OS ESTADOS UNIDOS ATACAM PELA DÉCIMA NOITE SEGUIDA O IRÃ E PREÇO DO BARRIL JÁ PASSA DOS US$ 90
A escalada da guerra no Oriente Médio traz novos efeitos para o mercado internacional de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que realizou, na noite de segunda-feira (20), uma nova rodada de ataques contra alvos militares no Irã. A ofensiva teve como foco centros de comando, capacidades marítimas, sistemas de defesa aérea e locais de lançamento de mísseis e drones, com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de promover ataques contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
No mercado, os desdobramentos da guerra já escalaram ainda mais os preços do petróleo. Na manhã desta terça-feira (21), o barril Brent já estava sendo negociado a quase US$ 91. Já o barril do tipo WTI estava cotado a US$ 84.
A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que recebeu relatos de um incidente ocorrido a cerca de oito milhas náuticas a nordeste de Limah, em Omã, no Estreito de Ormuz. Segundo a entidade, um navio-tanque comunicou pelo canal 16 de rádio VHF que foi atingido por um projétil de origem desconhecida. Em atualização posterior, a UKMTO informou que, de acordo com o oficial de segurança (CSO) da embarcação, a tripulação abandonou o navio e está em segurança em um bote salva-vidas.
A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que está monitorando de perto a situação do mercado de petróleo após os recentes desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Segundo a entidade, a escalada das hostilidades que afetam o Estreito de Ormuz e a infraestrutura energética da região aumentou as preocupações com a segurança do abastecimento e ampliou a incerteza sobre as perspectivas do mercado.
Além disso, a entidade lembrou que as ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou uma rota cada vez mais importante para contornar Ormuz, agravam ainda mais esse cenário. Para lembrar, o grupo rebelde Houthis anunciaram fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, que separa os continentes asiático e africano, ligando o Mar Vermelho ao Oceano Índico por meio do Golfo de Áden.
Apesar disso, a AIE avalia que, por enquanto, o mercado de petróleo bruto continua amparado por diversos fatores que ajudam a limitar os impactos da crise. A agência alerta, porém, que não há espaço para complacência diante da intensificação do conflito e da redução contínua dos estoques comerciais disponíveis. Segundo a entidade, a atividade das refinarias e a oferta de derivados não cresceram no mesmo ritmo das entregas de petróleo bruto, tornando os mercados de diesel e gasolina significativamente mais apertados do que o mercado de petróleo.
No mercado de gás natural, a AIE afirma que o aumento das exportações de gás natural liquefeito (GNL) por outros fornecedores — liderados pelos Estados Unidos e também pelo Canadá — compensou cerca de 70% da perda de oferta provocada pelas restrições no Estreito de Ormuz. No entanto, novos atrasos na retomada das exportações do Golfo podem manter o mercado mais pressionado por um período prolongado, afetando todos os importadores de GNL, incluindo a Europa, que busca recompor seus estoques de gás para o próximo inverno.
Assista ao vídeo da 10ª noite de ataques dos EUA contra o Irã divulgado pelo CENTCOM:

publicada em 21 de julho de 2026 às 12:00 




