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DITADURA CUBANA DEIXA 70 % DO PAÍS ÀS ESCURAS PARA PODER USAR ENERGIA EM UMA FESTA DE GALA PARA RELEMBRAR FIDEL CASTRO

Em uma Cuba envolta pela trevas, o regime ditatorial  desperdiça eletricidade em uma  festa de gala do dia da Libertação.  O ditador subserviente de Raul Castro, Díaz-Canel culpa os EUA pela falta de combustível, mas mostra que tem combustível  suficiente para realizar um evento de propaganda. Embora os cubanos enfrentem apagões diários de mais de 20 horas consecutivas, que em alguns territórios ultrapassam as 30 horas e provocam os protestos,  o regime não carece de eletricidade para seus atos de propaganda .  Isso fica demonstrado pela celebração, em Pinar del Río, em  uma festa de gala pelo 73º aniversário do ataque aos quartéis Moncada,  quando mais da metade do país ficou sem energia. Para lembrar,  o assalto ao Quartel Moncada, em  Santiago de Cuba, foi uma ação armado realizada em 26 de julho de 1953 por membros do partido comunista  liderados por Fidel Castro para derrubar o ditador Fulgencio Batista.  Também naquele dia, um ataque simultâneo foi realizado ao Quartel Carlos M. de Céspedes, em Bayamo,  liderado por Raúl Martínez Ararás, sob as ordens de Fidel, que foi preso e anistiado dois anos depois. O dia do ataque, 26 de julho, foi adotado por Fidel Castro e outros guerrilheiros no Movimento 26 de Julho, que acabou derrubando a ditadura de Batista em 1959.

Segundo o  portal oficial Cubadebate, o espetáculo, que também comemorou o centenário do nascimento do falecido ditador Fidel Castro, começou “com ‘Vozes do Povo’, uma produção cuidadosamente elaborada que contou com a participação da Orquestra de Câmara Éxtasis, da Companhia Lírica Ernesto Lecuna e de alunos da Escola Nacional de Dança, sob a cinematografia de Yamila Pérez Jarvis. O repertório incluiu de tudo, desde canções folclóricas tradicionais até uma seleção de músicas populares que comemoravam o feito heroico: ‘É Sempre Dia 26’, ‘Cavalgando com Fidel’, ‘Girón, a Vitória’ e ‘E então Fidel chegou'”, informou o veículo de comunicação estatal, que publicou fotos do espetáculo, realizado enquanto grande parte da população permanecia no escuro e que contou com a presença de Miguel Díaz-Canel e sua esposa, Lis Cuesta.

Na festa Diaz-Canel  afirmou repetidamente que o governo dos Estados Unidos está submetendo o povo cubano a uma “punição coletiva”, privando-o, segundo ele, de combustível.  Ironicamente, as privações que o regime cubano atribui a Washington não impediram a realização do Encontro de Solidariedade em Pinar del Río, no qual o governante repetiu seu discurso de vitimização. O Cubadebate disse que o evento contou com a presença de representantes de movimentos pró-Castro dos Estados Unidos, Espanha, Austrália e estudantes de diversas nacionalidades africanas, aos quais Díaz-Canel agradeceu pelo apoio ao regime. “Todos os dias surge uma nova ameaça. Todos os dias a retórica contra a dignidade humana se intensifica. Todos os dias há sanções contra Cuba, todos os dias a possibilidade de agressão contra o nosso país aumenta.

O Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC) também aproveitou a oportunidade para criticar o relatório apresentado em 20 de julho pelo Departamento de Estado dos EUA , que afirma que regime cubano é o principal patrocinador do radicalismo de naquele país e tem atuado como o epicentro da subversão ideológica contra os valores americanos. Diaz-Canel  afirmou que o país passou mais de seis meses sem receber petroleiros, com exceção de uma doação russa de 100 mil toneladas que permitiu “manter um padrão de vida diferente por 15 dias”. No entanto, o evento em que ele reiterou a queixa demonstra que o regime tem combustível suficiente para propaganda, enquanto os cubanos não têm transporte público e médicos e enfermeiros. O ditador também culpou Washington pelo êxodo das empresas hoteleiras de Cuba,   que vinham acumulando prejuízos há anos devido ao colapso do setor turístico.

PROTESTOS

Enquanto a ditadura fazia festas, 65% da população cubana. Às escuras foram pras ruas de várias cidades bater panelas e protestar contra os apagões.  “Não queremos mais comunismo”: protestos em Havana, Santiago de Cuba e Cienfuegos.  Nas noites de sexta-feira, sábado e ontem (26), bairros de Havana, Santiago de Cuba e Cienfuegos foram palco de grandes protestos.  Em todos eles, o estopim foram os longos apagões, uma ocorrência diária para os cubanos, que em algumas áreas duram mais de 24 horas consecutivas. Mas também se ouviram gritos contra o regime e o modelo socialista imposto décadas atrás, principal causa da grave crise que o país atravessa há pelo menos cinco anos. Vídeos postados pelo exilado Saul Manuel mostram sons de Cazuela em vários bairros de Havana Em Valle Grande, o autor do vídeo enviado ao jornalista independente, se ouve o som alto de panelas e frigideiras na escuridão, gritou: “O povo está cansado, senhores, está cansado; não queremos mais comunismo nem socialismo, o que queremos é liberdade.”

Embora já houvesse presença de agentes da Segurança do Estado, segundo a fonte, ouve-se outro grito de “Abaixo os comunistas“, ao qual os participantes do protesto com panelas respondem: “Abaixo”. Em Caballo Blanco, parte da rua está iluminada por uma fogueira que queima na via pública, enquanto se ouve um forte barulho de panelas e frigideiras, juntamente com pessoas denunciando a presença de policiais. Em Ciudad Jardín, as pessoas batiam panelas e frigideiras e gritavam “Abaixo com eles!”  Os moradores denunciavam que estavam sem água há vários dias e sem eletricidade ou internet há quase 20 horas.  Também em Havana, um grupo de pessoas bloqueou a calçada Diez de Octubre, em frente à Igreja Jesús del Buen Pastor, na Loma de Jesús del Monte, para exigir o restabelecimento do serviço de energia elétrica, após mais de uma semana sem luz. Há relatos de pouca comida que se consegue acaba sendo desperdiçada por falta de refrigeração.  Crianças dormindo nas calçadas e nas entradas das casas por causa do calor.  Em Cienfuegos, moradores do bairro Pastorita também protestaram após ficarem mais de 56 horas sem energia elétrica , segundo depoimentos enviados ao jornalista Mario Pentón, radicado em Miami.

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