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SEM ACORDO, TRUMP PROMETE DESTRUIR A MONTANHA DA PICARETA ONDE O IRÃ ESCONDE 450 QUILOS DE URÂNIO ENRIQUECIDO

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar a Montanha da Picareta, para onde foram levados os 450 quilos de urânio enriquecido a 60% e algumas dezenas de centrífugas transferidas de Natanz, antes do ataque dos Estados Unidos, em outubro de 2024, na Operação Martelo da Meia Noite. Trump disse que os EUA estavam monitorando a Montanha da Picareta com “as melhores câmeras do mundo” e que “não era um grande problema”. Trump reiterou nesta  terça-feira (28) as suas ameaças de atacar esse alvo específico, bem como pontes e outros alvos civis, caso não seja firmado um acordo com o Irã, acrescentando que as negociações têm sido boas.

Trump também desmentiu as notícias de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria se oferecido para compartilhar as informações de inteligência sobre a reconstrução do programa nuclear iraniano: “Não preciso que Bibi me diga isso. Bibi está me dizendo isso porque quer que eu continue envolvido.” Ele confirmou  que os EUA estavam monitorando a Montanha da Picareta: “Nós eliminamos as instalações nucleares deles, e teremos que eliminar  esta montanha se não chegarmos a um acordo. Se não chegarmos a um acordo, vamos eliminá-la com muita facilidade.”

Montanha da Picareta

Benjamin Netanyahu deverá informar ao presidente Trump sobre as ações do Irã na Montanha da Picareta e os esforços do regime para restabelecer seu programa nuclear na área. Um relatório israelense mostra que o regime iraniano está mentindo sobre seu interesse em buscar uma solução diplomática para o conflito, sendo a principal prova a recente transferência de sua infraestrutura nuclear para este novo esconderijo. Israel descobriu provas de que o Irã deslocou centrífugas para o complexo montanhoso pouco depois de os EUA e o regime terem chegado a um acordo sobre o Memorando de Entendimento. O complexo, cuja construção secreta começou em 2020, está localizado a 1,5 quilômetros ao sul da instalação nuclear iraniana de Natanz, que foi atingida diversas vezes durante a última guerra do Irã.

BASES ISRAELENSES

Os EUA coordenaram ataques contra alvos iranianos a partir de bases israelenses durante o cessar-fogo “Anunciamos nos termos mais claros que, se Israel for atacado, atacaremos com toda a nossa força. Estamos preparados para atacar o Irã“, alertou O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz. Ele disse que caças e bombardeiros americanos decolaram de bases aéreas israelenses para realizar ataques contra o Irã nas últimas semanas . “Os iranianos sabem” que os jatos decolaram de Israel para atacar o Irã,  disse Katz.O império arrogante que ameaçava destruir Israel desmoronou.” Ontem e hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) interceptaram pelo menos três drones na região da fronteira com a Jordânia. “Sabemos como lidar com a situação e estamos preparados”, disse Katz. Netanyahu e Trump se reunirão em Washington para discutir o Irã. O encontro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, abordará o Irã, e “os EUA têm interesses no Irã que superam os de Israel“, disse Katz.

ATAQUES DO IRÃ

O Irã intensifica os ataques com drones contra grupos da oposição curda no norte do Iraque. Os ataques tornaram-se cada vez mais mortais, com cerca de nove pessoas mortas em julho. Ataques com drones também foram lançados por milícias apoiadas pelo Irã a partir de áreas próximas a Mosul, de acordo com autoridades locais. O Irã intensificou seus ataques com drones na região do Curdistão iraquiano durante a noite de ontem para hoje(horário local). Esta é a mais recente onda de ataques à região do Curdistão.  O Irã e as milícia terroristas apoiadas por ele, têm atacado grupos de oposição curda iraniana que operam no norte do Iraque nos últimos seis meses. Os ataques tornaram-se cada vez mais mortais, com cerca de nove pessoas mortas em julho. Ataques com drones também foram lançados por milícias apoiadas pelo Irã a partir de áreas próximas a Mosul, de acordo com autoridades locais.

Segundo informações da agência de notícias local Rudaw,quatro drones atingiram bases pertencentes a grupos da oposição curda iraniana a leste de Erbil na madrugada de terça-feira, enquanto outro drone foi abatido sobre a província, de acordo com representantes dos grupos. Não houve relatos de vítimas.” Segundo o relatório, ocorreu um ataque no Vale de Alana, tendo como alvo o partido político curdo-iraniano Komala, de acordo com Amjad Hussein Panahi, chefe de comunicação do Komala dos Trabalhadores do Curdistão. O Komala é um dos seis partidos curdos que se uniram a uma coalizão de grupos curdos-iranianos em janeiro de 2026. “Desde o início da guerra, as bases de Komala foram alvejadas por mais de 95 mísseis e drones”, disse Panahi, Este é apenas um dos mais de mil ataques à região do Curdistão desde janeiro. Os iranianos e seus aliados no Iraque iniciaram os ataques depois que os EUA e Israel alvejaram o Irã,  em 28 de fevereiro.“ Hoje à noite, às 00h30, dois drones caíram dentro do campo de Jezhnikan, a leste de Erbil, mas não houve vítimas”, disse a Rudaw.

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Ronaldo Garcia
Ronaldo Garcia
4 horas atrás

Trump só tem gogó. Já estou ouvindo isso há meses. Em algum momento os EUA vão sair da guerras derrotados, sem conseguir nada do que queriam inicialmente, mas nunca vão assumir que perderam. Estamos presenciando um Vietnã 2.0