VAGAS PARA ESTÁGIOS MARCAM O FIM DE SEMANA NO MERCADO, MAS A PETROBRÁS DESTOA COM OPORTUNIDADES DISCRIMINATÓRIAS
Olhando assim, de longe, bem de longe, até parece uma coisa boa, positiva, o anúncio feito pela Petrobrás abrindo 1.500vagas, mas só para mulheres negras. A maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo, parece ter se aliado a pauta woke para se mostrar ao público “politicamente correta” e transformar mais uma iniciativa discriminatória, em simples oportunidades. Na verdade, a empresa está descumprindo a própria Constituição Brasileira com esta iniciativa. E a coisa é ainda pior porque ela está associada a uma outra estatal, o CNPQ. para divulgar “oportunidades” para “jovens negras” durante três anos do ensino médio, a empresa pode até estar tentando mostrar um desejo de incluir. Mas, ela também está excluindo as outras raças existentes que convivem no país.
A empresa está ostensivamente se mostrando discriminatória, fazendo distinção por cor da pele. Atitudes assim foram previstas e condenadas por aqueles que participaram da Assembleia Constituinte de 1988. A Constituição, que foi elaborada durante meses de trabalho, após longos debates, reúne as regras de conduta que devem ser seguidas por todos os brasileiros. E não há jeitinho para ignora-la. Por ninguém. Ainda mais por uma empresa estatal, que deveria dar bons exemplos. Mas, a ação da Petrobrás e do CNPQ, só demonstra que todos nós precisam estar bem atentos. A escolha por beneficiar uma raça, beneficia uns, mas maltratam outros. Só para lembrar o que está previsto no Artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.” Será que existe interpretação para um texto tão óbvio? Como ficarão as pessoas, brancas, pardas, indígenas, quilombolas, mamelucas? É simples. E como ficarão as pessoas que serão escolhidas sabendo que a preferência por elas não por seus talentos, mas apenas porque são negras?
Basta seguir e lei maior do país. Veja este exemplo: A Justiça Federal de São Paulo negou um pedido liminar do Ministério Público Federal (MPF) que obrigaria o Hospital Albert Einstein a adotar cotas imediatamente em seu processo seletivo de residência médica. O pedido do MPF determinou que 55% das vagas de residência médica fossem destinadas às pessoas negras, pardas, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans, independente de suas qualificações. O juiz Guilherme Markossian de Castro Nunes, 8ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF) desobrigando o hospital a cometer este absurdo. Quem, na verdade, escolheria um médico por ele ter sido aprovado por estar dentro das cotas determinadas e não por seu conhecimento?
A proposição da Petrobrás e do CNPQ é tão discriminatória, que o Petronotícias não vai reproduzi-la.
NOTA PETROBRÁS – A assessoria da Petrobrás enviou a seguinte nota: “A Petrobrás esclarece que não há qualquer inconstitucionalidade na iniciativa. O programa está em conformidade com a Constituição Federal, com a legislação brasileira e o entendimento dos Tribunais Superiores, que admitem a adoção de ações afirmativas para ampliar a inclusão e promover a igualdade de oportunidades.”
NOTA REDAÇÃO – Mesmo dizendo que “não há inconstitucionalidade“, a empresas não apresenta qualquer artigo da Constituição Brasileira que comprove esta afirmação. Ao contrário do Petronotícias: Artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.” Não há dúvidas neste trecho e não há possibilidade de qualquer interpretação. Não está escrito que… “Salvo quando” ou ” Mas se for negro, branco, indígena …” A empresa estatal deveria ser a primeira a zelar por cumprir a Lei Maior do país. A Petrobrás inclui pessoas a quem considera desprotegidas, por alguma razão, e exclui frontalmente outras que ela considera privilegiadas, também por alguma razão. A lei é para todos. Sem ela, acontece o que está acontecendo neste caso. Alguns são beneficiados e outros são prejudicados. Em relação a afirmação sobre ” o entendimento dos Tribunais Superiores”, o que temos visto é que um juiz, mesmo se colocando como vítima, ele mesmo investiga, ele mesmo julga, ele mesmo dá a sentença. Se alguém concorda com este tipo de justiça, certamente aprova em beneficiar algumas pessoas pela cor da pele, em detrimento de outro ser humano.
ESTÁGIOS NA LIGHT
A Light está com inscrições abertas para a segunda edição de 2026 do seu Programa de Estágio. Ao todo, a distribuidora de energia oferece 32 vagas para estudantes do
ensino superior, sendo 31 oportunidades para atuação no Rio de Janeiro e uma para Engenharia Elétrica em Piraí, no Sul Fluminense. Os interessados podem se candidatar até 24 de julho. Para participar da seleção, é necessário ter previsão de formatura a partir de dezembro de 2027, disponibilidade para estagiar presencialmente seis horas por dia e conhecimentos em Pacote Office. Os selecionados receberão bolsa-auxílio compatível com o mercado, vale-alimentação e/ou vale-refeição, assistência médica e vale-transporte. Todas as vagas também são destinadas a pessoas com deficiência (PCDs).
“Buscamos estudantes que queiram aprender, inovar e contribuir para os desafios do setor elétrico. Ao longo da jornada, eles têm a oportunidade de vivenciar o dia a dia da companhia, desenvolver competências técnicas e comportamentais, além de construir uma trajetória profissional em um ambiente colaborativo”, destaca a gerente de Gente e Cultura da Light, Adriana Queiroz. As oportunidades são destinadas a estudantes que estejam cursando, a partir do terceiro semestre, os cursos de Administração, Arquivologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Estatística, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Engenharia Industrial, Engenharia Mecânica, Engenharia/Ciência da Computação, Engenharia de Software, Gestão de Recursos Humanos, Logística, Marketing, Matemática, Pedagogia, Psicologia e Sistemas da Informação. As inscrições devem ser feitas pela plataforma de recrutamento da empresa:
https://talentoslight.gupy.io/jobs/11555678
SCHENEIDER
A Scheneider Eletric anuncia a abertura das inscrições para o programa “Go Green Student Competition 2026”, iniciativa global da companhia que incentiva estudantes e jovens empreendedores a desenvolverem soluções inovadoras para desafios energéticos reais enfrentados por comunidades ao redor do mundo. Com o tema “Energy Tech for Local Impact” (Tecnologia Energética para Impacto Local), a edição deste ano convida os participantes a criarem propostas focadas no acesso, eficiência e confiabilidade de energia enfrentados por uma comunidade específica e, a partir disso, desenvolver uma solução de energia limpa que responda diretamente a esse problema. As ações devem priorizar elementos como a geração de impacto, considerando de forma integrada a lacuna energética, a viabilidade do modelo de negócio, os ganhos de eficiência, o resultado esperado, o uso de soluções digitais e o design da solução em conjunto com a comunidade envolvida. A competição é apoiada pelos programas Youth Education & Entrepreneurship e Access to Energy, da Schneider Electric, e está aberta a
estudantes de graduação e pós-graduação, entre 18 e 30 anos, de qualquer país. As inscrições podem ser realizadas até 28 de agosto de 2026.
Os projetos deverão ser submetidos até essa mesma data. Em setembro, terá início a fase de avaliação, que selecionará as dez melhores equipes para uma etapa de mentoria da Schneider Electric. Os três finalistas serão definidos em novembro e disputarão a final global da competição em dezembro, quando será anunciada a equipe ganhadora. Os vencedores dividirão um prêmio total de 10 mil euros – 6 mil euros para o primeiro lugar, 2,5 mil euros para o segundo e 1,5 mil euros para o terceiro.
“O Go Green reforça o compromisso da Schneider Electric com a formação da próxima geração de talentos e a democratização do acesso às oportunidades criadas pela transição energética. Ao conectar estudantes a desafios reais do setor, a competição estimula a inovação, o empreendedorismo e o aperfeiçoamento de soluções capazes de gerar impacto positivo nas comunidades”, diz Enrique Olmedo Plata, vice-presidente de Recursos Humanos da Schneider Electric na América do Sul.
COPEL
A Copel lançou o Desafio de Inovação 2026. Com inscrições abertas até 13 de julho, a iniciativa busca estimular o desenvolvimento de propostas que ampliem a excelência operacional da companhia. A novidade, em relação ao ano passado, é a possibilidade de participação de parceiros externos como empresas, startups, institutos de pesquisa e universidades. Os projetos inovadores apresentados devem estar alinhados a um conjunto de 16 focos prioritários definidos pela empresa. São temas como automação de rede, confiabilidade do sistema elétrico, experiência do cliente, gestão inteligente de estoques, logística e mobilidade de campo, redes inteligentes e segurança operacional e do trabalho, entre outros.
Segundo o vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital da Copel, Diogo Mac Cord, a expectativa é transformar boas ideias em soluções concretas. “Queremos algo que possa ser implementado e que, de fato, ajude a Copel a alcançar a excelência operacional com foco no cliente. Nosso objetivo é que o consumidor reconheça a Copel como a melhor empresa de energia elétrica do Brasil.”O regulamento completo e o cronograma da iniciativa estão disponíveis no site https://copelinova.com/

publicada em 4 de julho de 2026 às 4:00 





Não sei qual a intenção deste artigo, não existe ilegalidade nenhuma nesta seleção, e o autor confunde infaltilmente igualdade formal da CF com igualdade material, Igualdade material significa “tratar os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades”
Petronotícias está coreto em apontar as ilegalidades do processo seletivo. Parabéns!