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PETROBRÁS REGISTRA LUCRO DE R$ 52,4 BILHÕES NO SEGUNDO TRIMESTRE E ANUNCIA R$ 17,4 BILHÕES EM DIVIDENDOS

A Petrobrás encerrou o segundo trimestre de 2026 com um forte avanço em seus resultados financeiros. A companhia registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 60,6% em relação ao primeiro trimestre, considerando os eventos exclusivos. Desconsiderando esses efeitos, o lucro líquido alcançou R$ 55,8 bilhões, crescimento de 134,2% frente aos três primeiros meses do ano.

O desempenho operacional também apresentou forte evolução. O EBITDA ajustado sem eventos exclusivos somou R$ 100,6 bilhões, um avanço de 63,2% na comparação com o trimestre anterior. Segundo a empresa, o resultado foi favorecido principalmente pelo aumento das exportações, viabilizado pelo crescimento da produção e pela conclusão de embarques iniciados no primeiro trimestre, além da alta das cotações internacionais do petróleo. A companhia destacou ainda a maior participação de derivados produzidos em suas vendas, refletindo o maior fator de utilização das refinarias (FUT) e reduzindo a necessidade de importações de combustíveis.

A receita de vendas atingiu R$ 169,53 bilhões no segundo trimestre, representando um crescimento de 42,3% em relação ao mesmo período de 2025. A geração de caixa permaneceu robusta, com Fluxo de Caixa Operacional de R$ 61,8 bilhões e Fluxo de Caixa Livre de R$ 38,6 bilhões.

Os investimentos seguiram em trajetória de crescimento. Nos seis primeiros meses de 2026, a Petrobrás investiu US$ 10,4 bilhões, um aumento de 22,5% sobre igual período do ano anterior. Apenas no segundo trimestre, os aportes somaram US$ 5,3 bilhões, alta de 3,8% em relação ao primeiro trimestre. Na visão caixa, os investimentos totalizaram US$ 4,6 bilhões entre abril e junho e US$ 9,1 bilhões no acumulado do semestre.

A empresa também manteve a trajetória de fortalecimento de sua estrutura financeira. Em 30 de junho, a dívida bruta era de US$ 70,8 bilhões, redução de 0,6% em relação ao fim de março. Já a dívida financeira caiu 6,2%, principalmente em razão de pré-pagamentos realizados ao longo do trimestre. O prazo médio da dívida aumentou de 11,3 para 11,9 anos, enquanto o custo médio permaneceu estável em 6,8% ao ano.

Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, disse Fernando Melgarejo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

DIVIDENDOS

Além dos resultados financeiros, o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação da distribuição referente ao exercício de 2026. O valor corresponde a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial.

Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base será 21 de agosto de 2026, enquanto os papéis passarão a ser negociados na condição de ex-direitos a partir de 24 de agosto.

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais. A primeira, de R$ 0,67407131 por ação, será paga em 23 de novembro, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio. A segunda parcela, também de R$ 0,67407131 por ação, será paga em 21 de dezembro, sendo R$ 0,47156696 em dividendos e R$ 0,20250435 em juros sobre capital próprio.

Para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 25 de agosto de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 01 de dezembro e de 29 de dezembro de 2026.

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