rondonópolis (MT). A Petrobrás produzirá o SAF em sua unidade de Duque de Caxias (RJ) a partir do coprocessamento deste óleo com carga de origem mineral. Já a Vibra, por meio da unidade de negócios BR Aviation, ficará responsável pela infraestrutura de distribuição e comercialização do combustível para o setor aéreo. O projeto prevê a produção e comercialização de 4 mil m³ de combustível de aviação com 1% de conteúdo renovável, volume suficiente para abastecer a operação de 1,6 mil voos entre a ponte aérea RJ-SP, sendo inicialmente ofertado no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro, onde a base de armazenamento da companhia possui a certificação ISCC EU e ISCC CORSIA, garantindo rastreabilidade total e conformidade com critérios internacionais de sustentabilidade.

Esta certificação, é  reconhecida pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), faz parte do programa CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), criado para incentivar a adoção de combustíveis renováveis na aviação global. Ela define todos os requisitos de ESG necessários para garantir que o produto seja de fato sustentável. Para recebe-la,  toda a cadeia produtiva precisa atender aos rigorosos padrões de sustentabilidade exigidos pelo CORSIA, incluindo a comprovação de que as áreas de cultivo relevantes foram convertidas antes de 2008, a garantia da total rastreabilidade da cadeia de abastecimento e a redução das emissões por meio de práticas sustentáveis, tudo isso verificado por meio de auditorias realizadas por empresas independentes.

O diferencial do biocombustível produzido a partir desse reconhecimento está exatamente nesses elevados critérios de sustentabilidade que foram atendidos pela soja brasileira, que obteve ainda a certificação low-LUC risk (mudança do uso da terra, na sigla em inglês), demonstrando ganhos de produtividade ao longo dos anos por meio de práticas de manejo sustentável, o que comprova que a commodity não está associada à abertura de novas áreas de plantio, além de ser 100% rastreada e monitorada. Além disso, as emissões associadas a produção desse biocombustível revelam-se muito inferiores aos padrões de emissão apresentados nas regulamentações internacionais de SAF. A parceria entre a Bunge, a Petrobrás e a Vibra chega ao mercado para impulsionar a descarbonização e pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 70% em comparação com a querosene de aviação tradicional (QAV), conforme apurado por metodologia de análise de ciclo de vida.

 “Os dados oficiais de lavouras brasileiras publicados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) demonstram que o ganho de produtividade da soja ao longo da última década foi maior que 20%, fruto de um extenso trabalho de desenvolvimento das melhores práticas no campo. Agora, por meio desta iniciativa inédita, a Bunge é pioneira em comprovar e certificar essa realidade, cumprindo os mais rígidos padrões internacionais de sustentabilidade para a soja“, destaca Christini Kubo (esquerda), diretora de Soluções para Combustíveis Renováveis da Bunge na América do Sul.

  “A comercialização do primeiro SAF do mundo com soja certificada com baixo risco ILUC demonstra o compromisso da Petrobras com a sustentabilidade, a transição energética e com o desenvolvimento de produtos alinhados às demandas do mercado e da sociedade. Mais que isso, também reflete nosso firme propósito de incentivar a cadeia produtiva de nossos fornecedores a adotarem práticas sustentáveis verificáveis“, afirmou a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobrás, Angélica Laureano(direita).

“A sustentabilidade é o pilar central da estratégia da Bunge. Fomos a primeira trader a assumir o compromisso voluntário de ter nossas cadeias de valor livres de desmatamento e conversão de vegetação nativa; somos a primeira exportadora global de commodities a alcançar 100% de rastreabilidade e monitoramento de nossas compras diretas e indiretas de soja em regiões prioritárias do Cerrado; possuímos fortes políticas ambientais e investimos consistentemente na promoção de práticas de agricultura regenerativa junto a nossos parceiros. Nossos clientes estão cada vez mais exigentes em termos de sustentabilidade e nos provamos eficientes em traduzir estas demandas para os nossos produtores agrícolas parceiros”, conta Christini. “Ao nos tornarmos a primeira esmagadora a fornecer soja certificada sem impacto documentado no uso da terra para a produção de SAF, estamos materializando um trabalho consistente e transparente que se desenvolveu ao longo de anos. Essa certificação reforça o posicionamento da Bunge como líder em integração e inovação no desenvolvimento de soluções de matérias-primas de baixa emissão para os mercados de renováveis“, conclui.

Como primeira distribuidora a disponibilizar SAF em escala comercial no Brasil e líder absoluta de market share no segmento de aviação, abastecendo 6 em cada 10 voos no país, a Vibra tem papel estratégico no desenvolvimento desse mercado. Além disso, é a única distribuidora com certificação ISCC EU e ISCC CORSIA na base de aviação do Galeão (obtida desde outubro de 2024 e renovada anualmente), que é a recebedora do único SAF produzido atualmente no país, pela Refinaria de Duque de Caxias da Petrobras. A Vibra é hoje a única distribuidora capaz de fornecer SAF com rastreamento da sustentabilidade de toda a cadeia produtiva e de distribuição para seus clientes. A companhia atua também na conexão entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo os custos do modelo através da otimização e reorganização de sua infraestrutura, capacidade instalada e capilaridade logística para incluir o SAF de maneira sustentável, viabilizando a comercialização, a rastreabilidade e a distribuição do biocombustível para o abastecimento de aeronaves. A iniciativa fortalece a preparação do setor para o mandato compulsório de SAF previsto para iniciar em 2027 e está alinhada à estratégia da Vibra de ampliar a oferta de soluções de descarbonização para seus clientes, contribuindo para o desenvolvimento de uma cadeia nacional mais robusta e competitiva.

 “A Vibra está, mais uma vez, na linha de frente da construção do mercado de SAF no Brasil, como parte essencial da cadeia, demonstrando sua força na distribuição e transformando iniciativas inovadoras como esta, em parceria com Bunge e Petrobras, em soluções concretas para nossos clientes. Este projeto reforça nosso compromisso em fornecer as ferramentas necessárias para a transição energética no setor aéreo, impulsionando o desenvolvimento de uma cadeia nacional sustentável e preparando o mercado para o futuro do combustível sustentável de aviação no país“, afirma Daniel Drumond(esquerda), vice-presidente de Operações da Vibra.

Por conta de sua posição estratégica na cadeia agroalimentar global, a Bunge atua para engajar e instrumentalizar os produtores rurais, apoiando seus esforços de transição para uma agricultura de baixo carbono. Por meio de seu Programa de Agricultura Regenerativa, a empresa promove ganhos sustentáveis de produtividade, garantindo maior disponibilidade de matérias-primas sem expansão em áreas de vegetação nativa e sem competir com os mercados de alimentos e ingredientes para nutrição animal. O programa oferece suporte técnico para certificação, ferramentas, produtos e serviços, promovendo o aumento da produtividade e a redução de custos por meio de práticas que ajudam a melhorar a fertilidade do solo, aumentar o potencial de armazenamento de carbono no solo, promover a diversidade biológica, melhorar a retenção e a infiltração de água no solo e otimizar o consumo de energia e a gestão de insumos agrícolas.

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