O CAOS EM CUBA É O QUE A HISTÓRIA JULGARÁ COMO RESULTADO DO REGIME SOCIALISTA DE FIDEL CASTRO IMPOSTO DURANTE 67 ANOS A UM PAÍS
Cuba está vivendo o auge do socialismo e com o julgamento da História batendo à porta principal. Quem conhece só de ouvir falar este tipo de regime político e repete as mesmas palavras que o defendem ou mesmo aqueles que querem conhecer de perto, conviver e saber na pele se ele dá certo ou não, ali no dia a dia, está perdendo uma oportunidade de ouro: conhecer Cuba e conviver com a população cubana. Mas, quem quiser fazer isso, deve correr. O socialismo está sobrevivendo aos seus últimos dias na Ilha do Caribe e, de certo, perto de ser extirpado da vida dos sofridos cubanos. E o encontro com esta realidade já será na forma de se chegar até Havana, a capital do país. As dificuldades começam a aparecer daí. As companhias aéreas suspenderam os voos pra lá porque a ilha não tem combustível de aviação comercial para abastecer as aeronaves para o voo de retorno.
Cuba tem apenas uma refinaria, mas ela só funcionava mesmo de favor, recebendo de graça o petróleo pesado da Venezuela, concedido desde o ditador Hugo Chavez, que morreu em 5 de março de 2013, aos 58 anos, na cidade de Caracas, vítima de câncer. Nicolás Maduro, assumiu o poder e seguiu as recomendações de Chavez, dando o petróleo e a Nafta para ser refinado em Havana. Isso aconteceu até o dia 3 de janeiro deste ano, quando ele e a mulher foram presos pelas tropas americanas, acusados por uma série de crimes. Desde liderar os cartéis militares ligados a droga e ao ouro, até assassinatos de presos políticos.
Na verdade, o petróleo não era, bem assim, de graça. Havia um custo. Ele servia de permuta, na troca por serviços de inteligência e proteção realizado por militares cubanos de alta patente. Diosdado Cabello, político, engenheiro e militar (capitão reformado) venezuelano, ainda é considerado uma das figuras mais poderosas e antigas do chavismo. Ele atualmente ocupa o cargo de Ministro do Interior, Justiça e Paz. Ainda permanece no governo e é uma das personalidades mais visadas pelo governo dos Estados Unidos, que o acusa de narcotráfico e oferece uma recompensa de US$ 25 milhões por sua captura. Dentro do acordo entre os dois países, também tinha o Programa MAIS MÉDICOS, semelhante ao que o Brasil tinha e foi extinto pelo ex-presidente Bolsonaro.
Tentou ser reavivado plo governo Lula, mas não deu certo. Alguns médicos, enfermeiros e atendentes eram enviados para Venezuela para atender pessoas carentes e doutrina-las politicamente e receber remédios, em geral, apenas para dores. O governo venezuelano pagava em dólar pelos serviços de cada um. Uma pequena parte ia para os profissionais e a grande parte era dividido entre a OPAS, em Miami, e pela GAESA, de Cuba. No dia da prisão do ditador Nicolás Maduro pelos SEALS dos Estados Unidos, 36 oficiais da guarda de Maduro, foram mortos e seus corpos levados em pequenos caixões para Havana, para serem sepultados.
O PODER DA NARRATIVA
A narrativa da esquerda socialista difundida para os países latinos, principalmente para os participantes da esquerda no Brasil, era de que a medicina cubana estava na ponta, era de primeira linha e que os médicos cubanos estavam entre os melhores do mundo, tinham cura para inúmeras doenças, mas tinham que lutar contra o poder dos “laboratórios internacionais imperialistas”, principalmente, como gostam de dizer, estadunidense. Mas a realidade é bem diferente. Há médicos que até podem e devem mesmo ser bons profissionais, com
amor pela profissão. Mas os recursos para trabalhar é quase zero. Não há laboratórios de pesquisas e muito menos insumos para os laboratórios que já existiram e que hoje não existem mais. Não há gaze, algodão, esparadrapo, injeções, remédios, qualquer tipo de produto confiável de higiene para esterilização de roupas e equipamentos usados. Não há luvas, lâmpadas e nem papel higiênico. Mas, nas universidades brasileiras, a medicina cubana é tido como muito mais desenvolvida do que a brasileira. É a narrativa sendo colocada por professores treinados pela esquerda.
O PODER CORRUPTO
Fidel Castro, Raúl Castro e o argentino Ernesto Che Guevara, os grandes símbolos da revolução cubana que tirou um ditador corrupto do poder em 1959, Fugêncio Batista, foram a grande esperança dos cubanos durante uma época em que tiveram apoio da antiga União Soviética. Mas a realidade chegou sem falta e foi mais dura ainda. Guevara, depois de assassinar muitos cubanos acusados de traição, saiu pelo mundo para fazer a revolução cubana uma realidade em outros países. Durou pouco. Em 9 de outubro de 1967, ele foi executado por soldados do Exército boliviano na cidade de La Higuera, na Bolívia, um dia após ser capturado em combate com o apoio de agentes da CIA. Fidel Castro e os escolhidos por ele, como seu irmão Raul Castro, passaram a comandar o país com as mãos de ferro
ainda mais pesadas do que antes. E demorou bem pouquinho para elas ficassem completamente ensanguentadas, consequências das perseguições, prisões, torturas de cubanos que se decepcionam e passaram a pensar diferente da cúpula governista. Milhares de homens e mulheres foram presos. Hoje, 67 anos depois, a realidade ainda é a mesma. A diferença é que os cubanos não buscam mais a liberdade arriscando a própria vida e da família, fugindo em balsas improvisadas enfrentando os tubarões até Miami e os soldados da Marinha cubana, que metralhavam a todos que eram encontrados tentando uma vida melhor. Uma carnificina. Uma vergonha para humanidade.
Mas as fugas desesperadas de cubanos ainda Hoje são uma realidade. Eles Deixam pra trás as famílias, que acabam perseguidas pela ditadura sanguinária do governo. Na semana passada, atletas cubanos que desertaram durante o Campeonato Mundial de Canoagem de Velocidade, em Montreal, subiu para nove, e entre eles está Yisnolis López, que foi coroada campeã da Copa do Mundo, em maio, ao lado da multimedalhista Yarisleidi Cirilo. Assim, dos 12 atletas que foram à cidade canadense para representar Cuba, apenas três permanecem na delegação da ilha.
Atualmente até jovens são presos e torturados. O símbolo da oposição atual é o jovem Jonathan David Muir Burgos(esquerda), um jovem cristão de 16 anos, foi preso em Cuba após participar de manifestações pacíficas em março de 2026, na cidade de Morón, contra a escassez de alimentos e longos apagões. Detido injustamente por suposta sabotagem, ele foi mantido em uma prisão de segurança máxima para adultos. Fidel Castro e seu poder expulsaram as empresas
americanos e suas famílias, além das inúmeras empresas americanas, como a ExxonMobil (Esso, na época). Tomaram
suas casas e distribuiu pela cúpula da ditadura. Até hoje, essas casas são ocupadas pelos líderes civis e militares, mas a reação do governo Trump, as quer de volta com todas as indenizações pagas. A cada empresa americana, a cada família. Fidel Castro lambeu e sentiu o gosto do poder. Se Dom Pedro, no Brasil, declarou “ Independência ou Morte” ao governo português, o Brado de Havana foi “Daqui não saio, daqui ninguém me tira.”
E não tirou mesmo. Desde que assumiu o poder, nunca mais saiu. Apropriou-se do que era dos outros, enriqueceu toda sua família que até hoje vive do bom e do melhor e deixou para a população o que há de pior. Ele morreu em Havana aos 90 anos, de causas naturais, no dia 25 de novembro de 2016. Depois disso, muitos familiares dos líderes da ditadura cubana Saíram de Cuba e foram viver nos Estados Unidos e em Madrid, na Espanha, principalmente. A GAESA, um conglomerado militar criado em 2011 por Raul Castro, para administrar todos os negócios do país que eram feitos em dólar. Parte do lucro era desviado para contas secretas descobertas pela inteligência americana no Panamá. O genro de Raúl Castro, o general de divisão Luis
Alberto Rodríguez López-Calleja, comandou a GAESA até a sua morte, em 2022. Após o seu falecimento, a presidência da GAESA passou a ser ocupada pela generala-de-brigada Ania Guillermina Lastres.
As mãos da GAESA estavam em todos os bons negócios da Ilha. Desde as cadeias de hotéis que exploravam o turismo, entregues à empresas espanholas e canadenses, até o combustível

