MEDO DE SANÇÕES FAZ EMPRESA DEVOLVER O PORTO DE MARIEL PARA CUBA, QUE DÁ CALOTE NO BRASIL DE US$ 682 MILHÕES EMPRESTADOS PARA CONSTRUÇÃO
Está cada vez mais difícil o Brasil receber de volta o dinheiro que emprestou para a ditadura cubana construir o Porto de Mariel, em Havana, em 2009. Depois que o governo dos Estados Unidos sancionou a GAESA, o complexo militar castrista, que comandava todas as operações feitas em dólar na Ilha, a companhia PSA International, de Singapura, removeu Cuba de seu site e acaba de devolver a administração do Porto de Mariel e o terminal de contêineres, depois de 15 anos de operação. A garantia oferecida e aceita pelo presidente Lula e pelo BNDES, na época, na época presidi pelo petista Luciano Coutinho (direita), era pagar com a produção de charutos, caso a ditadura cubana não devolvesse os US$ 682 milhões emprestados. Sem juros ou correção, o valor atual em reais é de R$ 3,43 bilhões, que foram retirados do FGTS, o fundo de amparo ao trabalhador. Desde lá, nem o BNDES, e muito menos o presidente Lula, que facilitou politicamente o empréstimo, parecem estar preocupados com este calote histórico e receber o que é devido. Para trabalhador, que perdeu esta fortuna, nem charuto apareceu.
Para lembrar, já se passaram 17 anos, desde este dinheiro foi transferido. Por 15 anos, a empresa de Singapura administrou o porto e pagou ao governo Castrista. Desde lá, nada foi devolvido ao Brasil. No início da semana, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o Terminal de Contêineres “por ser propriedade ou controlado por, ou por ter agido ou alegado agir em nome de, direta ou indiretamente, a GAESA, já designada como tal“, referindo-se ao conglomerado empresarial militar cubano. Da mesma forma, a OFAC incluiu na lista de sanções a Coral Marítima S.A, de propriedade do estatal Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuário (GEMAR), que também foi sancionada.
O escritório americano disse que “A GAESA, por meio de sua subsidiária Terminal de Contenedores de Mariel SA, transferiu o Porto de Mariel para a Coral Marítima SA em uma transação em meados de jumjo para burlar as sanções. O Terminal de Contêineres do Porto de Mariel é a principal infraestrutura desse tipo em Cuba. A saída da PSA International de Mariel ocorre após a empresa ter vencido a licitação para administrar o terminal em 2010 e assumiu em 2011, conforme noticiado na época. O acordo, segundo informações, previa a administração do porto e não envolvia nenhum investimento por parte da empresa. O Terminal de Contêineres do

A ex-presidente Dilma Roussef e o ditador sanguinário Raul Castro, na inauguração do Porto de Mariel
Porto de Mariel foi inaugurado em 27 de janeiro de 2014, dentro da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM), operada pelo regime regime cubano, e foi lançado como um importante centro de operações portuárias que nunca atingiu sua capacidade total.
Nos últimos anos, esse terminal tem sido usado principalmente por empresas de transporte marítimo que lidam com importações de alimentos, produtos agrícolas, diversos tipos de veículos e outros produtos adquiridos por Havana nos EUA. Atualmente, 56 empresas com capital estrangeiro operam na zona de livre comércio adjacente, incluindo empresas de países como Espanha, México, Brasil, Vietnã e Holanda, de acordo com dados oficiais.
A PSA International, que teve receitas de US$ 8,6 bilhões em 2025, é uma operadora portuária global e uma empresa da cadeia de suprimentos com mais de 70 terminais de águas profundas, ferroviários e interiores, distribuídos em 180 localidades em 45 países, incluindo o porto de Antuérpia, na Bélgica, de onde partem muitos carregamentos destinados a Cuba. A empresa, uma das maiores operadoras portuárias do mundo, opera um terminal nos EUA. Nas Américas, também possui operações em portos na Argentina, Panamá, Colômbia e Canadá. Desde 2019, ações judiciais foram movidas nos EUA, com base no Título III da Lei Helms-Burton, contra empresas de navegação pelo uso indevido do porto de Mariel. A maioria foi resolvida extrajudicialmente.

publicada em 31 de julho de 2026 às 14:45 






