PESQUISAS PRODUZIDAS PELA CEPETRO PARA O SETOR DE PETRÓLEO GANHAM IMPULSO COM A POSSE DE ALESSANDRA GOMES NA DIREÇÃO
O Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) da Unicamp, em Campinas, passará a ter a direção da pesquisadora Alessandra Davolio Gomes, nos próximos quatro anos. Ela terá a missão de conduzir uma nova etapa de crescimento, diversificação e fortalecimento institucional de uma das maiores estruturas de pesquisa aplicada em petróleo e energia do Brasil. Com mais de 20 anos de experiência nas áreas de reservatórios e energia, Alessandra construiu uma trajetória que combina atuação acadêmica e experiência na indústria. Formada pela Unicamp, onde concluiu a graduação, o mestrado e o doutorado, atuou por cerca de quatro anos no setor energético, incluindo uma passagem pela Petrobrás, antes de desenvolver sua carreira no CEPETRO. Sua atuação se concentra na integração entre geociências, engenharia e ciência de dados, com pesquisas voltadas à sísmica 4D e à simulação de reservatórios e projetos realizados em parceria com grandes empresas do setor energético.
A chegada dela à direção ocorre em um momento de expansão do CEPETRO. Apenas em 2025, o Centro iniciou 36 novos projetos de pesquisa e desenvolvimento,
atingindo R$ 189 milhões em novos investimentos. Atualmente, mantém 91 projetos em andamento, reúne mais de 700 pesquisadores, estudantes e profissionais e articula atividades de pesquisa envolvendo cerca de 80 docentes e pesquisadores de dez unidades da Unicamp. Entre as prioridades da nova gestão está a ampliação da atuação do CEPETRO em áreas ligadas à transição energética. “Hoje, cerca de 20% dos novos projetos do Centro já estão relacionados a esses temas. Nosso objetivo é
fortalecer essas frentes de pesquisa, ampliar parcerias e posicionar o CEPETRO cada vez mais como uma referência em soluções para os desafios energéticos do futuro. O crescimento do CEPETRO exige que avancemos também na modernização da gestão e na organização interna. Precisamos garantir que nossa estrutura acompanhe a expansão das atividades de pesquisa, criando condições para que pesquisadores, estudantes e equipes técnicas possam atuar com ainda mais eficiência. Ao mesmo tempo, queremos fortalecer a integração entre universidade, indústria e sociedade, ampliar parcerias nacionais e internacionais e buscar novas fontes de financiamento para pesquisa.”

publicada em 3 de julho de 2026 às 17:00 