Charutos. A garantia cubana, aceita por Lula e BNDES, pelo empréstimo para construir o Porto de Mariel
dos aviões que eram abastecidos no posto do aeroporto de Havana, assim como os navios que aportavam no Porto de Mariel, construído pelos bilhões dos impostos dos trabalhadores brasileiros, autorizados pelo Presidente Lula, que jamais foram pagos ao BNDES. O governo de Lula aceitou o risco de não receber o que emprestou tendo aceitado como garantia os charutos cubanos produzidos na ilha. Com a descoberta dos poderes da GAESA, que enriqueceu as famílias dos líderes da ditadura castrista, o governo americano sancionou o conglomerado, com a promessa de fazer as mesmas coisas com quem tivesse qualquer tipo de relacionamento com ele. O resultado foi o afastamento de todas as empresas estrangeiras do país, principalmente as cadeias os hotéis, que estão abandonados.
O CAOS POLÍTICO
Desde a prisão de Nicolás Maduro, Cuba passou a ser sancionada pelos Estados Unidos para receber petróleo do exterior. Este é o início do fim do socialismo cubano.
Desde o dia 3 de janeiro deste ano, Cuba só recebeu dois navios com petróleo. Um mexicano, autorizado pela presidente Claudia Schinbaum(direita), e um outro russo, autorizado pelos Estados Unidos. Trump deu a possibilidade para presidente do México escolher o parceiro comercial do México, se fizesse outra doação de petróleo novamente: Estados Unidos ou Cuba. Ela escolheu os americanos.
Um terceiro navio petroleiro russo, desautorizado pelos americanos, tratou de voltar de onde veio, dos Urais, na Rússia. Depois disso, os Estados Unidos aportaram o porta aviões Nimitz, dois destróiers e um submarino no Mar do Caribe, bem perto de Cuba. Assim como Maduro e Lula, o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, passou a proferir com frequência algumas bravatas contra os Estados Unidos, Donald Trump e contra o secretário Marco Rubio, mas sem nenhum efeito. Recentemente disse que faria algumas mudanças econômicas, mas que o regime socialista castrista permaneceria. Chegou a convocar uma passeata depois que os Estados Unidos acusaram e indiciaram Raul Castro por ordenar

