O IRÃ VOLTRA A ATACAR BASES AMERICANAS NA ARÁBIA SAUDITA QUE SE DEFENDEU E REVIDOU. TRUMP PROMETEU DAR UMA SURRA NOS IRANIANOS
Um dia depois do encontro na Casa Branca entre Donald Trump e o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, os Estados Unidos e a Arábia Saudita miram as milícias apoiadas por Teerã no Iraque após ataques iranianos às suas bases militares. O Irã lançou pelo menos quatro mísseis balísticos em direção a uma base militar americana na Jordânia, que seria um ataque de grande porte. O Comando Central dos EUA (CENTCOM), juntamente com as Forças Armadas da Arábia Saudita, atacou o Iraque na quarta-feira, visando “terroristas alinhados ao Irã que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) ordenou que atacassem as forças americanas e a infraestrutura energética saudita“, disse o CENTCOM em uma publicação no X. “Aviões de combate dos EUA e da Arábia Saudita atacaram vários locais de logística e armamento terroristas no leste do Iraque, em forte resposta a mais de 30 ataques aéreos com drones orquestrados pela Guarda Revolucionária Islâmica nas últimas 72 horas.” O presidente Trump disse que iria dar uma surra no Irã depois dos ataques noturnos. Enquanto isso, o barril do Brent permaneceu comportado esta manhã oscilando em torno de US$ 86.
O anúncio do CENTCOM ocorreu logo após relatos da mídia árabe sobre “explosões inexplicáveis em uma base da Frente de Mobilização Popular (PMF)” no
Iraque. A PMF é composta por cerca de 67 milícias armadas apoiadas pelo Irã. O Ministério da Defesa saudita acrescentou que os ataques “reafirmam o direito legítimo do Reino de se defender“, e que “não busca uma escalada, mas responderá a qualquer agressão que enfrentar”, em uma publicação no X nesta quarta-feira. As defesas aéreas jordanianas abateram cinco mísseis lançados do Irã, informou a agência de notícias estatal na manhã de hoje (horário local) Horas antes, o Irã lançou vários mísseis balísticos em direção a bases militares americanas no Oriente Médio, segundo a confirmação do CENTCOM em uma publicação no X. “As forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra as forças americanas baseadas no Oriente Médio”, explicou a publicação. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) “disparou mísseis balísticos contra bases aéreas americanas e o centro de comando militar americano na Jordânia“, declarou a Guarda do Irã à mídia estatal iraniana.
As defesas aéreas sauditas interceptaram e destruíram vários drones que tentaram atingir instalações petrolíferas na Província Oriental do reino, disse o porta-voz do Ministério da Defesa saudita, Turki al-Maliki. Ele afirmou que os drones foram lançados de território iraquiano por milícias apoiadas pelo Irã. “ A Arábia Saudita reserva-se o direito legítimo de se defender e de defender suas capacidades nacionais, e mantém o direito de responder no momento e local apropriados“, acrescentou al-Maliki. Os Houthis também alegaram ter disparado mísseis balísticos contra um petroleiro saudita no Mar Vermelho na manhã desta quarta-feira(29). Um porta-voz dos terroristas afirmou que a embarcação violou o bloqueio marítimo recém-declarado pelo grupo contra a Arábia Saudita. Pouco antes do anúncio dos Houthis, o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque relatou ter ouvido uma explosão no Mar Vermelho. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou à mídia estatal iraniana que três petroleiros foram “atingidos e detidos” no Estreito de Ormuz na manhã de hoje, após “ignorarem os avisos”.
ORMUZ
O CENTCOM suspendeu os ataques ao Irã para negociar a reabertura do Canal de Ormuz. As forças armadas dos EUA realizaram ataques noturnos contra o Irã de 8 a 24
de julho, mas desde então suspenderam a campanha para permitir que negociadores americanos e iranianos discutissem a reabertura do Estreito de Ormuz. “Estamos em negociações muito profundas com o Irã; se elas não derem certo, voltaremos a tomar medidas militares muito fortes“, disse o presidente Trump. Ele afirmou que suspendeu os ataques para dar outra chance às negociações, mas acrescentou que as conversas “ou avançariam rapidamente ou não avançariam de todo“, e que os países envolvidos nas negociações o aconselharam a evitar novas escaladas. “Se os ataques cessarem, o Irã também interromperá suas operações”, disse uma fonte iraniana. O funcionário acrescentou que “Há mais ceticismo do que otimismo em relação à suspensão dos ataques. A opinião predominante é que a pausa é tática, e não genuína.”
O número de navios que transitam pelo estreito de Bab el-Mandeb atingiu o maior patamar em uma semana, segundo dados. De acordo com o rastreamento de navios da empresa de análise Kpler, dos navios que passaram pelo estreito, 20 entraram e 17 saíram. Trinta e sete navios mercantes atravessaram o Estreito de Bab el-Mandeb na terça-feira, o maior número desde 19 de julho, segundo dados preliminares de navegação, com apenas alguns transitando pelo Estreito de Ormuz. Nenhum era um navio petroleiro de grande porte (VLCC) ou um navio-tanque gás natural liquefeito.
