MEDO DAS SANÇÕES AMERICANAS FAZ GOVERNO CUBANO APRESSAR VENDA DE TODOS OS BENS DA GAESA, A EMPRESA DOS DITADORES
O conglomerado militar GAESA, comandado pelos ditadores cubanos, está vendendo os ativos do Terminal de Contêineres de Mariel e se retirando da joint venture do Centro Empresarial de Miramar. Essas ações vieram depois da pressão dos Estados Unidos que prometeu congelar os bens da empresa que controla grande parte da economia da ilha. Tudo que é negociado em dólar na Ilha pertence a GAESA, que recolhe uma parte do dinheiro arrecadado para depositar em contas secretas no Panamá. A GAESA, diante da promessa americana, começou a se desfazer de algumas de suas empresas. ,A GAESA foi o principal alvo das amplas sanções econômicas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 1º de maio.
As sanções também puniram empresas estrangeiras e companhias de navegação que trabalham com a GAESA, levando a um êxodo de investidores em meio ao bloqueio
parcial de combustível imposto por Washington. A Terminal de Contenedores Mariel, que faz parte do braço logístico da GAESA e opera o maior porto comercial de Cuba, Mariel, construído com dinheiro brasileiro do BNDES e que jamais foi pago pelos cubanos, com a aprovação do calote pelo Presidente Lula. A empresa Terminal de Contenedores Mariel vendeu seus ativos para a empresa comercial Coral Marítima, no dia 16 deste mês. A Coral Marítima, que faz parte de um grupo empresarial portuário estatal, gere investimentos no setor de transporte marítimo, mas não está oficialmente ligada ao conglomerado militar.
O conglomerado militar também se retirou de uma joint venture que administra o novo Centro Empresarial Miramar em Havana , onde várias empresas estrangeiras têm sede. O fundo CEIBA Investments, com sede em Guernsey, que administrava o centro empresarial em conjunto com a GAESA, indicou em seu site que agora detém uma participação de “100%” nas instalações. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou a GAESA um “estado dentro do estado” que “acumula os lucros de seus negócios em benefício de uma pequena elite” em Cuba. O Departamento de Estado estima que a GAESA controla entre 40% e 70% da economia da ilha. Após décadas em que os cubanos receberam pouca informação sobre o conglomerado militar, o regime publicou recentemente uma declaração negando que a entidade atue como um Estado paralelo e apresentando-a como benfeitora da população.
VIOLÊNCIA CONTRA OS PROTESTOS
A ditadura cubana não sabe fazer outra coisa senão agir com violência contra a população. Sem solução para a crise, o regime responde com armamento pesado a um
protesto com panelas em Santiago de Cuba. Enquanto os cubanos protestam contra os apagões em Havana e Santiago, a resposta repressiva do regime aos protestos, que se tornaram tão rotineiros em Cuba quanto os apagões de mais de 20 horas, intensificou-se com o uso de agentes armados com fuzis. No bairro de Chicharrones, em Santiago, vários jovens realizaram, na noite de ontem (29), um dos protestos com panelas, que se tornaram a forma mais comum de expressar o descontentamento com os longos cortes de energia.
As panelas e frigideiras estavam batendo há vários minutos quando um esquadrão dos Boinas Negras chegou ao local portando armas longas, em meio à operação implantada para conter o protesto. Testemunhas dos acontecimentos
asseguraram que os agentes uniformizados estavam tentando “intimidar os manifestantes, que até aquele momento expressavam seu descontentamento batendo panelas e frigideiras na rua e em suas casas”. Embora outros protestos em Cuba durante 2026 tenham relatado tiros para o ar, o destacamento de agentes uniformizados com armas longas levanta a questão de se existem ordens para abrir fogo contra a população desarmada. O secretário do PCC e outros funcionários, incluindo um tenente-coronel, estiveram presentes, relatou uma das mulheres presentes.
Enquanto os cubanos vivem presos em uma espiral de apagões, fome e escassez de água, e protestos cada vez mais
frequentes, a União dos Jovens Comunistas, organização oficial do partido, publicou um vídeo de aproximadamente meio minuto no qual convidava a população a aproveitar o verão e demonstrava seu completo distanciamento da realidade do país. “Chegou o verão, a estação mais esperada do ano! Sol, praia, música, amigos e o momento perfeito para curtir e recarregar as energias“, diz o texto que acompanha o vídeo, que mostra um país muito diferente daquele que a maioria dos cubanos sofre. “Que cada dia seja uma oportunidade para criar memórias inesquecíveis e celebrar a vida”, apela a organização, enquanto para os cubanos, a miséria piora a cada dia. “Que a diversão comece!“, conclui a publicação, à qual os usuários responderam com indignação e sarcasmo.

publicada em 30 de junho de 2026 às 19:00 