Indiciado como mandante da derrubada de dois aviões com ajuda humanitária, Raul Castro pode ser preso pelos americanos
que dois MIGs da Força Aérea derrubassem dois pequenos aviões com quatro cubanos, que levavam ajuda humanitária em 1996 para a sofrida população cubana. Os dois aviões do grupo “ Irmãos de Resgate” foram derrubados em águas internacionais entre Miami e Havana, matando os cubanos que viviam em Miami Carlos Costa (29 anos); Armando Alejandre (45 anos); Mario de la Peña (24 anos) e Pablo Morales (30 anos).
A situação final de Cuba ainda não se resolveu devido a atenção americana voltada principalmente para a guerra contra o Irã. Mas ela vai se resolver. Os americanos estão dando um espaço para ver se a população, por si só, chegue a um ponto em que não haverá mais o que fazer a não ser continuar a se viver o que está se vivendo ou encarar o poder cruel da ditadura castrista. Hoje, a realidade da população cubana tem algumas realidades severas. A agricultura cubana, que era um expoente na produção de cana de açúcar, praticamente não existe. Quem ainda tem um pedacinho de terra, planta culturas de subsistência e tenta vender nas ruas, como legumes e frutas.
Toda reserva de petróleo do país – salvo a dos militares – praticamente terminou. As termelétricas já quase não tem capacidade de geração sem combustível. O país está
mergulhado também neste tipo de escuridão. Sem combustível, toneladas e mais toneladas de lixo são jogadas e deixadas nas ruas sem que o poder público faça o recolhimento e as deixa se acumulando, atraindo bichos e pessoas famintas em busca de qualquer coisa. Sem gás, as pessoas estão destruindo as próprias casas para cozinharem. Janelas, portas e até móveis. A água é escassa, porque as bombas não podem ser ligadas. Nas casas, elas quase não chegam e nos caminhões pipa de distribuição, é um martírio. Com tudo isso, quase não há trabalho. É um caos. Nas residências dos líderes, nada falta. Nem energia. Toda doação de produtos alimentícios, é distribuída pelo governo, que prioriza as famílias dos líderes e os quartéis militares. O que sobra, é distribuído para as populações de
cidades escolhidas e alternadas.
Mesmo assim, ainda há quem defenda as ideias de Fidel e as práticas de Raul Castro, que vive em uma bolha protegida por dezenas de seguranças militares fortemente armados, comandados por seu neto, o coronel Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido coo El Cangrejo, e todo este terror que eles levaram para a vida de milhões de cubanos de boa índole. O regime castrista é defendido, em sua grande maioria, por aqueles que não o enfrentam. Quando Fidel era vivo, por seu magnetismo, encantava mais. E mesmo vendo a realidade do povo, não tinham a coragem de dizer a verdade ou enfrenta-lo. Até mesmo artistas brasileiros. Alguns, nunca visitaram a ilha, mas exaltam o socialismo. E o trágico disso é que 


a realidade das vidas de alguns expoentes, casos emblemáticos, defendem a esquerda, o socialismo, levantam bandeiras de movimentos que invadem e depredam propriedades, mas fixam as próprias residências em áreas nobres e, muitas vezes no exterior. Capitalismo para eles, socialismo para a população cubana. Se isso é hipocrisia, receberá o mesmo julgamento da História moderna, que coloca o socialismo no banco dos réus, e também colocará as atitudes de pessoas assim. Não é uma particularidade brasileira, mas de muitas personalidades internacionais. Em geral, aquelas que obtém algum tipo de lucro com este tipo de apoio. São cooptadas pela fantasia, mas nunca viveram ou viverão a realidade macabra de povos perseguidos por dirigentes políticos insensíveis, corruptos e, acima de tudo, violentos sanguinários.

publicada em 20 de julho de 2026 às 4:00 












Matéria espetacular. Ainda bem que os Estados Unidos ema dupla Trump-Rubio estão empenhados e m acabar com este martiriio . Esta insanidade