NAO DELETAR
HMFLOW

OS ESTADOS UNIDOS, ISRAEL E O LÍBANO FAZEM, UM ACORDO HISTÓRICO PARA ELIMINAR O GRUPO TERRORISTA HEZBOLLAH

O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, conversa ao lado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do conselheiro do Departamento de Estado, Daniel Holler, e da embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh, durante uma reunião no Departamento de Estado em Washington, DC, EUA

Os Estados Unidos, Israel e o Líbano assinaram acordo trilateral com o objetivo de desmantelar o grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã. O acordo define um processo estruturado para desarmar e desmantelar a infraestrutura terrorista e permitir que as Forças de Defesa de Israel se retirem do Líbano assim que a ameaça representada pelos terroristas seja  eliminada. Segundo um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, o acordo também estabeleceu um Grupo de Coordenação Militar trilateral para o Líbano (MCG4L), facilitado pelos EUA, para garantir a implementação da estrutura. Os EUA também tomarão medidas para melhorar as capacidades das Forças Armadas Libanesas e apoiar os esforços militares libaneses contra o Hezbollah. Além disso, os EUA prometeram contribuir com US$ 100 milhões para assistência humanitária, a ser coordenada com as Nações Unidas. O Secretário de Estado Marco Rubio elogiou as lideranças e delegações israelenses e libanesas por sua participação nas negociações e pela assinatura do acordo. Embora Rubio tenha observado que ainda há muito trabalho pela frente, ele destacou a importância da estrutura e afirmou que os EUA se sentem “honrados por terem participado da sua concretização. Hoje é o primeiro passo. Este primeiro passo às vezes é o mais difícil, mas é um passo importante e que demos juntos. Um futuro de paz, um futuro de prosperidade, um futuro de coexistência mútua”.

Durante a assinatura dos acordos, o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, elogiou a cooperação trilateral como um passo histórico rumo à paz entre Israel e o Líbano. “Em minhas observações iniciais, há quatro dias, expressei preocupação com o fato de esse trem estar descarrilando, de que o Irã e seus aliados desejavam um desastre.” Ele prosseguiu descrevendo que, por meio do trabalho de todos os envolvidos nas negociações, “colocamos o trem de volta nos trilhos e ele está seguindo na direção certa, rumo a uma paz verdadeira, onde ambos os países viverão em segurança, onde a soberania de Israel e do Líbano será respeitada, honrada e protegida”.

O Primeiro Ministro de Israel, Benjamnn Netanyahu respondeu ao anúncio em uma mensagem de vídeo descrevendo a estrutura como “uma grande conquista para o Estado de Israel”. Netanyahu afirmou que, a partir da assinatura do acordo, Israel “permanecerá na zona de segurança no sul do Líbano e coordenará a retirada das tropas israelenses da área, enquanto o exército libanês trabalha para desarmar o Hezbollah e estabelecer o controle sobre o território. Estamos estabelecendo duas zonas piloto, ambas baseadas nas recomendações das Forças de Defesa de Israel (IDF)”, explicou Netanyahu. “Uma zona está localizada inteiramente fora da zona de segurança, ao sul do rio Litani, enquanto a outra é uma pequena área ao norte do Litani, parcialmente dentro da zona de segurança ampliada, que as IDF afirmaram não necessitar. O primeiro-ministro concluiu reafirmando que as Forças de Defesa de Israel manterão a zona de segurança original e enfatizou as prioridades de segurança de Israel, declarando: “E o mais importante é que Israel está dizendo: nossa segurança vem em primeiro lugar.”

A REAÇÃO DOS TERRORISTAS

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo Israel-Líbano, chamando-o de “humilhação.” Ele afirmou que o acordo entre Israel e Líbano, apoiado por Washington, é “nulo” e alertou que condicionar a retirada de Israel do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah ultrapassa “linhas vermelhas”. Qassem falou neste sábado (27) que o acordo-quadro entre Israel e Líbano, assinado em Washington, é uma rendição de soberania, e que deveria ser substituído pelo memorando Irã-Estados Unidos.  Em um comunicado, o líder terrorista disse que  qualquer tentativa de vincular a retirada de Israel do sul do Líbano ao desarmamento do grupo ultrapassava linhas perigosas: “Dizemos às autoridades libanesas: é hora de vocês se retratarem dos pecados que estão destruindo o Líbano.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários