IRÃ E OMÃ ADIAM O ANÚNCIO FINAL DE UM ACORDO QUE LIBERA A PASSAGEM DOS NAVIOS PELO ESTREITO DE ORMUZ. TRUMP AGUARDA.
Os Estados Unidos, o Irã e Omã estavam perto de um acordo provisório que reabriria o Estreito de Ormuz, mas a decisão final foi postergada. O governo dos Estados Unidos mostra pressa e queria quer o anuncio final fosse feito ainda nesta quarta-feira (5), mas parece que isso não irá mais acontecer. Segundo um relatório, o acordo está em negociação há várias semanas e visa retomar as conversas sobre o cessar-fogo entre Washington e Teerã, o que reiniciaria as negociações para um acordo nuclear. Isso ocorre depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou os ataques ao Irã no fim de semana, ataques que ele abandonou para poder continuar as negociações. O secretário Marco Rubio, disse que houve progresso nas negociações com o Irã, acrescentando que a Casa Branca esperava um acordo. Enquanto isso,no mercado internacional, o petróleo continuava comportado, com o Brent valendo em torno de US$ 80 dólares o barril.
Mesmo assim Trump advertiu o Irã contra a retirada das negociações que prevê duas rotas marítimas e desminagem. “, disse
opresidente esta manhã. “Se eles recuarem novamente, serão duramente atingidos. Eles sabem disso, eles entendem isso. Não tenho escolha.” O acordo provisório em discussão prevê um período de pelo menos 60 dias, durante o qual o Irã e Omã administrariam conjuntamente o Estreito de Ormuz. Todos os navios que entrassem no estreito navegariam pela rota norte iraniana, enquanto os navios que saíssem navegariam por uma rota sul em águas omanitas. Durante esse período, os navios não pagariam pedágio nem taxas, e as partes removeriam as minas da faixa central do estreito em até 30 dias, após os quais a faixa seria utilizada para tráfego em ambos os sentidos, conforme um acordo permanente.
Os EUA estiveram envolvidos nas negociações, com o enviado de Trump, Steve Witkoff, telefonando para os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã. Além disso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, concordou com o acordo, mas precisava da aprovação do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, bem como do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, antes de prosseguir, acrescentaram as fontes. O conselheiro do primeiro-ministro do Catar, e porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores, Majid bin Mohammed Al-Ansari, afirmou que tinha como objetivo restaurar o tráfego marítimo comercial pelo estreito aos níveis pré-guerra.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que a rota sul do estreito permanecia aberta e que havia facilitado a
passagem de mais de 1.000 navios pelo estreito nos últimos três meses. O Irã há muito tempo exige o controle sobre o Estreito de Ormuz, que, segundo o país, deve ser compartilhado com Omã, na margem oposta. O país interrompeu a maior parte do tráfego marítimo nessa hidrovia desde o início das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, desde 28 fevereiro, quando iniciou a guerra. Os Navios que transitam pelo estreito deverão coordenar suas ações com o Irã, mesmo ao saírem pelo lado omanita, segundo um acordo temporário entre os dois países. As minas serão removidas das seções centrais da hidrovia, a maioria das quais se encontra no lado omanita. As embarcações em trânsito não serão cobradas, apesar das exigências iranianas, havendo a possibilidade de os navios pagarem voluntariamente “taxas de seguro e de qualidade ambiental “.
IRAQUIANOS SEM PAGAMENTOS
O Iraque adiou o pagamento de salários de funcionários públicos em julho devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que reduziu drasticamente a receita das exportações do petróleo, que despencaram de 100 milhões de barris em fevereiro para cerca de 32 milhões em maio e junho, segundo dados fornecidos pelo Ministério do Petróleo do país. Segundo relatos da mídia árabe desta semana, muitos funcionários públicos do Iraque não receberam seus salários, enquanto o país enfrenta dificuldades para superar a crise de exportação de petróleo causada pelo fechamento contínuo do Estreito de Ormuz.
De acordo com o Ministério das Finanças, o Iraque gasta aproximadamente US$ 6,5 bilhões por mês com salários, pensões e
benefícios sociais. Através de um comunicado o ministério disse que “ Se a interrupção das exportações continuar, não conseguiremos pagar os salários em dia daqui para frente. Pagaremos assim que tivermos dinheiro em caixa. Ou seja, quem recebeu o pagamento de julho em dia receberá o de agosto com atraso.” Estão sendo considerados planos para que os salários sejam pagos a cada 45 dias. A economia do Iraque já foi duramente afetada por anos de conflito. Nos últimos anos, no entanto, as condições melhoraram, com o Índice de Pobreza Multidimensional relatando que a pobreza caiu de 23% para 17,5% nos últimos três anos. O Projeto Borgen alertou em abril que o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz poderia comprometer esse progresso.

publicada em 5 de agosto de 2026 às 12:00 