Entre os navios que saíram, três eram petroleiros Aframax carregados com petróleo bruto. O Aisopos(direita) e o Gustav seguiram
para o Golfo de Aden, cada um transportando mais de 750.000 barris de petróleo, enquanto o Karachi transporta cerca de 430.000 barris de petróleo bruto com destino ao Paquistão. Dos navios que entraram, dois eram petroleiros transportando produtos petroquímicos. O Velos Aquarius transportava 345.000 barris de éter metil terc-butílico, um tipo de componente para gasolina, com destino ao oeste de Suez, e o Sea Ambition transportava quase 93.000 barris de produtos químicos com destino à Turquia. O navio VLCC Nissos Kea, atualmente vazio, foi um dos três navios que entraram no Estreito.
FATOR CHINA
O Irã irá receber centenas de sistemas de mísseis portáteis chieneses nas próximas semanas, de acordo com um contrato que abrange a compra de entre 300 e 400 sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS), incluindo mísseis QW-12 e FN-16 de fabricação chinesa. É o primeiro lote de até 400 lançadores de mísseis antiaéreos portáteis. A aquisição, avaliada entre 60 e 70 milhões de dólares, é um dos maiores esforços conhecidos de Teerã para fortalecer suas defesas aéreas de curto alcance desde o início da guerra com os EUA e Israel, que expôs as lacunas na capacidade do Irã de proteger instalações militares e infraestrutura estratégica. O acordo foi assinado com a Zhongqing Baoshang International Investment, uma empresa sediada em Hong Kong que, segundo as fontes, atuava como intermediária entre o lado iraniano e o fornecedor chinês. O Ministério das Relações Exteriores da China declarou: “As notícias em questão são completamente infundadas. A China tem desempenhado consistentemente um papel na promoção da paz e no fim do conflito.”
O Grupo Zhong Qing Bao Shang, com sede em Pequim e empresa controladora da Zhongqing Baoshang International Investment, não respondeu a um pedido
de comentário da agência Axios, dos Estados Unidos. A entrega de centenas de mísseis expandiria significativamente o arsenal de armas de defesa aérea de curto alcance do Irã e destacaria o aprofundamento dos laços militares com a China. As fontes alertaram que, embora o acordo tenha sido assinado, os cronogramas de entrega, as quantidades e outros detalhes de implementação ainda podem sofrer alterações. Segundo um plano acordado entre as partes, as entregas serão inicialmente feitas por via aérea a partir de Urumqi, no oeste da China, e depois em trânsito pelo Paquistão até o Irã, de acordo com as fontes, que não esclareceram se as transferências ocorreriam por via aérea ou terrestre.
O ISPR, o braço de relações públicas das Forças Armadas do Paquistão, declarou: “As especulações de que o Paquistão estaria envolvido no fornecimento de armas de defesa aérea da China para o Irã são totalmente inventadas e falsas.” Embora o Irã tenha investido pesadamente nas últimas duas décadas em mísseis, drones e radares, especialistas militares afirmam que os sistemas portáteis de defesa aérea são importantes porque podem ser dispersos rapidamente, operados por pequenas equipes e realocados com frequência, tornando-os menos vulneráveis do que as baterias fixas de defesa aérea. Os mísseis terra-ar QW-12 e FN-16 são sistemas portáteis guiados por infravermelho, projetados para atingir aeronaves de baixa altitude, helicópteros e drones. Sua mobilidade permite o rápido deslocamento ao redor de instalações militares, infraestrutura de energia e outros locais sensíveis.
OMÃ + IRÃ
Omã apresentou ao Irã uma proposta para a gestão regional conjunta de Ormuz com as empresas de navegação pagando taxas voluntárias. No entanto, um funcionário
americano afirmou que não haverá pedágios ou taxas para a passagem pelo estreito em um acordo de coordenação que está sendo discutido. O diplomata Karem Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta omanita para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, alegando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã enquanto a estabilidade regional a longo prazo não for alcançada. Ao discutir a proposta, outro funcionário iraniano observou que, apesar da rejeição de Teerã ao acordo de partilha de bens de 50-50, o país ainda considera Omã um vizinho valioso. O funcionário também acusou os EUA e a Arábia Saudita de pressionarem Omã para avançar com o que Teerã descreveu como planos irrealistas para o Estreito de Ormuz. Anteriormente, Omã apresentou ao Irã uma proposta para a gestão regional conjunta do Estreito de Ormuz, com as empresas de navegação pagando taxas voluntárias. Gharibabadi afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso Mascate rejeitasse a proposta do Irã, acrescentando que Teerã nunca reconheceu a rota sul ao longo da costa de Omã.
As negociações continuam em andamento, disseram os dois diplomatas, acrescentando que progressos significativos foram alcançados. Elas se concentraram estritamente no transporte marítimo e não tinham como objetivo pôr fim ao conflito. Os mediadores esperavam, em vez disso, que um acordo temporário sobre a questão controversa do transporte marítimo acalmasse os ânimos e, em última instância, levasse a negociações mais avançadas. O Irã e Omã ainda estão longe de chegar a um acordo sobre alguns aspectos da situação, incluindo a cobrança de taxas de trânsito. Isso ocorre após o encontro entre o presidente dos EUA, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Washington. Aliás, temendo um ataque iraniano, Netanyahu partiu discretamente para os EUA da base aérea – segundo informações. Segundo a N12, as forças de segurança israelenses recomendaram que o voo de Netanyahu partisse em condições sigilosas após relatos de que o Irã estava intensificando seus esforços para atacar autoridades israelenses. O voo decolou discretamente na segunda-feira( 27) partindo da base aérea de Nevatim, e não do Aeroporto Ben-Gurion. Os horários de sua chegada e partida não foram divulgados com antecedência.

publicada em 29 de julho de 2026 às 12:00 




